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A interessante e importante presença do nosso conterrâneo Ilídio da Silva Dantas Gomes, de Lamarigo, lugar da freguesia de Padornelo, concelho de Paredes de Coura, perante as câmaras e microfones da Rádio Vale do Minho, no passado dia 8 de Maio de 2012, para nos dar conta de uma das suas grandes paixões, a apicultura.
Centenário da Fundação da Capela de Nossa Senhora das Angústias
Lugar das Angústias, freguesia de Padornelo, Paredes de Coura
Programa Provisório
Domingo
27 de Maio de 2012
13 horas – Cerimónia do erguer da bandeira, de preparação da festa.
14 horas – Missa na Capela de Nossa Senhora das Angústias.
15 horas – Palestra NAS COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO: JOSÉ NARCISO MONTEIRO E A CAPELA DAS ANGÚSTIAS, na Capela de Nossa Senhora das Angústias, por Jofre de Lima Monteiro Alves.
15h30 – Inauguração da exposição NAS COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO: JOSÉ NARCISO MONTEIRO E A CAPELA DAS ANGÚSTIAS, na Casa da Mesa.
16h30 – Actuação do Grupo de Cantigas da Associação.
17 horas – Jogo do Chavelho na Carvalheira das Angústias.
Organização:
Actuação conjunta dos Grupos de Cantigas das Associações Culturais de Formariz e de Padornelo na Feira do Livro de Paredes de Coura, em 5 de Maio de 2012. Fotografia de Eduardo Daniel Cerqueira.
Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo
Convocatória da Assembleia Geral Extraordinária
Domingo
27 de Maio de 2012
10h30
Sede da Associação, no lugar da Valinha, freguesia de Padornelo
Eleição dos Corpos Sociais
Na próxima segunda-feira, dia 7 de Maio de 2012, às 19h30, na Capela de Nossa Senhora das Angústias, situada no lugar das Angústias, em Padornelo, freguesia do concelho de Paredes de Coura, será celebrada missa pela intenção de Maria Rosa Alves Monteiro, “Tia Maria das Portelas”, Hedviges Erminda Monteiro Dantas, “Hedviges das Portelas”, Adriano António de Araújo, Adriano Monteiro de Araújo, Inocêncio Monteiro de Araújo, José Pereira da Silva, “Zé da Chica”, Maria da Conceição da Costa, Sílvio Barreiro Varajão e Acácio Monteiro Dantas, e a eucaristia do mês de Maria.
No passado dia 11 de Abril de 2012, no Hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima, faleceu o sr. Delfim Guilherme Alves, “o Delfim da Cândida”, de 86 anos de idade, morador no Sobreiro, lugar da freguesia de Padornelo.
Nascera na vizinha freguesia de Insalde a 15 de Outubro de 1926 e era casado com Almerinda Barbosa de Sá e pai de Maria Fernanda, Olímpia, António, Ermesinda e Felisbela de Sá Alves. Os seus restos mortais foram velados na sua residência, no lugar do Sobreiro, e foi sepultado no cemitério público de Padornelo.
Museu Regional de Paredes de Coura
Merenda no Museu
5 de Maio de 2012
15h30
Bolinhos de Farinha Milha
Convidada especial:
Museu Regional de Paredes de Coura
Merenda no Museu
5 de Maio de 2012
15h30
Bolinhos de Farinha Milha
Convidada especial:
Participação de Padornelo na acção de formação musical Encontro de Tocatas do Vale do Minho da Fundação INATEL, em Abril de 2012.
Na próxima quarta-feira, dia 2 de Maio de 2012, às 18 horas, na Capela de Nossa Senhora das Angústias, situada no lugar das Angústias, em Padornelo, freguesia do concelho de Paredes de Coura, será celebrada missa pela intenção de Hedviges Erminda Monteiro Dantas, Amaro António Alves, Inocêncio Monteiro de Araújo, Manuel da Costa Rodrigues, Ortelinda Barbosa Esteves, Artur da Cunha e Alfredino Alves Monteiro.
O benemérito José Narciso Monteiro mandou levantar um cruzeiro, erguido em 1929 na entrada da carvalheira das Angústias, no lugar das Angústias, em Padornelo, freguesia do concelho de Paredes de Coura, fruto da sua profunda devoção a Nossa Senhora das Angústias.
Algumas décadas depois, por decisão duma direcção da Confraria da Senhora das Angústias e da Comissão Fabriqueira da Igreja de Santa Marinha, foi o mesmo cruzeiro deslocado e colocado no lugar da Lapa, na berma direita da Estrada Nacional, onde hoje se encontra ainda, passando, então, a designar-se como Cruzeiro da Lapa. Veio substituir ali um antiquíssimo cruzeiro em madeira, em avançado estado de degradação.
Trata-se dum monumento granítico, de características rurais, fuste biselado assente em base quadrangular com cruz brifonte de grandes proporções, com inscrição inserida na base posterior: “Oferta do Benfeitor José Narciso Monteiro”. Fotografia de Setembro de 2005.
No passado dia 1 de Abril de 2012, domingo, em Vila Praia de Âncora, faleceu a senhora Maria Augusta da Rocha, de 84 anos de idade, que nascera porém na vizinha povoação de Parada a 12 de Novembro de 1927.
Era viúva de José de Sá, mãe de Maria das Dores, maria de Lurdes, Honorato Agostinho, Maria Célia, Alexandre Ilídio, Maria dos Prazeres, Rui Manuel, Eugénio Casimiro e José Casimiro, e foi moradora durante decénios no Sobreiro, lugar da freguesia de Padornelo. Os seus restos mortais foram velados na capela mortuária da Igreja de Santa Marinha e foi sepultada no cemitério público de Padornelo.
No dia passado dia 1 de Abril de 2012 realizou-se uma pequena festa para comemorar as bodas de ouro matrimoniais dos nossos conterrâneos Armando Manuel Dantas, "Armando da Quinta" e D. Dulcinda Aurora de Araújo Dantas, "Cena da Tomada".
A celebração da missa na Capela do Senhor Ecce Homo, com a presença do padre Alcino da Cunha Pereira, antigo pároco da Igreja Matriz de Santa Marinha de Padornelo, consagrou tão auspiciosas núpcias celebradas a 30 de Março de 1962. O repasto festivo, que teve lugar num restaurante, contou com um vasto grupo de familiares e amigos, presentes para testemunhar a felicidade de tão ditoso casal. Fotografia de António Dantas.
Por: Jofre de Lima Monteiro Alves
A Páscoa representa para os cristãos a festa da Ressurreição de Jesus Cristo, embora já se encontre no Antigo Testamento diversas alusões aos ritos da Páscoa hebraica. Assim, a Igreja Católica recebeu a solenidade pascal a partir do judaísmo, dando-lhe, todavia, o significado da morte e ressurreição de Cristo.
Durante os séculos estalaram diversas querelas entre a cristandade no que concerne à celebração da Páscoa, tanto na liturgia como nos cálculos astronómicos para estabelecer a data em questão. Por fim o I Concílio de Niceia, reunido como feitoria celestial, estabelece no ano de 325 a celebração no primeiro domingo depois da primeira lua cheia da Primavera, dentro do espaço temporal entre 22 de Março e 25 de Abril.
Quinta-feira de Endoenças,
Sexta-feira de Paixão,
Sábado de Aleluia,
Domingo da Ressurreição.
A Quaresma é um tempo ritual de preparação para a Páscoa, cheio de jejum, abstinência e de grande tristeza protocolar. Nesse dorido ambiente e de penitência rigorosa, sentido em clima de desmedida religiosidade, as mulheres vestiam-se todas de negro e as moçoilas para arrefecer os ardores, por entre conselhos de prudência, evitavam as roupetas garridas, a fazer dó às mulas lazarentas.
Os cânticos durante os trabalhos agrícolas eram liminarmente eliminados e os homens não podiam sequer assobiar, dizer palavrões ou contar larachas, cortando rente qualquer manifestação de blasfémia. Entrementes entoavam-se tão-somente salmos religiosos, exortações e lamentos. Tudo conforme a cartilha de orar, soluçar, ares de poucos amigos e setes olhos a mirar o casoto dos outros.
Nas igrejas e capelas não se colocavam flores nos altares e os santos eram ocultados com tecidos roxos ou pretos por mor dos tormentos que Nosso Senhor padeceu. Como os sinos não podiam atroar os ares devido ao período defeso e respeito pelo luto, em algumas terras usavam umas matracas a convocar os fiéis para a liturgia, rituais e ofícios divinos.
Páscoas passadas, muitas criadas.
Era, essencialmente, um tempo de silêncio e recolhimento colectivo, pois cantar, assobiar ou qualquer manifestação de alegria exterior assumia contornos de mortiço pecadilho. Para mostrar que a coisa era séria, punha-se uma pedra pesada em cima da salgadeira, encerrando-a até ao fim do período pascoal, pois era absolutamente proibido comer carnes e gorduras. Na sexta-feira não se podia fiar, coser, lavar ou estender roupa ou cozer pão, devido a uma série de catástrofes medonhas que ameaçava os desprevenidos ou mais ousados.
Uma antiquíssima tradição da cultural popular, agora completamente erradicada a partir da década de cinquenta da centúria passada, consistia no ritual da Encomendação das Almas ou “Botar das Alminhas”, como se designava noutros tempos em todo Alto Minho. Um leigo, o “botador das almas”, subia a um ponto alto e central e, logo ao primeiro badalar das Trindades, enquanto dobravam os sinos, começava a rezar uma ladainha em tom melancólico, concluindo com um Padre-Nosso e uma Ave-Maria pela salvação das alminhas do Purgatório.
Alerta, alerta, a bida é curta e a morte é certa.
A liturgia envolvia a formalidade de “dizer a doutrina”, pois nessa ocasião todos os adolescentes e solteiros deviam comparecer perante o abade a fim de mostrarem que sabiam o catecismo de cor e salteado e todos os dogmas da doutrina cristã na ponta da língua. Ocorria então o cerimonial da desobriga para os adultos, confissão quaresmal e comunhão em doses maciças, a fim de purificar a alma da face tétrica dos pecados, perjúrios, latrocínio, intrigas, ódios e pragas proferidas boca fora em horas do Demo. Todos com ar pesaroso de lorpas condenados ao patíbulo, cabeça descoberta e barrete surrado nas mãos, sempre pela salvação da alma e a fugir da forquilha do mafarrico.
Na noite de Quinta-Feira Santa fazia-se a Procissão dos Fogaréus ou Procissão do Senhor Ecce Homo, pelo menos desde o século XVII. Uma chusma de poviléu cumpria magistralmente papéis diversos, num cortejo com figuras alegóricas da Última Ceia, julgamento de Jesus, cantochão, farricocos, matracas, ruge-ruge, vestes de penitência, pés descalços, capuzes balandraus, cordas à cintura e os tais fogaréus, umas taças com pinhas a arder ou lanternas de fogo. Nalgumas localidades realizava-se na Sexta-Feira Santa a Procissão do Enterro do Senhor, perante uma multidão prosternada.
Por sua vez, em Ponte de Lima, no Sábado de Aleluia procedia-se à Queima de Judas, personificado por um boneco de palha que, depois da encenação do julgamento e leitura do testamento de Judas Iscariotes, era passeado pelas ruas, enforcado e queimado por efeitos pirotécnicos logo após o repique da Aleluia. Sobrevivência dum antiquíssimo rito pagão, forma simbólica de exorcizar os males e vingança contra o culpado pelas penitências como autor da traição perpetrada a Jesus.
Páscoa alta, chumbo na malta.
No concelho de Arcos de Valdevez fazia-se o Enterro do Bacalhau, tradição que remonta ao tempo da contra-reforma, no século XVI. Consistia num pitoresco cortejo fúnebre nocturno com três andores que percorriam as vielas da vila, entrecortado pela loquacidade de sermões pregados por coisas e loisas.
O Compasso Pascal fazia a visita pelas ruelas do povoado e atalhos por onde certamente não andou Cristo, prolongando-se em paróquias de maior extensão até ao Domingo de Pascoela. Em eras de antanho, até ao boqueirão da década de 1920, competia ao reverendo pároco a alimentação dos elementos do compasso, mandando servir um lauto repasto antes da saída da cruz e uma ceia ao recolher.
Antigamente o Compasso Pascal, o “Dia da Cruz”, encabeçado pelo sacerdote paramentado de chapéu de três-bicos, sotaina, sobrepeliz e estola, era acaudatado pelo mordomo da cruz, os moços da caldeira, da campainha e das esmolas, os homens de opas que recolhiam o folar do abade e as pessoas mais santóginhas da paróquia, acompanhados por alguns tocadores de bombos, sacabuxas e charamelas, arautos ruidosos, sem andar a sarramancar os pés.
Páscoa em Março, ano de mortaço.
Porém, as casas que “abriam a porta à cruz” eram preparadas de antemão. Limpeza geral para aliviar o sarranho, profusão de adornos de flores e motivos vegetalistas à entrada, ervas odoríferas espalhadas na cozinha ou sala fadada à visita, cheirosas malvas e alecrins, no fito de atenuar os odores incómodos do sarro e do cortelho do gado.
Botavam nas camas as melhores colchas, as lindíssimas toalhas de linho saiam airosas das arcas onde recolhiam o ano inteiro. O caminho alcatifado com giestas, urzes e ramos, um tapete verde que ligava umas casas às outras, pedia vénia aos jardins da Babilónia, mesmo em dia de molha-tolos.
Após a saudação tradicional e sucintas cortesias, o mordomo dava o crucifixo a beijar aos presentes ajoelhados e contritos, em respeito da primazia hierárquica secularmente estabelecida a partir da ilharga do dono da casa. Todos com o fato de ver a Deus, por cima das ceroilas de estopa, beijavam a cruz com gravidade.
Logo de seguida, a comandita aboletava-se com uma refeição ligeira ou merenda mais ou menos suculenta conforme abastança do proprietário, adoçado com biscoitos e beberete de cálices de vinho fino. A hospitalidade tinha de ser conforme.
A festa do Natal é em casa, a da Páscoa na praça, a do Espírito Santo no campo.
Alguns homens equipados de cestos e sacas recolhiam o “folar do abade” para o bornal, constituído por pão-de-ló, ovos, pitas pedreses, granizés, açúcar, milho, batatas e demais vitualhas de acordo aos usos e costumes e posses de cada um. Esta prática arcaica como as rendas de são-miguel também desapareceu de todo e foi substituído, por imposição dos padres, por um sobrescrito com dinheiro depositado em cima duma salva de prata ou baixela de estanho.
Nos lares enlutados pela morte recente dum ente querido a cerimónia era limitado a um responso rezado pelo pároco, ao qual assistiam tão-só os familiares, sem a presença da comitiva pascal, a pôr-se de banda como se nada fosse e receio dos espectros.
No concelho de Paredes de Coura, ainda no auge da centúria de oitocentos perdurava uma original tradição em torno da Capela do Senhor do Amparo, onde se reuniam os vizinhos párocos de Linhares e de Ferreira, e ali cada um botava a beijar a cruz aos presentes, e tupa que tupa de rota batida cada qual rumo à respectiva freguesia. Na Ribeira Minho, os párocos de Cristelo Covo, de Valença, e de Sobrado, na Galiza, atravessam o rio Minho de barco para dar de beijar a cruz na margem inversa a fim de cumprirem a tradição transfronteiriça do “Lanço da Cruz”, uma genuína romaria luso-galaica.
Quando a Páscoa cai em Março, ou muita fome ou mortaço.
O almoço pascal topava mesa farta como o milagre de Caná e digno manjar dos deuses. Sacrificava-se um velho galo, devidamente assado e guarnecido por saboroso arroz de miúdos fazia escolta a um suculento caldo de toucinho, numa cama de feijão, massa e rodelas de pão-trigo ou broa, a fartecer o estômago, verdadeiro pitéu dos anjos em dia de azul diáfano.
Noutras terrinhas alto-minhotas, como Monção, cozinhavam o carneiro assado no forno, por cima dum alguidar de arroz colorido com açafrão e temperado com as águas da cozedura das carnes de porco, vaca e galinha da melhor raça.
A pitança exigia a presença usual do pão-de-ló, doce como o raio de sol estival, a quem os minhotos chamavam pão-leve, bate ou bolinhol, tal como diz a cantigueta:
Bate padeirinha,
Bate o pão-de-ló;
Duma banda tu,
Doutra banda eu só.
Guarnecia a sobremesa mais algumas iguarias de quatro assobios, como as regueifas de pão-podre, o arroz-doce, bolos brancos, roscas e amêndoas. A festança estendia-se também à criançada extasiada e olhos arregalados, a quem os padrinhos de baptismo cobriam de mimos, roscas de pendurar ao pescoço e ovos pintados. Doces em farta até fazerem dores de barriga pelos verdes anos e ainda alguns tostões para a afidalgar a algibeira.
O ritual do Ovo da Páscoa simboliza o embrião da vida e do mundo, o qual era tingido de castanho por efeito da casca de cebola e integrava também os bolos folares que se distribuíam como cerimonial de oferenda aos familiares e amigos do peito. Em Viana do Castelo costumava-se rabiscar a casca do ovo pintado de molde a desenhar cruzes, corações, flores e arabescos.
Terminada a quadra pascal, lá voltava o minhoto à labuta de atamancar a vidinha, longe de afagos, ano após ano em altibaixos. E mais não digo, pois artigo tamanho é capaz de aborrecer um santo em dias prósperos.
Imagem do Senhor dos Passos, na Capela do Senhor Ecce Homo, nos Tojais, lugar da freguesia de Padornelo, oferta do benemérito José Narciso Monteiro. O artigo descreve o ritual e tradições da Páscoa em eras de antanho no Alto Minho, em especial nos concelhos de Arcos de Valdevez, Monção, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença e Viana do Castelo.
Imagens dos momentos finais do convívio, já no rescaldo da maravilhosa jornada que encerrou as comemorações do 25.º aniversário da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, no passado dia 25 de Março de 2012, na Valinha, lugar da freguesia de Padornelo, concelho de Paredes de Coura. Fotografias de Eduardo Daniel Cerqueira.
Momento de convívio e partilha do já usual bolo e merenda no final das extraordinárias comemorações do 25.º aniversário da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, no dia em que decorreu o VI Encontro de Música Popular Portuguesa Acordes de Primavera, a 25 de Março de 2012, no lugar da Valinha, em Padornelo, freguesia do concelho de Paredes de Coura. Fotografias de Eduardo Daniel Cerqueira.
Rescaldo das comemorações do 25.º aniversário da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, no dia em que decorreu o VI Encontro de Música Popular Portuguesa Acordes de Primavera, no dia 25 de Março de 2012, com horas de lazer e preparação da pitança. Fotografias de Eduardo Daniel Cerqueira.
Carla Soares Lima, presidente da Direcção da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, faz entrega da lembrança ao Grupo de Cavaquinhos Os Teimosos, de Monção, que abrilhantou o VI Encontro de Música Popular Portuguesa Acordes de Primavera, festa que assinalou o 25.º aniversário da colectividade padornelense. Fotografias de Fernando Abílio de Sá e Silva.
Actuação do Grupo de Cavaquinhos Os Teimosos, de Monção, que participou com brilhantismo no VI Encontro de Música Popular Portuguesa Acordes de Primavera, que decorreu no lugar da Valinha, em Padornelo, freguesia do concelho de Paredes de Coura, festa que assinalou o 25.º aniversário da colectividade padornelense. Fotografias de Fernando Abílio Silva.
Carla Soares Lima presidente da Direcção da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, faz entrega da lembrança ao Grupo Cantares do Campo da Associação Cultural e Desportiva Senhora da Purificação, de Formariz, que encantou e cantou no VI Encontro de Música Popular Portuguesa Acordes de Primavera, que teve lugar no passado dia 25 de Março de 2012, durante a festa do 25.º aniversário da agremiação padornelense, na Valinha, lugar da freguesia de Padornelo, concelho de Paredes de Coura. Fotografias de Fernando Silva.
Actuação do Grupo Cantares do Campo da Associação Cultural e Desportiva Senhora da Purificação, de Formariz, freguesia do concelho de Paredes de Coura, durante o VI Encontro de Música Popular Portuguesa Acordes de Primavera no passado domingo, dia 25 de Março de 2012, presença notável na festa do 25.º Aniversário da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo. Fotografias de Fernando Abílio de Sá e Silva.
Primeira actuação pública do Grupo Juvenil da Associação de Padornelo que participou com notável sucesso no VI Encontro de Música Popular Portuguesa Acordes de Primavera no passado domingo, dia 25 de Março de 2012, arrancando no fim uma estrondosa ovação geral, com todo o público de pé, tornando-se assim um marco que assinala brilhantemente a festa do 25.º Aniversário da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo com letras de ouro e uma garantia de futuro risonho para a colectividade do concelho de Paredes de Coura. Fotografias de Fernando Abílio Silva.
Carla Soares Lima faz entrega da lembrança ao grupo da Associação Cultural Desportiva Recreativa dos Amigos Tocadores de Concertina do Concelho de Ponte de Lima que participou no VI Encontro de Música Popular Portuguesa Acordes de Primavera no passado domingo, dia 25 de Março de 2012, cuja participação contou com o apoio da Fundação INATEL a fim de abrilhantar a festa do 25.º Aniversário da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo. Fotografias de Fernando Silva.
Extraordinária actuação da Associação Cultural Desportiva Recreativa dos Amigos Tocadores de Concertina do Concelho de Ponte de Lima no VI Encontro de Música Popular Portuguesa Acordes de Primavera no passado domingo, dia 25 de Março de 2012, grupo que esteve presente com o apoio da Fundação INATEL a fim de abrilhantar a festa do 25.º Aniversário da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo. Fotografias de Fernando Abílio de Sá e Silva.
Brilhante actuação do Grupo de Cantigas da Associação de Padornelo durante o VI Encontro de Música Popular Portuguesa Acordes de Primavera, festa que decorreu no passado domingo, dia 25 de Março de 2012, a fim de assinalar o 25.º Aniversário da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, prova provada da grande capacidade organizativa da nossa colectividade e da apetência da boa gente da nossa freguesia, sempre ávida em assistir a estes extraordinários espectáculos. Fotografias de Fernando Abílio Silva.
Imagens do brilhante VI Encontro de Música Popular Portuguesa Acordes de Primavera, festa que contou com o apoio da Fundação INATEL e decorreu no passado domingo, dia 25 de Março de 2012, para assinalar o 25º Aniversário da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, perante numeroso e interessado público. Fotografias de Fernando Silva.
Diapositivo com as fotografias do Concurso Conhecei a Nossa Terra, que assinalou o início das festividades do XXV Aniversário da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, que teve lugar no passado sábado, dia 17 de Março de 2012, na sede social da colectividade, no lugar da Valinha, em Padornelo, freguesia do concelho de Paredes de Coura.
CASA COURENSE EM LISBOA
ALMOÇO CONVÍVIO DA MATANÇA DO PORCO
Domingo
25 de Março de 2012
13 horas
Rua General Taborda, n.º 18, porta 7, Lisboa
Preços:
Adultos: 15 euros
Crianças dos 6 aos 11 anos: 7,5€
Marcações:
Sede: 213880094
Patrícia Rodrigues: 962375485
Manuel Mendes: 965041323
Manuel Pereira: 916219739
Correio electrónico:
Museu Regional de Paredes de Coura
Rasgada de Farrapos à moda antiga
Sábado
24 de Março de 2012
15 horas
Pela noite, depois de uma longa jornada de trabalho juntavam-se em grupo e rasgavam as roupas velhas que reuniam. Cantarolavam, contavam histórias e teciam para que nas suas casas houvesse mantas e tapetes. Assim aconteciam as rasgadas de farrapos.
Teremos a presença dos utentes do Lar de Mozelos, assim como os dos Centros de Parada e Padornelo.
Tragam as vossas roupas velhas e venham farrapar.
Aproveitem ainda para experimentar tecer num antigo tear.
Apoio:
Lar Dr. Oliveira e Silva, de Mozelos
Centro Paroquial e Social de Padornelo
Centro Paroquial e Social de Parada
Um aspecto da assistência que acompanhou o Concurso Conhecei a Nossa Terra, evento que inaugurou as festividades para assinalar o XXV Aniversário da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, que teve lugar no passado dia 17 de Março de 2012, sábado, na sede social da colectividade, na Valinha, lugar da freguesia de Padornelo, no concelho de Paredes de Coura.
Ainda mais algumas imagens da interessantíssima Exposição Objectos com História, que decorreu no passado dia 26 de Fevereiro de 2012, na sede social da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, que encerrou com brilhantismo o programa oficial da inauguração solene da toponímia de Padornelo, freguesia do concelho de Paredes de Coura.
Mais algumas imagens da interessantíssima Exposição Objectos com História, que decorreu no passado dia 26 de Fevereiro de 2012, na sede social da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, uma notável iniciativa que encerrou com brilho a inauguração oficial da toponímia da freguesia de Padornelo.
Fotorreportagem da Exposição Objectos com História, que decorreu no passado dia 26 de Fevereiro de 2012, na sede social da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, no âmbito da inauguração solene da toponímia da freguesia de Padornelo, acontecimento marcante que encerrou, assim, com chave de ouro, pelo brilhantismo bem patente aos olhos e sentidos do numeroso público presente.
XXV ANIVERSÁRIO DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL RECREATIVA E DESPORTIVA DE PADORNELO
Sábado, 17 de Março de 2012
21 horas
CONCURSO CONHECEI A NOSSA TERRA
XXV ANIVERSÁRIO DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL RECREATIVA E DESPORTIVA DE PADORNELO
Sábado, 17 de Março de 2012
21 horas
CONCURSO CONHECEI A NOSSA TERRA
O blogue PADORNELO faz hoje sete anos, um marco que se assinala por ser o mais antigo da blogosfera de Paredes de Coura e pioneiro nessas andanças por franças e araganças da Internet.
Nunca fraquejou, nem esmoreceu um segundo sequer na prossecução do objectivo central de dignificar a freguesia, a terra e as pessoas de Padornelo, na via pacifica pelo desenvolvimento e progresso, sem nunca esquecer as tradições, educado que foi pelos seus pais e avós no amor profundo pela santa terrinha. Padornelo é, para mim, uma angra divina.
Padornelo, a freguesia, e PADORNELO, o blogue, são a menina dos meus olhos, um caminho ao serviço da causa comum, e não se desvia um milímetro do céu da minha terra, coada pelos verdes campos, pelos pinheirais, pela carvalheira e pela água limpa como a mais pura linfa.
O blogue nunca procurou, nem quer, méritos desmesurados, pois a única força motriz que o move no presente e o impulsiona no futuro como um raio de luz que o ilumina, é a freguesia de Padornelo, uma missão assumida e sentida, sem o peso da cruz do calvário.
Ao longo destes sete anos foram publicados nestas páginas 1538 artigos, abordando temas distintos como as alminhas, Angústias, Associação Cultural, biografias de personalidades, cancioneiro popular, capelas, cruzeiros, fotografias, genealogia, História, Junta de Freguesia, lendas, notícias, pessoas, provérbios, toponímia, usos e costumes, etc.
O blogue pertence a toda a comunidade, a todas as pessoas, e por isso mesmo, lanço um apelo para a participação de todos. Se cada um transmitir um pouco, o blogue sobre Padornelo fica mais forte e mais próximo da sua missão de servir a freguesia.
Enviem fotografias antigas, fotografias de pessoas antigas, textos, notícias, informações, histórias e lendas, pois qualquer colaboração, que respeite a dignidade e a liberdade, será sempre bem-vinda e um valor acrescido. Apresentem temas que gostariam de ver tratados nesta coluna
Nesta ocasião, estou a trabalhar em ritmo acelerado para ultimar a obra intitulada “Dicionário Biográfico de Personagens Ilustres de Padornelo e Outras Páginas” e apelo a todos para que me enviem dados e informações sobre gente da nossa freguesia, gente do tempo de agora e do passado.
Qualquer informação é de vital importância sobre uma figura presente ou passada, sobre um avô, um vizinho que se tenha destacado em prole da nossa terra, ao serviço da Junta, da Associação, das Confrarias, ou em qualquer campo de actividade.
Apelo, do fundo do coração, a todos que trabalham fora da nossa freguesia, os que andam de Ceca em Meca na labuta da vida, professores, trabalhadores, emigrantes, militares, com quem terei pouca possibilidade de contacto, para que me contactem através do correio electrónico jofrealves@sapo.pt
A todos o meu bem-haja! Para o ano, certamente, estaremos cá a festejar o oitavo aniversário do blogue PADORNELO.
Diapositivo da cerimónia da inauguração oficial das placas de toponímia da freguesia de Padornelo, que decorreu com brilhantismo no passado domingo, dia 26 de Fevereiro de 2012.
Na sequência vemos o Amâncio Barbosa Lourenço, presidente da Junta da Freguesia de Padornelo, a inaugurar a cerimónia nas Angústias, perante numeroso público que acompanhou com interesse e expectativa; o acto de descerrar a lápide alusiva ao Largo de José Narciso Monteiro pelos irmãos octogenários Jorge Monteiro Alves e Ilídio Monteiro Alves, descendentes do homenageado; a alocução apresentada por Jofre de Lima Monteiro Alves sobre a questão toponímica e a figura do primeiro venerado, o benemérito José Narciso Monteiro; o descerramento da placa da Rua do Abade Casimiro Rodrigues de Sá pelas mãos da Carla Soares Lima, presidente da Direcção da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, e Eduardo Daniel Cerqueira, representante da Comissão Municipal de Toponímia, que fez também uma comunicação, no lugar de Covas; a comunicação do padre José Domingos Leal Meira da Rocha, pároco da paróquia, e de António Pereira Júnior, presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura, no Largo do Padre António Pedro Alves, junto da Capela do Senhor Ecce Homo; o destapar da lage da Calçada da Associação Cultural pelos elementos da Direcção da ACRDP, já na Valinha; e, por fim, a actuação do Grupo de Cantigas da Associação Cultural.
Toda a cerimónia, complexa e bem organizada, que brilhantemente decorreu a bom ritmo, excedeu as melhores expectativas, constituindo, por isso, mais uma brilhante manifestação de pujança da freguesia e das forças vivas de Padornelo.
Por uma questão de logística e como o servidor não permite “slides” de grande extensão, em breve será editado o álbum respeitante à exposição Objectos com História.
INAUGURAÇÃO OFICIAL DA TOPONÍMIA DE PADORNELO
26 de Fevereiro de 2012
14 horas – Largo de José Narciso Monteiro:
Oradores:
Amâncio Barbosa Lourenço;
Jofre de Lima Monteiro Alves.
14h30 – Rua do Abade Casimiro Rodrigues de Sá:
Orador:
Eduardo Daniel Cerqueira.
15 horas – Largo do Senhor Ecce Homo:
Oradores:
José Domingos Leal Meira da Rocha;
António Pereira Júnior.
15h30 – Inauguração da Exposição Objectos com História, na sede da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo.
15h45 – Actuação do Grupo de Cantigas da Associação de Padornelo.
16h30 – Porto de Honra.
Organização:
Junta de Freguesia de Padornelo;
Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo.
Colaboração:
Centro Interparoquial de Padornelo, Parada e Mozelos.
Animação musical com o duo “Rui & Clara Music” e a felicidade da nossa petizada, já no rescaldo do almoço da matança, que decorreu no passado dia 5 de Fevereiro de 2012, na sede social da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo. Na terceira fotografia, por amabilidade do Eduardo Daniel Cerqueira, vemos Francisco da Silva e Sousa, presidente da Direcção da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Paredes de Coura, Carla Soares Lima, presidente da Direcção da ACRDP, e Alcides de Sousa Barreiro, presidente do Conselho Fiscal da congénere da vila.
Destaque para a Clara da Cunha e Sá, vocalista do duo “Rui & Clara Music”, o José Carlos Meneses dos Santos, que foi aniversariante nesse dia, a Carla Soares Lima, presidente da Direcção – a fazer as honras da casa – e a restante equipa que confeccionou e serviu o almoço da matança, o qual decorreu para nossa suprema delícia no passado dia 5 de Fevereiro de 2012, na sede social da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo.
Nova toponímia de Padornelo inaugurada oficialmente em cerimónia alargada
A freguesia de Padornelo, em Paredes de Coura, é a única do concelho que vai proceder a uma inauguração oficial da nova toponímia. A sessão está agendada para o dia 26 deste mês, com um vasto programa e com a presença das mais diversas entidades municipais e locais.
O presidente da Junta de Freguesia explica que a razão para esta cerimónia prende-se com a vontade de homenagear as personalidades que contribuíram para o desenvolvimento de Padornelo. Amâncio Lourenço confirma um processo difícil, em que o respeito pela história e tradição local estiveram sempre presentes.
Para a inauguração oficial da nova toponímia da freguesia de Padornelo, foi preparado um vasto programa de actividades, destacando a abertura da exposição "Objectos com História".
Recorde-se que durante o primeiro semestre deste ano, a Câmara Municipal de Paredes de Coura prevê concluir o processo de toponímia e atribuição de números de polícia pelas 21 freguesias. O objectivo passa por constituir uma melhor orientação quer para residentes como também para os próprios turistas.
Algumas freguesias já terminam este processo, como é o caso de Padornelo que vai promover uma inauguração oficial, marcada para dia 26 deste mês. É a única do concelho a dar uma maior visibilidade à nova toponímia, através de um conjunto de actividades.
Notícia da Rádio Vale do Minho, de 17 de Fevereiro de 2012
ADASPACO – Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Paredes de Coura
19 de Fevereiro de 2012
Domingo
9h00 às 12h30
Casa do Dador de Paredes de Coura
A colheita será realizada pelo Centro Regional de Sangue do Porto
Compareça, dar sangue é dar vida!
É muito importante a sua participação, contamos consigo para dar sangue.
Venha dar sangue e traga um amigo para participar pela primeira vez.
Para mais informações/esclarecimentos:
CASA DO DADOR - SEDE SOCIAL DA ADASPACO
Avenida Cónego Dr. Bernardo Chouzal, n.º 37
4940-520 Paredes de Coura
Telefone 251783641
Outras imagens do agradável almoço da matança, que decorreu na sede social da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo no lugar da Valinha, em Padornelo, no passado dia 5 de Fevereiro de 2012. As fotografias documentam o momento é que é prestado o justo tributo à maravilhosa equipa que preparou, confeccionou e serviu o fabuloso manjar, merecedores dos maiores elogios e admiração.
A saborosa comida que foi confeccionada com todo o cuidado e servida com especial carinho aos ávidos comensais presentes no lauto almoço da matança, que decorreu na sede social da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo no lugar da Valinha, em Padornelo, freguesia do concelho de Paredes de Coura, no passado dia 5 de Fevereiro de 2012. Fotografias de Eduardo Daniel Cerqueira.
Mais algumas imagens do aprazível almoço da matança, que decorreu na sede social da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo no lugar da Valinha, em Padornelo, no passado dia 5 de Fevereiro de 2012.
Algumas imagens do saboroso almoço da matança, que decorreu no passado dia 5 de Fevereiro de 2012 na sede social da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo no lugar da Valinha, em Padornelo, freguesia do concelho de Paredes de Coura, que foi abrilhantado pelo duo “Rui & Clara Music” perante uma sala repleta de ávidos comensais, revelando-se, assim, mais um notável convívio gastronómica e associativo. Parabéns a todos!
Brilhante e intensa actuação do nosso Grupo de Zés-Pereiras “Os Amigos da Farra” de Padornelo na agradável Carvalheira das Angústias, no rescaldo da festa em honra de Nossa Senhora das Angústias, em Padornelo, freguesia do concelho de Paredes de Coura, no dia 3 de Julho de 2011, a merecer os maiores elogios.
ASSOCIAÇÃO CULTURAL RECREATIVA E DESPORTIVA DE PADORNELO
ALMOÇO REGIONAL DA MATANÇA
5 de Fevereiro de 2012
13 horas
Ementa:
Caldo da matança;
Cozido à portuguesa;
Rojões com castanhas;
Belouras;
Arroz de sarrabulho;
Arroz doce;
Vinho maduro tinto;
Vinho verde tinto;
Vinho verde branco;
Cerveja;
Refrigerante;
Água;
Café.
Preçário:
Sócio: 10 €
Não sócios: 12.50 €
Jovens dos 10 aos 15 anos: 5 €
Informações:
918 447 385
Animação musical:
Rui & Clara Music
Por: Jofre de Lima Monteiro Alves
A 14 de Dezembro de 1918 o major dr. Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais, Presidente da República Portuguesa, foi assassinado a tiro, ao badalar da meia-noite. A partir daqui tudo se complicou e precipitou, quase às claras. A 13 de Janeiro de 1919 estoura em Santarém uma rebelião militar republicana, prontamente esmagada pelo general Fernando Tamagnini de Abreu e Silva e pelo Ministro da Guerra, tenente-coronel José Alberto da Silva Basto. O poviléu, atrito e gemebundo, assistia a tudo de olho esbugalhado fora da órbita.
Logo de seguida, num domingo radioso de sol, eclodiu a revolta monárquica na cidade do Porto, «agora ou nunca». Durante a parada militar do Monte Pedral, com contingentes de Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Metralhadoras e da Guarda Nacional Republicana, às 13 horas do dia 19 de Janeiro de 1919, foi desfraldada a bandeira azul e branca, por entre vivas a Portugal, à Monarquia, ao Exército e a El-Rei Dom Manuel II, tudo sem disparar um único tiro.
Secundada por outros movimentos sediciosos, rapidamente levaram à proclamação da Restauração da Monarquia e a instauração da Junta Governativa do Reino de Portugal sob a presidência de Henrique de Paiva Couceiro, que exerceu, na realidade, o poder nas províncias do Minho, Douro, Trás-os-Montes, parte da Beira Alta e da Beira Litoral até à linha do Vouga.
Formou-se um ministério, o Governo Nacional, com figuras gradas e espírito couraçado com as razões celestes:
Coronel Henrique Mitchell de Paiva Cabral Couceiro como Ministro da Presidência, Negócios da Fazenda e Subsistências;
Capitão de Cavalaria António Adalberto Sollari Allegro, Ministro dos Negócios do Reino;
Dr. Júlio Girão Faria de Morais Sarmento (Visconde do Banho), Ministro dos Negócios Eclesiásticos, Justiça e Instrução;
Coronel João de Almeida, Ministro da Guerra, Marinha e Comunicações;
Conselheiro dr. Luís Cipriano Coelho de Magalhães, Ministro dos Negócios Estrangeiros;
Coronel eng.º Artur da Silva Ramos, Ministro das Obras Públicas, Correios e Telégrafos;
Dr. Pedro de Barbosa Falcão de Azevedo e Bourbon (Conde de Azevedo), Ministro da Agricultura, Comércio, Indústria e Trabalho.
O coronel João de Almeida, comandante militar de Aveiro, nunca chegou a tomar posse e não tardou a desmarcar-se da «restauração monárquica na presente conjuntura». Tal motivo originou a redistribuição das pastas ministeriais.
A Junta Governativa do Reino de Portugal tentou reorganizar a administração do território nomeando governadores civis para diversos distritos, cujas posse decorreram, na maioria dos casos, a 20 de Janeiro:
Tenente-coronel Fernando de Almeida Cardoso de Albuquerque (Conde de Mangualde) para o distrito do Porto;
Major Martinho José Cerqueira para Viana do Castelo;
Major Egas Ferreira Pinto Basto para Aveiro;
Capitão Arnaldo Ribeiro de Andrade Piçarra para Braga;
Tenente-coronel Carlos Leitão Bandeira para Bragança;
Capitão Victor Alberto Ribeiro de Menezes para Coimbra;
António de Sampaio da Cunha Pimentel para Vila Real;
Tenente-coronel Patrício Xavier de Almeida e Brito para Viseu;
Dr. António Maria de Sousa Sardinha para o distrito de Portalegre;
Coronel Firmino Teixeira da Mota Guedes como governador militar de Braga.
Ao mesmo tempo revogou inúmera legislação aprovada pelo fervor republicano desde Outubro de 1910, criou um órgão oficial, restabeleceu os símbolos da Monarquia Constitucional, a bandeira, o hino, a moeda, os selos, os feriados, a Carta Constitucional da Monarquia Portuguesa de 1826 e reintroduziu o Código Administrativo de 1896.
O Diário da Junta Governativa do Reino de Portugal, logo no seu primeiro número publicado a 19 de Janeiro, despachou os decretos que restabeleceram a bandeira com as cores reais, o Hino da Carta e revogou «toda a legislação promulgada desde 5 de Outubro de 1910». Entrementes, prosseguiu o afã legislativo da Junta Governativa do Reino de Portugal, com o estabelecimento do livre-trânsito dos géneros alimentícios e a regulação de preços.
Os oficiais, militares e funcionários que tinham sido saneados após o 5 de Outubro foram readmitidos, promulgou uma amnistia para os exilados políticos. À frente da Divisão Militar do Porto foram mantidos o coronel João Gomes Espírito Santo e o capitão António Maria Homem de Sampaio e Mello. A maioria esmagadora das autarquias do Entre-Douro-e-Minho aceitou o facto consumando sem perturbação da ordem e proclamou a Monarquia, sem haver necessidade de nomear novas vereações. Ainda a 19 de Janeiro a restauração da Monarquia foi solenemente proclamada em Viseu, São Pedro do Sul, Lamego e em Braga.
A 20 de Janeiro de 1919 o dr. José Maria Nogueira, que já era presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura, aclamou a mudança do regime em sessão solene realizada nos Paços do Concelho. Com mais ou menos entusiasmo, e por entre vivas ao Rei e estralejar de fogo-de-artifício, a bandeira azul e branca foi içada em Ponte da Barca, Ponte de Lima, Arcos de Valdevez, Melgaço, Vila Nova de Cerveira, Caminha, Guimarães, Barcelos, Vieira do Minho, Fafe, Póvoa de Lanhoso, Cabeceiras de Basto, Esposende e demais localidades minhotas, reconhecendo ipso facto a mudança de regime.
As únicas excepções registaram-se em Viana do Castelo e Valença do Minho, devido à forte presença de guarnições infectadas pelo credo republicano. Formou-se em Braga uma intrépida coluna militar comandada pelo capitão António de Sá Guimarães Júnior, acompanhado do major Martinho José Cerqueira, governador civil indigitado, e pelo coronel Alfredo Ernesto Dias Branco, comandante militar da cidade do Lima, marchou para o Alto Minho e impôs a instauração da Monarquia em Viana do Castelo, ainda a 20 de Janeiro, e em Valença no dia imediato, sem encontrar, afinal, qualquer resistência ou disparar um cartucho. Contudo, a 22 de Janeiro, as canhoneiras da Marinha republicana bombardearam a cidade de Viana do Castelo e Vila Praia de Âncora, acto intimidatório, para inglês ver.
De seguida a «coluna relâmpago» do capitão Sá Guimarães marchou para o Nordeste e proclamou a restauração da realeza em Vila Real (24 de Janeiro) e em Vidago (30 de Janeiro) e, quando planeava atacar Chaves, retrocedeu primeiro para Mirandela, onde já fora antes restaurada a República, e ali sofreu o primeiro revés, sendo gravemente ferido.
A Coluna Militar Mista do Sul, comandada pelo tenente-coronel de Artilharia João Carlos da Cunha Corte-Real Machado partiu do Porto a 22 de Janeiro e proclamou a Monarquia em Ovar (23 de Janeiro), Estarreja e Albergaria-a-Velha (24 de Janeiro), sendo travada às portas de Águeda, exaurida de reforços, munições, calçado e pitança.
Por isto ou por aquilo, a Monarquia nunca foi instaurada na região Centro do País, o que tornou muito difícil a sua sobrevivência. Somente a 22 de Janeiro de 1919 a rebelião alastrou a Lisboa, com as tropas monárquicas e civis comandados pelo conselheiro Aires de Ornelas e Vasconcelos a acantonarem-se no reduto da serra de Monsanto, donde foram desalojados após violentíssimos combates e gritaria da turba espavorida, que ditaram a derrota monárquica na capital, a 24 de Janeiro. A rebelião no Sul fracassara perante a Escalada de Monsanto, sem rei nem roque.
Para operar na Régua e Lamego foi enviada a coluna monárquica capitaneada pelo major Joaquim César de Araújo Rangel, depois transferido para Trás-os-Montes e ali substituído pelo tenente-coronel Augusto de Sousa Dias, porém, já não era possível sustar o açoite das forças republicanas por muito tempo, a mata-cavalo por trancos e barrancos. A 10 de Fevereiro, apesar do denodo praticado, os republicanos conquistaram Lamego.
A Coluna Mista do Norte, agora liderada pelo major Joaquim Rangel, marchou em direcção a Mirandela, trupe que trupe, depois de receber informações que reforços republicanos iam de rota batida a caminho de Vila Flor, por meio de montes fragosíssimos. A 9 de Fevereiro de 1919 iniciou-se o feroz combate pela travessia do rio Tua e tomada de Mirandela, nove horas a ferro e fogo e terminou num feroz assalto corpo a corpo nas vielas da localidade, ao cair da noitinha. Com pesadas baixas de ambos os lados, a bandeira real foi ali novamente hasteada. No dia seguinte a Monarquia foi proclamada em Vila Flor.
Vitoriosos em Lisboa, os republicanos e o Governo da República apertaram o cerco, mobilizando voluntários civis e colunas militares comandadas pelos generais Abel Hipólito e Alberto Mimoso da Costa Ilharco em marcha forçada com destino ao Norte do País. Depois de fugazes escaramuças e recontros, em especial em Águeda e em Angeja, a breve Guerra Civil iria terminar com a derrota da hoste monárquica, com numerosos actos de valentia de parte a parte.
Os republicanos reocuparam Estarreja (11 de Fevereiro) e Oliveira de Azeméis e Ovar (12 de Fevereiro), e os combates prosseguiam ainda na Ponte de Entre-os-Rios e Paços de Ferreira. Apesar dos últimos esforços na frente de batalha em Lamego e no Vouga de Paiva Couceiro, esforçado paladino dos seus ideais, com tão parcos meios e sem bocado de pão para trincar pela soldadesca, a defesa da Monarquia e do Porto era caso de extrema complexidade, percebeu de salto que a causa estava perdida. A manta era curta, destapava os pés quando cobria a cabeça.
Porém, a Monarquia do Norte ainda persistiu até 13 de Fevereiro, altura em que o capitão de Cavalaria João Maria Ferreira Sarmento Pimentel e o capitão de Infantaria Jaime Rodolfo Novais e Silva, com razões astutas, restauraram a República na cidade do Porto, aproveitando a ausência de Paiva Couceiro e de Sollari Allegro, o que precipitou a marcha dos acontecimentos, ainda com alguns focos esporádicos de resistência monárquica aqui e ali. Aos poucos e pouco, fruto da enorme diferença de recursos, o sonho desmoronou-se e a bandeira rubra e verde foi alçada nas demais localidades.
Ainda a 13 de Fevereiro as forças realistas abandonam Vila Flor, a 14 deixaram Mirandela, retirando em direitura a Bragança. A 17 de Fevereiro foi arvorada o pendão republicano em Vila Real e no dia seguinte terminou a resistência monárquica em Macedo de Cavaleiros. A 19 de Fevereiro de 1919, o conselho de oficiais decidiu abandonar Bragança, o ultimo bastião da Monarquia, e o major Joaquim Rangel, na companha de dez oficiais, cinquenta civis e alguns labregos, atravessou a fronteira e no meio das maiores dificuldades entrou em Espanha a 20 de Fevereiro, depois de andanças por franças e araganças, a descrer da graça divina da Restauração.
Curiosamente, somente a 23 de Fevereiro de 1919 a República foi reimplantada nos Paços do Concelho de Paredes de Coura graças ao major Inácio Soares Severino de Melo Bandeira, comandante do 3.º Batalhão do Regimento de Infantaria de Valença, e ao capitão Antero Moreira da Rosa Alpedrinha, administrador do concelho de Paredes de Coura.
Consumada a derrota azul e branca, eis a leva de presos, represálias de monta, alguns assassinatos esporádicos a enviar monárquicos de presente ao Diabo, saneamento de oficiais, expulsão de funcionários, toda a série de «morras» e «mata» da folia rude da populaça urbana de Lisboa e Porto e mais partes-gagas. As enxovias dos cárceres de Lisboa (Penitenciária, Trafaria, Limoeiro, Lazareto e Forte de S. Julião da Barra), Porto (Aljube e Casa da Reclusão), Funchal, Coimbra, Braga, Ponte de Lima, abarrotaram até ao tecto.
Foram criados o Tribunal Militar Especial de Santa Clara (Lisboa) e o Tribunal Militar Especial de S. Bento (Porto) que julgaram dois mil arguidos civis e militares, em julgamentos que se prolongarem até 1921, com muitas sentenças cochichadas ao ouvido e sobrolho carregado, o látego a fustigar a canalha talassa. Ao mesmo tempo procedeu-se a um vasto saneamento da corporação militar com a expulsão de quinhentos oficiais das Forças Armadas. A República topava inimigos a cada passo, até num sorriso alarve.
O major Martinho Cerqueira, governador civil do distrito de Viana do Castelo na Monarquia do Norte, o capitão Benjamim Gomes de Amorim, natural de Arcos de Valdevez, e o sargento de Artilharia Manuel da Mota, de Viana do Castelo, foram condenados a seis anos de prisão maior celular, seguidos de dez anos de degredo ou à pena única de vinte anos de degredo. O padre Domingos Pereira, cabecilha que em Cabeceiras de Basto desfiava padres-nossos enquanto sustinha o arcabuz da guerrilha, foi condenado a tanta soma de anos, quatro em prisão maior celular, seguidos de oito em degredo, ou a quinze anos de degredo opcional.
O alferes Gualdino Ribeiro Guimarães de Passos, natural de Padornelo (Paredes de Coura), foi punido com quatro meses de prisão por despacho de 15 de Agosto de 1919, decisão que contudo foi anulada por despacho de 4 de Janeiro de 1920, «por não provada por unanimidade» as acusações de «tentar restabelecer a forma de Governo Monárquico em Portugal». Revogada em termos administrativos, depois de ter cumprido a punição.
O dr. António Antas de Barros, de Paredes de Coura, detido no Porto a 14 de Fevereiro pelo seu envolvimento na Restauração Monárquica, foi pendurado de cabeça para baixo na Ponte Dom Luís e intimado com risco de vida a gritar “Viva a República”. Não se mostrou manso nem cordato e respondia sempre, com brios de bizarria e durante horas, com um heróico e contumaz “Viva o Rei!”. Moídos de tanta berraria, o homúnculo não cedia pela alma do Demo, foi atirado dois anos agrilhoado para o fundo do calabouço em Ponte de Lima.
António Domingos Teixeira Pinto e António de Oliveira Lima, ambos do concelho de Coura, alistaram-se igualmente sob o estandarte real, a satisfizer o dever sagrado dos seus ideais, com louváveis assomos de coragem. Obviamente, estes casos são tão-só evocativos e não esgotam a questão.
Do Alto Minho, entre outros, participaram na Monarquia do Norte o Manuel dos Passos Couta Viana, de Viana do Castelo, comandante duma bateria de artilharia em Monsanto, preso que foi no Forte de Monsanto e sucessivamente transferido para o Lazareto de Lisboa e depois para o Lazareto do Funchal, sendo de seguida demitido do Exército. João Espregueira da Rocha Páris, de Viana do Castelo, foi obrigado a exilar-se pelo seu papel na restauração monárquica. No rescaldo da mesma foram enclausurados, condenados ou saneados o poeta António de Cardielos e o eng.º José Alves Bonifácio, de Castelo de Neiva. O dr. Francisco de Abreu Pereira Maia, de Ponte de Lima, teve homiziado na Galiza durante anos.
Em Abril de 1920 o Tribunal Militar Especial, por entre alarido das trombetas, condenou os réus da Junta Governativa do Reino que estavam detidos, o conselheiro Luís de Magalhães, Visconde do Banho, Conde de Azevedo e coronel Silva Ramos, a quatro anos de ferros em penitenciária e a oitos anos de degredo, ou, em alternativa, a quinze anos de degredo para as possessões ultramarinas.
Outrossim, em Dezembro de 1920, os réus julgados à revelia e que haviam integrado a mesma Junta Governativa do Reino, no caso de Paiva Couceiro e Sollari Allegro, foram sentenciados a oito anos de prisão maior, seguidos de doze anos de degredo, ou, em alternativa a 25 anos de deportação nas colónias.
A lei de 9 de Abril de 1921 aprova uma amnistia para crimes políticos. Contudo, por decreto 29 de Abril de 1921, tais e tais, ficam proibidos de residir em território nacional pelo prazo de oitos anos, acusados de conspiração monárquica, que se viram excluídos do indulto:
Comandante Henrique Mitchell de Paiva Couceiro;
Capitão António Adalberto Sollari Allegro;
Padre Domingos Pereira;
Capitão António de Sá Guimarães Júnior;
Capitão Arnaldo Ribeiro de Andrade Piçarra;
Inspector José Baldaque Guimarães;
Aspirante Rogério Pais da Cunha Prelada;
Coronel António Teixeira da Rocha Pinto;
António Rodrigues.
Assim terminou um dos episódios mais marcantes da história política e militar do século XX português, a consumar o fado vesgo do destino, enquanto os passarinhos chilreavam recados na natureza, a dar ouvidos ao canto da sereia. Fez agora 93 anos.
Nota de um tostão emitido pela Junta Governativa do Reino de Portugal, durante a Monarquia do Norte, em Janeiro de 1919.
Ainda mais uma imagem da actuação da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo durante a gala do XI ENCONTRO DE JANEIRAS DE PAREDES DE COURA, que teve lugar no passado dia 14 de Janeiro de 2012, sábado, no Centro Cultural de Paredes de Coura. Fotografia de Fernando Abílio de Sá e Silva.
Era uma figura de distinto cavalheiro, fino trato, educação esmerada, porte digno, cordial carácter e lhaneza nos contactos humanos. Ao chegar a triste notícia do seu passamento no campo triste da morte, alinhavo estas linhas em forma de sentido tributo e respeito pela sua santa memória.
João Baptista de Morais Lages Cerqueira Lima nasceu no seio duma distinta família na vila e freguesia de Paredes de Coura a 24 de Junho de 1924, dilecto e oitavo filho de António de Morais Cerqueira Lima e de D. Branca Clara de Freitas Lages. A sua mãe, ilustre senhora e professora da escola do sexo feminino da vila de Paredes de Coura, era filha de António José Lages, professor da escola de Padornelo, e de D. Júlia Augusta Leite de Freitas Lages, professora da escola da vila. Por via paterna era neto de Francisco de Morais Cerqueira Lima, natural de Viana do Castelo, solicitador e escrivão do Juízo de Direito da Comarca Judicial de Paredes de Coura, e de D. Maria Isabel de Brito Cerqueira Lima, natural da freguesia de Pias.
João de Morais, em quem brilhavam cintilações de inteligência, fez o ensino primário em Paredes de Coura e os estudos secundários como aluno interno do Colégio Marista de Tui, donde encetou uma rocambolesca fuga a pé e debaixo de fogo aquando da eclosão da ferocíssima Guerra Civil Espanhola em 1936, tendo frequentado ainda a Escola Comercial e Industrial de Viana do Castelo no ano seguinte.
Para ganhar a vidinha, empregou-se na Caixa de Crédito Agrícola de Paredes de Coura em 1940, funções que interrompeu para cumprir o serviço militar obrigatório como radiotelegrafista, em 1945. Anos volvidos, em 1947, entrou para a Tesouraria da Fazenda Pública, ali se manteve durante quatro décadas, até se aposentar em 1987, fiel cumpridor das suas obrigações, com o maior cuidado e brio.
Pelo meio, elemento socialmente interveniente, em muitos lados praticou os princípios da fraternidade humana, e por isso destacou-se como futebolista e director do Sporting Courense, bombeiro do Corpo Activo da AHBVPC, juiz da Confraria do Santíssimo Sacramento (1971), irmão da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Paredes de Coura (4 de Setembro de 1974) e candidato à Assembleia Municipal de Paredes de Coura nas listas do PS (Dezembro de 1976). Caligrafista de reconhecido mérito, lavrou centenas de documentos em letra redonda e estilo gongórico, ilustre pelo talento. Pelo seu casamento com D. Maria do Céu da Rocha Barbosa, foi extremoso pai de António João, Isabel Maria, Maria Manuela e Maria Emília Barbosa Morais.
Passou os umbrais da eternidade ao falecer a 6 de Janeiro de 2012, deixando na maior dor os familiares e amigos, porquanto durante a sua exemplar vida granjeou consideração e amizade no coração dos seus conterrâneos, a derramar sinceras lágrimas pela perda dum virtuoso amigo e grande courense.
Outra imagem da brilhante actuação da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo durante a gala do XI ENCONTRO DE JANEIRAS DE PAREDES DE COURA, que teve lugar no passado dia 14 de Janeiro, sábado, no Centro Cultural de Paredes de Coura. Fotografia de Fernando Abílio Silva.
Actuação da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo durante a gala do XI ENCONTRO DE JANEIRAS DE PAREDES DE COURA, que teve lugar no passado dia 14 de Janeiro de 2012, sábado, no Centro Cultural de Paredes de Coura, com todo o brilhantismo. Fotografia de Fernando Abílio de Sá e Silva.
No passado dia 7 de Janeiro de 2012, sábado, faleceu o senhor Artur da Cunha, “o Artur do Merendas”, de 84 anos de idade incompletos, pois nascera na vizinha freguesia de Insalde a 27 de Dezembro de 1928.
Era morador nas Angústias, lugar da freguesia de Padornelo, por via do seu casamento com Maria Alice Soares, “Maria da Calçada”, sendo extremoso pai de Maria da Conceição, José Manuel, Armando, Maria Alcídia, Maria do Céu Soares da Cunha Pereira, Cristina, Luísa Manuela Soares da Cunha Barbosa, Manuel e Susana Maria Soares da Cunha.
O seu corpo foi velado em câmara ardente na Igreja de Santa Marinha e os seus restos mortais foram sepultados no cemitério público de Padornelo a 8 de Janeiro de 2012, sendo acompanhado por muita gente que o foi levar à última morada e prestar sentida homenagem.