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ASSOCIAÇÃO CULTURAL RECREATIVA E DESPORTIVA DE PADORNELO
ALMOÇO REGIONAL DA MATANÇA
5 de Fevereiro de 2012
13 horas
Ementa:
Caldo da matança;
Cozido à portuguesa;
Rojões com castanhas;
Belouras;
Arroz de sarrabulho;
Arroz doce;
Vinho maduro tinto;
Vinho verde tinto;
Vinho verde branco;
Cerveja;
Refrigerante;
Água;
Café.
Preçário:
Sócio: 10 €
Não sócios: 12.50 €
Jovens dos 10 aos 15 anos: 5 €
Informações:
918 447 385
Animação musical:
Rui & Clara Music
Por: Jofre de Lima Monteiro Alves
A 14 de Dezembro de 1918 o major dr. Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais, Presidente da República Portuguesa, foi assassinado a tiro, ao badalar da meia-noite. A partir daqui tudo se complicou e precipitou, quase às claras. A 13 de Janeiro de 1919 estoura em Santarém uma rebelião militar republicana, prontamente esmagada pelo general Fernando Tamagnini de Abreu e Silva e pelo Ministro da Guerra, tenente-coronel José Alberto da Silva Basto. O poviléu, atrito e gemebundo, assistia a tudo de olho esbugalhado fora da órbita.
Logo de seguida, num domingo radioso de sol, eclodiu a revolta monárquica na cidade do Porto, «agora ou nunca». Durante a parada militar do Monte Pedral, com contingentes de Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Metralhadoras e da Guarda Nacional Republicana, às 13 horas do dia 19 de Janeiro de 1919, foi desfraldada a bandeira azul e branca, por entre vivas a Portugal, à Monarquia, ao Exército e a El-Rei Dom Manuel II, tudo sem disparar um único tiro.
Secundada por outros movimentos sediciosos, rapidamente levaram à proclamação da Restauração da Monarquia e a instauração da Junta Governativa do Reino de Portugal sob a presidência de Henrique de Paiva Couceiro, que exerceu, na realidade, o poder nas províncias do Minho, Douro, Trás-os-Montes, parte da Beira Alta e da Beira Litoral até à linha do Vouga.
Formou-se um ministério, o Governo Nacional, com figuras gradas e espírito couraçado com as razões celestes:
Coronel Henrique Mitchell de Paiva Cabral Couceiro como Ministro da Presidência, Negócios da Fazenda e Subsistências;
Capitão de Cavalaria António Adalberto Sollari Allegro, Ministro dos Negócios do Reino;
Dr. Júlio Girão Faria de Morais Sarmento (Visconde do Banho), Ministro dos Negócios Eclesiásticos, Justiça e Instrução;
Coronel João de Almeida, Ministro da Guerra, Marinha e Comunicações;
Conselheiro dr. Luís Cipriano Coelho de Magalhães, Ministro dos Negócios Estrangeiros;
Coronel eng.º Artur da Silva Ramos, Ministro das Obras Públicas, Correios e Telégrafos;
Dr. Pedro de Barbosa Falcão de Azevedo e Bourbon (Conde de Azevedo), Ministro da Agricultura, Comércio, Indústria e Trabalho.
O coronel João de Almeida, comandante militar de Aveiro, nunca chegou a tomar posse e não tardou a desmarcar-se da «restauração monárquica na presente conjuntura». Tal motivo originou a redistribuição das pastas ministeriais.
A Junta Governativa do Reino de Portugal tentou reorganizar a administração do território nomeando governadores civis para diversos distritos, cujas posse decorreram, na maioria dos casos, a 20 de Janeiro:
Tenente-coronel Fernando de Almeida Cardoso de Albuquerque (Conde de Mangualde) para o distrito do Porto;
Major Martinho José Cerqueira para Viana do Castelo;
Major Egas Ferreira Pinto Basto para Aveiro;
Capitão Arnaldo Ribeiro de Andrade Piçarra para Braga;
Tenente-coronel Carlos Leitão Bandeira para Bragança;
Capitão Victor Alberto Ribeiro de Menezes para Coimbra;
António de Sampaio da Cunha Pimentel para Vila Real;
Tenente-coronel Patrício Xavier de Almeida e Brito para Viseu;
Dr. António Maria de Sousa Sardinha para o distrito de Portalegre;
Coronel Firmino Teixeira da Mota Guedes como governador militar de Braga.
Ao mesmo tempo revogou inúmera legislação aprovada pelo fervor republicano desde Outubro de 1910, criou um órgão oficial, restabeleceu os símbolos da Monarquia Constitucional, a bandeira, o hino, a moeda, os selos, os feriados, a Carta Constitucional da Monarquia Portuguesa de 1826 e reintroduziu o Código Administrativo de 1896.
O Diário da Junta Governativa do Reino de Portugal, logo no seu primeiro número publicado a 19 de Janeiro, despachou os decretos que restabeleceram a bandeira com as cores reais, o Hino da Carta e revogou «toda a legislação promulgada desde 5 de Outubro de 1910». Entrementes, prosseguiu o afã legislativo da Junta Governativa do Reino de Portugal, com o estabelecimento do livre-trânsito dos géneros alimentícios e a regulação de preços.
Os oficiais, militares e funcionários que tinham sido saneados após o 5 de Outubro foram readmitidos, promulgou uma amnistia para os exilados políticos. À frente da Divisão Militar do Porto foram mantidos o coronel João Gomes Espírito Santo e o capitão António Maria Homem de Sampaio e Mello. A maioria esmagadora das autarquias do Entre-Douro-e-Minho aceitou o facto consumando sem perturbação da ordem e proclamou a Monarquia, sem haver necessidade de nomear novas vereações. Ainda a 19 de Janeiro a restauração da Monarquia foi solenemente proclamada em Viseu, São Pedro do Sul, Lamego e em Braga.
A 20 de Janeiro de 1919 o dr. José Maria Nogueira, que já era presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura, aclamou a mudança do regime em sessão solene realizada nos Paços do Concelho. Com mais ou menos entusiasmo, e por entre vivas ao Rei e estralejar de fogo-de-artifício, a bandeira azul e branca foi içada em Ponte da Barca, Ponte de Lima, Arcos de Valdevez, Melgaço, Vila Nova de Cerveira, Caminha, Guimarães, Barcelos, Vieira do Minho, Fafe, Póvoa de Lanhoso, Cabeceiras de Basto, Esposende e demais localidades minhotas, reconhecendo ipso facto a mudança de regime.
As únicas excepções registaram-se em Viana do Castelo e Valença do Minho, devido à forte presença de guarnições infectadas pelo credo republicano. Formou-se em Braga uma intrépida coluna militar comandada pelo capitão António de Sá Guimarães Júnior, acompanhado do major Martinho José Cerqueira, governador civil indigitado, e pelo coronel Alfredo Ernesto Dias Branco, comandante militar da cidade do Lima, marchou para o Alto Minho e impôs a instauração da Monarquia em Viana do Castelo, ainda a 20 de Janeiro, e em Valença no dia imediato, sem encontrar, afinal, qualquer resistência ou disparar um cartucho. Contudo, a 22 de Janeiro, as canhoneiras da Marinha republicana bombardearam a cidade de Viana do Castelo e Vila Praia de Âncora, acto intimidatório, para inglês ver.
De seguida a «coluna relâmpago» do capitão Sá Guimarães marchou para o Nordeste e proclamou a restauração da realeza em Vila Real (24 de Janeiro) e em Vidago (30 de Janeiro) e, quando planeava atacar Chaves, retrocedeu primeiro para Mirandela, onde já fora antes restaurada a República, e ali sofreu o primeiro revés, sendo gravemente ferido.
A Coluna Militar Mista do Sul, comandada pelo tenente-coronel de Artilharia João Carlos da Cunha Corte-Real Machado partiu do Porto a 22 de Janeiro e proclamou a Monarquia em Ovar (23 de Janeiro), Estarreja e Albergaria-a-Velha (24 de Janeiro), sendo travada às portas de Águeda, exaurida de reforços, munições, calçado e pitança.
Por isto ou por aquilo, a Monarquia nunca foi instaurada na região Centro do País, o que tornou muito difícil a sua sobrevivência. Somente a 22 de Janeiro de 1919 a rebelião alastrou a Lisboa, com as tropas monárquicas e civis comandados pelo conselheiro Aires de Ornelas e Vasconcelos a acantonarem-se no reduto da serra de Monsanto, donde foram desalojados após violentíssimos combates e gritaria da turba espavorida, que ditaram a derrota monárquica na capital, a 24 de Janeiro. A rebelião no Sul fracassara perante a Escalada de Monsanto, sem rei nem roque.
Para operar na Régua e Lamego foi enviada a coluna monárquica capitaneada pelo major Joaquim César de Araújo Rangel, depois transferido para Trás-os-Montes e ali substituído pelo tenente-coronel Augusto de Sousa Dias, porém, já não era possível sustar o açoite das forças republicanas por muito tempo, a mata-cavalo por trancos e barrancos. A 10 de Fevereiro, apesar do denodo praticado, os republicanos conquistaram Lamego.
A Coluna Mista do Norte, agora liderada pelo major Joaquim Rangel, marchou em direcção a Mirandela, trupe que trupe, depois de receber informações que reforços republicanos iam de rota batida a caminho de Vila Flor, por meio de montes fragosíssimos. A 9 de Fevereiro de 1919 iniciou-se o feroz combate pela travessia do rio Tua e tomada de Mirandela, nove horas a ferro e fogo e terminou num feroz assalto corpo a corpo nas vielas da localidade, ao cair da noitinha. Com pesadas baixas de ambos os lados, a bandeira real foi ali novamente hasteada. No dia seguinte a Monarquia foi proclamada em Vila Flor.
Vitoriosos em Lisboa, os republicanos e o Governo da República apertaram o cerco, mobilizando voluntários civis e colunas militares comandadas pelos generais Abel Hipólito e Alberto Mimoso da Costa Ilharco em marcha forçada com destino ao Norte do País. Depois de fugazes escaramuças e recontros, em especial em Águeda e em Angeja, a breve Guerra Civil iria terminar com a derrota da hoste monárquica, com numerosos actos de valentia de parte a parte.
Os republicanos reocuparam Estarreja (11 de Fevereiro) e Oliveira de Azeméis e Ovar (12 de Fevereiro), e os combates prosseguiam ainda na Ponte de Entre-os-Rios e Paços de Ferreira. Apesar dos últimos esforços na frente de batalha em Lamego e no Vouga de Paiva Couceiro, esforçado paladino dos seus ideais, com tão parcos meios e sem bocado de pão para trincar pela soldadesca, a defesa da Monarquia e do Porto era caso de extrema complexidade, percebeu de salto que a causa estava perdida. A manta era curta, destapava os pés quando cobria a cabeça.
Porém, a Monarquia do Norte ainda persistiu até 13 de Fevereiro, altura em que o capitão de Cavalaria João Maria Ferreira Sarmento Pimentel e o capitão de Infantaria Jaime Rodolfo Novais e Silva, com razões astutas, restauraram a República na cidade do Porto, aproveitando a ausência de Paiva Couceiro e de Sollari Allegro, o que precipitou a marcha dos acontecimentos, ainda com alguns focos esporádicos de resistência monárquica aqui e ali. Aos poucos e pouco, fruto da enorme diferença de recursos, o sonho desmoronou-se e a bandeira rubra e verde foi alçada nas demais localidades.
Ainda a 13 de Fevereiro as forças realistas abandonam Vila Flor, a 14 deixaram Mirandela, retirando em direitura a Bragança. A 17 de Fevereiro foi arvorada o pendão republicano em Vila Real e no dia seguinte terminou a resistência monárquica em Macedo de Cavaleiros. A 19 de Fevereiro de 1919, o conselho de oficiais decidiu abandonar Bragança, o ultimo bastião da Monarquia, e o major Joaquim Rangel, na companha de dez oficiais, cinquenta civis e alguns labregos, atravessou a fronteira e no meio das maiores dificuldades entrou em Espanha a 20 de Fevereiro, depois de andanças por franças e araganças, a descrer da graça divina da Restauração.
Curiosamente, somente a 23 de Fevereiro de 1919 a República foi reimplantada nos Paços do Concelho de Paredes de Coura graças ao major Inácio Soares Severino de Melo Bandeira, comandante do 3.º Batalhão do Regimento de Infantaria de Valença, e ao capitão Antero Moreira da Rosa Alpedrinha, administrador do concelho de Paredes de Coura.
Consumada a derrota azul e branca, eis a leva de presos, represálias de monta, alguns assassinatos esporádicos a enviar monárquicos de presente ao Diabo, saneamento de oficiais, expulsão de funcionários, toda a série de «morras» e «mata» da folia rude da populaça urbana de Lisboa e Porto e mais partes-gagas. As enxovias dos cárceres de Lisboa (Penitenciária, Trafaria, Limoeiro, Lazareto e Forte de S. Julião da Barra), Porto (Aljube e Casa da Reclusão), Funchal, Coimbra, Braga, Ponte de Lima, abarrotaram até ao tecto.
Foram criados o Tribunal Militar Especial de Santa Clara (Lisboa) e o Tribunal Militar Especial de S. Bento (Porto) que julgaram dois mil arguidos civis e militares, em julgamentos que se prolongarem até 1921, com muitas sentenças cochichadas ao ouvido e sobrolho carregado, o látego a fustigar a canalha talassa. Ao mesmo tempo procedeu-se a um vasto saneamento da corporação militar com a expulsão de quinhentos oficiais das Forças Armadas. A República topava inimigos a cada passo, até num sorriso alarve.
O major Martinho Cerqueira, governador civil do distrito de Viana do Castelo na Monarquia do Norte, o capitão Benjamim Gomes de Amorim, natural de Arcos de Valdevez, e o sargento de Artilharia Manuel da Mota, de Viana do Castelo, foram condenados a seis anos de prisão maior celular, seguidos de dez anos de degredo ou à pena única de vinte anos de degredo. O padre Domingos Pereira, cabecilha que em Cabeceiras de Basto desfiava padres-nossos enquanto sustinha o arcabuz da guerrilha, foi condenado a tanta soma de anos, quatro em prisão maior celular, seguidos de oito em degredo, ou a quinze anos de degredo opcional.
O alferes Gualdino Ribeiro Guimarães de Passos, natural de Padornelo (Paredes de Coura), foi punido com quatro meses de prisão por despacho de 15 de Agosto de 1919, decisão que contudo foi anulada por despacho de 4 de Janeiro de 1920, «por não provada por unanimidade» as acusações de «tentar restabelecer a forma de Governo Monárquico em Portugal». Revogada em termos administrativos, depois de ter cumprido a punição.
O dr. António Antas de Barros, de Paredes de Coura, detido no Porto a 14 de Fevereiro pelo seu envolvimento na Restauração Monárquica, foi pendurado de cabeça para baixo na Ponte Dom Luís e intimado com risco de vida a gritar “Viva a República”. Não se mostrou manso nem cordato e respondia sempre, com brios de bizarria e durante horas, com um heróico e contumaz “Viva o Rei!”. Moídos de tanta berraria, o homúnculo não cedia pela alma do Demo, foi atirado dois anos agrilhoado para o fundo do calabouço em Ponte de Lima.
António Domingos Teixeira Pinto e António de Oliveira Lima, ambos do concelho de Coura, alistaram-se igualmente sob o estandarte real, a satisfizer o dever sagrado dos seus ideais, com louváveis assomos de coragem. Obviamente, estes casos são tão-só evocativos e não esgotam a questão.
Do Alto Minho, entre outros, participaram na Monarquia do Norte o Manuel dos Passos Couta Viana, de Viana do Castelo, comandante duma bateria de artilharia em Monsanto, preso que foi no Forte de Monsanto e sucessivamente transferido para o Lazareto de Lisboa e depois para o Lazareto do Funchal, sendo de seguida demitido do Exército. João Espregueira da Rocha Páris, de Viana do Castelo, foi obrigado a exilar-se pelo seu papel na restauração monárquica. No rescaldo da mesma foram enclausurados, condenados ou saneados o poeta António de Cardielos e o eng.º José Alves Bonifácio, de Castelo de Neiva. O dr. Francisco de Abreu Pereira Maia, de Ponte de Lima, teve homiziado na Galiza durante anos.
Em Abril de 1920 o Tribunal Militar Especial, por entre alarido das trombetas, condenou os réus da Junta Governativa do Reino que estavam detidos, o conselheiro Luís de Magalhães, Visconde do Banho, Conde de Azevedo e coronel Silva Ramos, a quatro anos de ferros em penitenciária e a oitos anos de degredo, ou, em alternativa, a quinze anos de degredo para as possessões ultramarinas.
Outrossim, em Dezembro de 1920, os réus julgados à revelia e que haviam integrado a mesma Junta Governativa do Reino, no caso de Paiva Couceiro e Sollari Allegro, foram sentenciados a oito anos de prisão maior, seguidos de doze anos de degredo, ou, em alternativa a 25 anos de deportação nas colónias.
A lei de 9 de Abril de 1921 aprova uma amnistia para crimes políticos. Contudo, por decreto 29 de Abril de 1921, tais e tais, ficam proibidos de residir em território nacional pelo prazo de oitos anos, acusados de conspiração monárquica, que se viram excluídos do indulto:
Comandante Henrique Mitchell de Paiva Couceiro;
Capitão António Adalberto Sollari Allegro;
Padre Domingos Pereira;
Capitão António de Sá Guimarães Júnior;
Capitão Arnaldo Ribeiro de Andrade Piçarra;
Inspector José Baldaque Guimarães;
Aspirante Rogério Pais da Cunha Prelada;
Coronel António Teixeira da Rocha Pinto;
António Rodrigues.
Assim terminou um dos episódios mais marcantes da história política e militar do século XX português, a consumar o fado vesgo do destino, enquanto os passarinhos chilreavam recados na natureza, a dar ouvidos ao canto da sereia. Fez agora 93 anos.
Nota de um tostão emitido pela Junta Governativa do Reino de Portugal, durante a Monarquia do Norte, em Janeiro de 1919.
Ainda mais uma imagem da actuação da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo durante a gala do XI ENCONTRO DE JANEIRAS DE PAREDES DE COURA, que teve lugar no passado dia 14 de Janeiro de 2012, sábado, no Centro Cultural de Paredes de Coura. Fotografia de Fernando Abílio de Sá e Silva.
Era uma figura de distinto cavalheiro, fino trato, educação esmerada, porte digno, cordial carácter e lhaneza nos contactos humanos. Ao chegar a triste notícia do seu passamento no campo triste da morte, alinhavo estas linhas em forma de sentido tributo e respeito pela sua santa memória.
João Baptista de Morais Lages Cerqueira Lima nasceu no seio duma distinta família na vila e freguesia de Paredes de Coura a 24 de Junho de 1924, dilecto e oitavo filho de António de Morais Cerqueira Lima e de D. Branca Clara de Freitas Lages. A sua mãe, ilustre senhora e professora da escola do sexo feminino da vila de Paredes de Coura, era filha de António José Lages, professor da escola de Padornelo, e de D. Júlia Augusta Leite de Freitas Lages, professora da escola da vila. Por via paterna era neto de Francisco de Morais Cerqueira Lima, natural de Viana do Castelo, solicitador e escrivão do Juízo de Direito da Comarca Judicial de Paredes de Coura, e de D. Maria Isabel de Brito Cerqueira Lima, natural da freguesia de Pias.
João de Morais, em quem brilhavam cintilações de inteligência, fez o ensino primário em Paredes de Coura e os estudos secundários como aluno interno do Colégio Marista de Tui, donde encetou uma rocambolesca fuga a pé e debaixo de fogo aquando da eclosão da ferocíssima Guerra Civil Espanhola em 1936, tendo frequentado ainda a Escola Comercial e Industrial de Viana do Castelo no ano seguinte.
Para ganhar a vidinha, empregou-se na Caixa de Crédito Agrícola de Paredes de Coura em 1940, funções que interrompeu para cumprir o serviço militar obrigatório como radiotelegrafista, em 1945. Anos volvidos, em 1947, entrou para a Tesouraria da Fazenda Pública, ali se manteve durante quatro décadas, até se aposentar em 1987, fiel cumpridor das suas obrigações, com o maior cuidado e brio.
Pelo meio, elemento socialmente interveniente, em muitos lados praticou os princípios da fraternidade humana, e por isso destacou-se como futebolista e director do Sporting Courense, bombeiro do Corpo Activo da AHBVPC, juiz da Confraria do Santíssimo Sacramento (1971), irmão da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Paredes de Coura (4 de Setembro de 1974) e candidato à Assembleia Municipal de Paredes de Coura nas listas do PS (Dezembro de 1976). Caligrafista de reconhecido mérito, lavrou centenas de documentos em letra redonda e estilo gongórico, ilustre pelo talento. Pelo seu casamento com D. Maria do Céu da Rocha Barbosa, foi extremoso pai de António João, Isabel Maria, Maria Manuela e Maria Emília Barbosa Morais.
Passou os umbrais da eternidade ao falecer a 6 de Janeiro de 2012, deixando na maior dor os familiares e amigos, porquanto durante a sua exemplar vida granjeou consideração e amizade no coração dos seus conterrâneos, a derramar sinceras lágrimas pela perda dum virtuoso amigo e grande courense.
Outra imagem da brilhante actuação da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo durante a gala do XI ENCONTRO DE JANEIRAS DE PAREDES DE COURA, que teve lugar no passado dia 14 de Janeiro, sábado, no Centro Cultural de Paredes de Coura. Fotografia de Fernando Abílio Silva.
Actuação da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo durante a gala do XI ENCONTRO DE JANEIRAS DE PAREDES DE COURA, que teve lugar no passado dia 14 de Janeiro de 2012, sábado, no Centro Cultural de Paredes de Coura, com todo o brilhantismo. Fotografia de Fernando Abílio de Sá e Silva.
No passado dia 7 de Janeiro de 2012, sábado, faleceu o senhor Artur da Cunha, “o Artur do Merendas”, de 84 anos de idade incompletos, pois nascera na vizinha freguesia de Insalde a 27 de Dezembro de 1928.
Era morador nas Angústias, lugar da freguesia de Padornelo, por via do seu casamento com Maria Alice Soares, “Maria da Calçada”, sendo extremoso pai de Maria da Conceição, José Manuel, Armando, Maria Alcídia, Maria do Céu Soares da Cunha Pereira, Cristina, Luísa Manuela Soares da Cunha Barbosa, Manuel e Susana Maria Soares da Cunha.
O seu corpo foi velado em câmara ardente na Igreja de Santa Marinha e os seus restos mortais foram sepultados no cemitério público de Padornelo a 8 de Janeiro de 2012, sendo acompanhado por muita gente que o foi levar à última morada e prestar sentida homenagem.
Apresentamos um quadro com as contas de gerência da Confraria de Nossa Senhora das Angústias referentes ao ano de 2011:
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Confraria de Nossa Senhora das Angústias |
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Receita |
20.867,75 |
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Despesa |
15.798,00 |
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Saldo |
5.069,75 |
XI ENCONTRO DE JANEIRAS DE PAREDES DE COURA
14 de Janeiro de 2012
Sábado
21h30
Centro Cultural de Paredes de Coura
ASSOCIAÇÃO CULTURAL RECREATIVA E DESPORTIVA DE PADORNELO
ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA
21 de Janeiro de 2012
Sábado
21 horas
Ainda outra imagem do afável convívio dos grupos de janeiras da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo e da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Paredes de Coura na casa do presidente da Junta de Freguesia de Padornelo, Amâncio Barbosa, no passado dia 27 de Dezembro de 2011. Fotografia de Fernando Silva.
Outra imagem do ameno convívio dos grupos de janeiras da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo e da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Paredes de Coura na casa do presidente da Junta de Freguesia de Padornelo, Amâncio Barbosa e sua senhora Felisbela Vaz, no passado dia 27 de Dezembro de 2011. Fotografia de Fernando Abílio Silva.
A imagem retrata o momento em que os grupos de janeiras da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo e da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Paredes de Coura se juntaram na casa do muito digno presidente da Junta de Freguesia de Padornelo, Amâncio Barbosa e senhora Felisbela Vaz, em ambiente de grande confraternização e emotiva festa, no passado dia 27 de Dezembro de 2011. Fotografia de Fernando Abílio de Sá e Silva.
Ainda mais uma imagem da tradicional actividade Cantar as Janeiras que a Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo realizou com notável empenho ao percorrer a freguesia no passado dia 27 de Dezembro de 2011. Fotografia de Fernando Silva.
Mais uma imagem da tradicional actividade que a nossa Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo levou a cabo no passado dia 27 de Dezembro de 2011, percorrendo a freguesia para Cantar as Janeiras. Fotografia de Fernando Abílio Silva.
Depois de um longo e moroso caminho, iniciado em 2004, ficou concluído todo o trabalho de colocação das placas de granito da toponímia da freguesia de Padornelo, a fim de melhor identificar todos os caminhos, ruas, largos e demais arruamentos da nossa prestimosa localidade. Na mesma ocasião, isto é, na semana do Natal de 2011, foram igualmente colocados os números de polícia em todas as casas, feitos igualmente no mesmo material.
Sinto natural satisfação pelo melhoramento evidente da nossa santa terrinha nesta matéria toponímica, mas também pelo manifesto contributo que para tal dei em devido tempo, ao redigir e propor o vigente “Regulamento Municipal de Toponímia e Numeração de Edifícios do Município de Paredes de Coura” e pelas propostas concretas que em devida altura apresentei para a melhor solução toponímica concelhia e da nossa povoação.
Porém, o mérito maior deve-se, na essência, ao empenho da Junta de Freguesia de Padornelo e do Amâncio Barbosa Lourenço, e da Comissão Municipal de Toponímia, aqui pelo especial interesse do Eduardo Daniel Cerqueira, ambos merecedores dos melhores elogios. A nossa terra ficou, assim, mais uma vez na senda do progresso, sem atropelar o passado.
No passado dia 18 de Dezembro de 2011, no Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, faleceu a senhora Maria Júlia de Barros Barbosa, de 68 anos incompletos. Residia no lugar da Veiga, freguesia de Ferreira, e nascera a 19 de Janeiro de 1942 na freguesia de Padornelo. Era casada com Augusto Ribeiro Gomes e mãe de Manuel António, Maria da Conceição, Armando Manuel, Carlos Guilherme e Carla Alexandra Barbosa Gomes. Foi sepultada no cemitério público de Ferreira.
No passado dia 5 de Dezembro de 2011, também na maternidade do Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, nasceu o menino Rúben Micael da Silva Amorim, filho de Manuel Joaquim de Araújo Amorim e de Maria Isabel Pereira da Silva, moradores no Sobreiro, lugar da freguesia de Padornelo.
O recém-nascido é o enlevo do seu irmão Joel, dos avós paternos António de Castro Amorim, “Tone do Baptista”, e de Rosa de Brito Araújo, de Padornelo, e dos avós maternos António da Silva Eido e de Laurentina de Lima Pereira, de Vilar do Monte, freguesia do concelho de Ponte de Lima.
A 23 de Novembro de 2011, na maternidade do Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, nasceu o menino Pedro de Sousa Castro, primeiro filho de Tiago Miguel Barbosa de Castro e de Manuela de Castro Sousa, moradores no lugar do Sobreiro.
O neófito é neto pela via paterna de José Joaquim Varajão de Castro, “Zé da Fóia”, e de Aurora Maria Gomes Barbosa, de Padornelo, sendo neto materno de Casimiro Domingos Sousa e de Etelvina Lourenço Castro, da vizinha freguesia de Parada.
A Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, a exemplo dos anos anteriores, levou a cabo a tradicional actividade Cantar as Janeiras, no passado dia 27 de Dezembro de 2011, percorrendo a freguesia ao som da sua notável capacidade agregadora e melodiosa. Fotografia de Fernando Abílio de Sá e Silva.
Vídeo da melodiosa actuação do Grupo de Cantigas de Padornelo na bonita Festa de Natal dos Bombeiros, que a nobre Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura realizou no passado dia 18 de Dezembro de 2011, interpretando a cantiga “Viana Barcelos, Braga”, a qual também pode ser vista aqui, por simpatia do Eduardo Daniel Cerqueira.
Imagem do Concurso para Bombeiros organizado pela Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo durante a Festa de Natal dos Bombeiros, apresentado pela dr.ª Carla Lima e cujo júri, formado pelos elementos da colectividade padornelense, tinha a Luísa Sá como porta-voz. O certame contou com a empenhadíssima participação de cinco equipas dos soldados da paz (corpo activo e infantes da corporação de Paredes de Coura), com prestação de diversas provas, abrangendo as artes decorativas, dança, cantiga, perguntas, brincadeiras e outras. Fotografia de Eduardo Daniel Cerqueira.
Mais uma imagem da actuação do Grupo de Cantigas de Padornelo na bonita Festa de Natal dos Bombeiros, que a notável Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura realizou no passado dia 18 de Dezembro de 2011, sob o lema da amizade. Fotografia de Eduardo Daniel Cerqueira.
A sempre melodiosa actuação do Grupo de Cantigas de Padornelo, afecto à dinâmica Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, na simpática Festa de Natal dos Bombeiros, levada a cabo pela nobre Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura, no passado domingo, dia 18 de Dezembro de 2011. Fotografia de Eduardo Daniel Cerqueira.
Por: Jofre de Lima Monteiro Alves
Ao longo dos anos fui coligindo alguns apontamentos sobre diversos usos e costumes minhotos, entre os quais avultam umas notas sobre a quadra natalícia, colhidas de levante a poente a ouvir as gentes idosas das nossas aldeias, mas também com recurso a consulta bibliográfica, hoje passadas a pena.
Em Paredes de Coura, mal entrava a aragem do Natal, os lavradores usavam os doze dias antecedentes para fazerem conjunturas sobre o estado do tempo no ano seguinte. Assim, o dia 13 de Dezembro representaria a meteorologia do mês de Janeiro, o dia 14 afigura Fevereiro, sendo o mês de Dezembro vindouro representado pelo próprio dia 24, o da consoada.
Na madrugada do dia 16 de Dezembro começava a Novena de Natal, como processo de purificação e preparação, com missas, ladainhas e cantos litúrgicos, rezando-se nove padre-nossos, nove ave-marias e nove glórias. Esta antiga prática religiosa originou a enfática expressão «semana dos nove dias».
Por sua vez, José Leite de Vasconcelos (Etnografia Portuguesa, vol. VIII, 1982, p. 508) faz referência à “Rezada do Alho”, antiquíssimo costume da freguesia minhota de S. João de Rei, Póvoa de Lanhoso, rezada no adro da igreja, onde se distribuía uma malga de vinho, uma fatia de broa e alhos pelos presentes, por entre padres-nossos e ave-marias.
O presépio era, então, um costume muito radicado, ocupando lugar cimeiro no imaginário popular, no entusiasmo da criançada e na casa do lavrador, com montanhas verdejantes, plantas vicejantes, casinhas maviosas, cascatas cristalinas, esplêndidas fontes, gentis mulheres, laboriosos camponeses, diligentes trabalhadores, pastores, grutas acolhedoras, o cândido menino nas palhinhas bafejado pelo burro e a vaca, a Virgem Maria e o venerável S. José, por entre vultos bíblicos e antigos romanos, tais e tais. Tudo num ambiente bucólico e pueril, mistura tanto do divino como do profano, espectáculo de tamanha excelsitude.
Na antevéspera, a 23 de Dezembro, a tradição alto-minhota exigia de lei a visita ao cemitério, romagem de saudade aos entes queridos falecidos, na crença que os nossos maiores, os antepassados, iriam estar em espírito na Consoada.
Para aquecer a noite gélida, um madeiro de carvalho era colocado na lareira. Diziam as santas avós, em sabedoria milenária, que o fumo e as cinzas do “Canhoto de Natal” tinham a miraculosa função de repelir as faíscas e trovoadas, uma espécie de pára-raios campestre, além de eficazes propriedades medicinais em certas doenças, devendo para tal arder da Consoada ao Dia do Ano Novo.
Noutras terras, como Padornelo (Paredes de Coura), guardava-se religiosamente uma acha do cepo queimado para ser lançado à lareira e queimado de novo em dia de grande trovoada ou temporal medonho, dadas as suas sobrenaturais virtudes contra as tempestades. Até onde chegar o fumo do “Canhoto de Natal” não tombaria raio nenhum no ano seguinte (Famalicão, Paredes de Coura).
Em Vila Nova de Famalicão também a borralha da lareira da Consoada era usada para fins curativos na medicina popular. Os cascos das pinhas queimados na noite de Natal para extracção dos pinhões tinham, igualmente, propriedades de protecção contra os trovões, sendo guardados e novamente colocados ao lume em dias de borrasca (Famalicão, Barcelos)
Nalgumas localidades do Baixo Minho mais raiano com Trás-os-Montes (Terra de Bouro, Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto), a rapaziada surripiava um cepo de carvalho ou azinheira para ser queimado no adro da igreja durante a noite de 24 para 25 de Dezembro, sem reprovação pública do proprietário a quem retiravam o tronco, que assim “fornecia” o madeiro para a fogueira. O “Canhoto de Natal” era transportado inteiro num carro de bois, em ambiente festivo e de grande algazarra, folia rude dos povos.
Em Padornelo, freguesia do concelho de Paredes de Coura, ainda na década de 1960 fazia-se um delicioso arroz de polvo seco para a Ceia da Consoada, que sei ter sido usual e tradicional em Pias, a compor escolta ao obrigatório bacalhau. Aqui, nesta localidade de Monção, a parte da doçaria era composta por bolos de chila e tostas, designação que davam às rabanadas.
Em Viana do Castelo, para fazer companha ao bacalhau e ao polvo estufado com torradas finas, guarnecia a mesa um terceiro prato de bolinhos de bacalhau com esparregado de nabiças, resguardado por arroz-doce, rabanadas antigas, bolinhos de jerimu ou abóbora-menina, mexidos de mel, terminando ao ceiote – ceia depois da meia-noite – com a “sopa dourada de Natal”. Tudo um manjar dos deuses.
Embora o arroz-doce fosse elemento essencial da doçaria da Páscoa em muitas casas era, ainda, vulgar formar a modesta bateria de doces que vinha adoçar a mesa de Natal, iguaria de fazer rir os olhos, no resto do ano só havia cibo de broa.
Os formigos são, por excelência, o doce natalício da região de Ribeira Lima, feitos com pão de trigo duro, que se esfarela para dentro dum pote ao lume, com água e mel, mexendo-se sempre. Quando a massa borbulhar, mostrar boa catadura e ficar mais consistente, juntava-se-lhe uvas passas, nozes e figos aos pedacinhos, fervendo depois mais uns minutos. Deve servir-se frio, sendo feito dois ou três dias antes da consoada e em grande quantidade, não era tempo de ser somítico de unhas rentes.
Uns dos acepipes mais usados na mesa alto-minhota eram as “bêbedas”, fatias de pão trigo cortadas com um dedo de espessura, levemente torradas e mergulhadas numa calda de vinho, canela e açúcar ou mel. Noutras localidades, como em Padornelo (Paredes de Coura), ou em Riba de Mouro (Monção), as fatias ficavam a embeber, mergulhadas na dita calda de vinho, açúcar e canela, atoladas em gozo gastronómico.
Os pinhões eram presença constante em qualquer mesa, festim ao lado do arroz-doce, as rabanadas minhotas – umas bêbedas em calda de vinho, mel e canela, outras fidalgas –, as fatias-de-paridas polvilhadas de açúcar, os figos, as uvas passas, as nozes e toda a casta de vitualhas. As pinhas estão lembradas nesta quadra maviosa de Viana do Castelo:
Nossa Senhora da Serra
Lá anda no pinheiral,
Apanhando pinha mansa
Para a noite de Natal.
Ao fim do serão, à volta do lume comia-se a “sopa de vinho quente”, adocicada com mel ou açúcar, dentro dum grande malga, entulhada com broa ou pão trigo a fazer a parte sólida. Era a única altura em que se comia sopa, pois o resto do ano somente o caldo vinha à mesa do lavrador.
Em São Lourenço da Montaria, freguesia do concelho de Viana do Castelo, a tradicional consoada com bacalhau, nabos e couves emparelhava ainda com a consoladora “sopa de vinho quente” com açúcar. Tudo de estalo e truz.
Por sua vez, em Monção, umas horas depois da ceia, a família comia a “sopa de trigo”, preparada num grande alguidar, com recurso a vinho verde tinto, açúcar e pão de trigo aos pedaços, de fazer estoirar o cós das calças.
Os filhos dos reis
Em berço doirado,
Só bós, meu menino
Em palhas deitado.
Em qualquer localidade do Alto Minho a mesa, com os seus restos alimentares, ficava posta na noite de 24 para 25 de Dezembro. Não podia ser levantada sob pretexto nenhum, para saciar as alminhas e os “anjinhos”, que vinham comer de noite, enquanto a famelga dormia. No Baixo Minho até se punha um talher suplementar para honrar a memória dos familiares já mortos, e, também, não se levantava a mesa da consoada a fim de servir o repasto às almas.
Natal ao domingo
Venderás os bois
E comprarás, trigo;
Natal à segunda-feira
Enche a eira.
Em suma, a Consoada de Natal do distrito vianense, pese embora as variáveis, era composta por bacalhau cozido com batatas, ovos, cenouras e couve penca curtida pela geada, seguido de polvo estufado ou arroz de polvo meia-cura, rabanadas minhotas, rabanadas antigas, rabanadas fidalgas, formigos ou mexidos do Natal e pão-de-ló, numa mesa adornada por nozes, figos, passas, pinhões e avelãs, tudo bem regado com um odre do bom vinho. Após a “missa do galo”, o estômago era acalmado com a “sopa de vinho quente”, adoçada com mel ou açúcar e reforçada, nas casas mais abastadas, com um calistro de vinho fino (Porto, Madeira ou Moscatel).
Ó meu Menino Jesus
Que é da bossa cabeleira?
– Ficou-me lá no conbento
No colo de uma freira.
Enquanto o canhoto ardia na lareira, as mães e as mãezinhas – tratamento carinhoso para as avós – cantarolavam as seguintes quadras, com o mesmo fervor dos salmos do Rei David cantados no coro da Sé:
Donde vêm os Reis Magos?
Da parte do Oriente
A adorar o Deus menino
Que é Jesus omnipotente.
Foram a casa de Herodes
Por ser o melhor reinado,
Para saber o caminho
Onde Jesus era nado.
Herodes como malvado
Como profeta malino,
Às avessas ensinou
Aos Santos Reis o caminho.
A estrelinha os guiou
Para cima duma cabana,
O menino encontrou
Deitado numa choupana.
A cabana era pequena
Não cabiam todos três,
Mesmo assim adoraram
Cada um por sua vez.
Todos eles ofereceram
Oiro, mirra e incenso,
Ele nada precisava
Porque era já imenso.
No entrementes entoavam esta cantiguinha popular de Natal, com o rapazio a fazer coro, ou a atrapalhar, conforme o sono do adiantado da hora e o monco de palmo, colhida inicialmente em Ponte de Lima:
Ó que noite de lura
Ó que noite de alegria!
Caminhando vai José
Caminhado vai Maria.
Ambos vão para Belém
Mais de noite que de dia,
Quando chegaram a Belém
Já toda a gente dormia.
– Abri-nos essas portinhas
Porteiros da agonia.
– Vinde, vinde senhora
Até ser claro o dia.
S. José foi pelo lume
S. José que fazeria?
Já a Virgem tinha parido
Era agora novo dia.
Desceu um anjo à terra
Paninhos de oiro trazia,
Tornando a subir ao céu
Cantou uma Ave-Maria.
Pai Eterno lhe perguntou
Onde estava Maria,
Maria estava bem
O menino sorria.
Até os aforismos populares fazem alusão directa, ao garantir-nos que «no dia de Natal, já o dia tem mais um saltinho de pardal», mas asseguram que «de Todos-os-Santos ao Natal é Inverno natural».
A noite de Natal marcava de modo determinante a vida das pessoas, pois acreditava-se nessa ocasião que se o luar fosse intenso o linho medraria imenso e a colheita seria boa. Ao invés, a noite escura prenunciava uma produção aziaga.
Também o alho recebe a protecção explícita da quadra festiva, como garante a sabedoria popular que costuma meditar à vontade nestas coisas (Minho, Beira e Trás-os-Montes):
Quem quiser bom alhal
Semeia-o pelo Natal.
Nas horas que antecediam a “Missa do Galo”, à volta da lareira onde o “Canhoto de Natal” tinha a santa função de abrasar toda a noite, brincava-se ao “rapa-tira-deixa e põe”, um jogo de pinhões, enquanto os crescidos jogavam às cartas ou lembravam os familiares e as narrativas de arrepelar os cabelos.
Noite cerrada, os sinos convocavam os fiéis para a “Missa do Galo”, ala que se fazia tarde para beijar a imagem do Menino Deus e uma mó de gente inspirada pelo Altíssimo a entoar, a carnadura retraçada pelo cieiro:
Alegrem-se os céus e a terra
Cantemos com alegria,
Já nasceu o Deus Menino
Filho da Virgem Maria.
Em geral eram rezadas três missas de Natal, a “missa do galo” (meia-noite de 24 para 25 de Dezembro), a designada “missa da galinha” – logo na manhã de 25 de Dezembro – e a missa ordinária na tarde deste último dia. Quem assistisse às três liturgias recebia a graça infinita de amparo celestial e mais indulgências do Céu contra maleitas e maus-olhados.
A Santa Noite de Natal escorria beatitude, angra divina a ter dó na humanidade. Era a única do ano em que se podia andar em completo sossego na medonha escuridão, mesmo sem recurso ao santo anjo da guarda, aliviado do pavor das aparições das abantesmas, almas penadas, lobisomens ou coisas-más, conforme crença neste extraordinário prodígio nocturno arreigada em Paredes de Coura e Ponte da Barca.
Na madrugada de 25 de Dezembro, no rescaldo da festança, o Menino Jesus descia pela chaminé para deixar os presentes no sapatinho. A miudagem espertava com as galinhas, mal rompia a alva da manhãzinha, e sem conter o coração aos saltos investia a lareira à cata das modestíssimas prendas em tempos de vacas magríssimas, cotejadas com o despesismo actual, contudo inegavelmente mais preciosas.
Naquela altura o desconforme Pai Natal não existia no imaginário do Minho, nem embocava chaminés adentro, nem tínhamos com ele atenção de lei e mesuras. Os presentes eram trazidos pelo Menino Jesus no dia 25 e nunca na véspera.
Ao almoço – ou jantar como então se dizia naquele torrão de sossego – do dia 25 de Dezembro comia-se a “roupa velha”, uma delícia feita com o sobejo da lauta consoada. Para amanhar a janta da Ceia de Natal, matava-se um soberbo galo da capoeira, preparado com arroz de pica no chão e chouriço de reco cevado a castanhas, um pitéu que suspirava no estômago.
O Natal era a festa da família, por excelência, que assistíamos de olhos esbugalhados. Época harmoniosa, sinal de mesa farta idêntica ao milagre de Caná, de molde a reconquistar as almas e o Reino de Sião a Satanás, de deslumbrante placidez supraterrestre, como se chovesse sobre todos o maná da fartura, para retemperar forças do corpo moído de pancada na canseira da labuta diária. Mais do tempo a vida era dor e provação, carecida de todo o conforto.
No passado dia 3 de Dezembro de 2011, sábado, no Hospital Conde de Bertiandos – Unidade Local de Saúde do Alto Minho, em Ponte de Lima, faleceu a senhora Rosa Dantas Barreiro, a “Rosa do Lavrador”, de 86 anos de idade.
Nascera a 13 de Junho de 1925 em Lamarigo, lugar da freguesia de Padornelo, filha de José Gomes Barreiro, “Zé do Lavrador”, e de Maria da Conceição Dantas, “Maria da Quinta”. Era viúva de José da Conceição Araújo, o “Zé do Rito”, e mãe extremosa de Manuel, António e de Maria Barreiro de Araújo. Era dilecta irmã de Abílio Dantas Barreiro e tio de Ilídio da Silva Dantas Gomes.
Naqueles tempos difíceis, de grande carência e sofrimento, viu emigrar o marido para o Brasil, quando tinha ela tão-só 26 anos e três filhos de colo, com idades compreendidas entre os quatro anos e alguns meses, que criou sozinha como mulher de fibra, carisma e exemplo de trabalho e dedicação insofismável. Mais tarde, também os filhos seguiram o caminho da emigração e, com a sua morte, encerra portas mais uma casa e fica mais pobre a nossa amada freguesia.
O seu corpo foi velado em câmara ardente na Igreja de Santa Marinha e sepultado no cemitério público de Padornelo a 4 de Dezembro, acompanhado da família e de muita gente.
No passado dia 1 de Dezembro de 2011, quinta-feira, no Hospital Conde de Bertiandos – Unidade Local de Saúde do Alto Minho, em Ponte de Lima, faleceu a senhora Esperança Felgueiras da Rocha, de 84 anos de idade.
Nascera a 8 de Abril de 1927 na freguesia de Padornelo, era casada com Américo Pereira Alves, “Pezinho”, e mãe de Alfredo, Delfim, Virgínia, Olívia, Manuel e Jorge da Rocha Alves. Morava na vila de Paredes de Coura em companhia de um filho, e o seu corpo foi sepultado no cemitério municipal de Paredes de Coura no dia 2 de Dezembro de 2011.
Em Lisboa, onde residia, a 28 de Novembro de 2011, segunda-feira, faleceu o nosso conterrâneo Isidro de Araújo e Sá, o “Ziro da Parachão”, de 71 anos de idade, vítima de doença incurável.
Nascera a 14 de Outubro de 1937 no Sobreiro, lugar da freguesia de Padornelo, filho de António Manuel de Sá e de Zulmira da Conceição Lourenço de Araújo, a “Mira da Parachão”, ambos já falecidos.
Emigrou para o Brasil na ida década de 1950, quando tinha tão-somente 20 anos e regressara ao torrão natalício da década de 1970, tendo, porém, estabelecido residência na área urbana da capital, onde foi reputado industrial de hotelaria, sócio gerente do Restaurante “O Búzio” e proprietário da Residencial “Belmonte”, na Avenida Duque de Loulé.
O corpo foi velado em câmara ardente em Carcavelos e os seus restos mortais foram sepultados no cemitério público de Padornelo no dia 30 de Novembro de 2011, sendo acompanhado à última morada pela família, amigos e muita gente que lhe foi prestar a sentida homenagem. Deixa na maior dor a esposa Elsa de Sá, a filha dr.ª Octávia de Sá, e a afilhada Luísa Barbosa de Sá.
GRUPO ETNOGRÁFICO DE PAREDES DE COURA PRESERVA TRADIÇÕES DO ALTO MINHO
«A lavoura tem nesta região, um feitio característico e pouco usado noutras partes do país. O seu “modus faciendi”, torna o amanho menos fatigoso, chegando, ás vezes a ser festivo por ser “ de favor “.É a prática de mutualidade de serviços, onde vizinhos e outras pessoas prestam o seu serviço, esperando que essa pessoa também as ajude quando necessitarem.»
Narciso Alves da Cunha in ”No Alto Minho, Paredes de Coura”
É dentro deste espírito de cooperação mútua que a Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Paredes de Coura (ACRDPC) tem exercido as suas funções. Durante os seus 35 anos de vida, esta instituição de cariz cultural e social tem vindo também a praticar a mutualidade de serviços.
Desde a sua fundação em 1976, a ACRDPC tem oferecido à comunidade courense e também à região alto-minhota um leque de actividades e serviços, onde apenas espera como recompensa o reconhecimento do seu trabalho, e a valorização da sua obra social, cultural e desportiva.
Esta colectividade não quer separar-se do meio que a envolve, o Alto Minho Interior, sendo assim há uma contínua procura desde a sua fundação até aos dias de hoje, de tudo o que é típico desta região. Neste trabalho realizado por quase todos os seus membros, há uma recolha de tudo que estava a cair no esquecimento, como é o caso de canções, danças, lendas, jogos populares, orações antigas (que demonstram o fervor da crença das gentes do Minho), de processos antigos de agricultura e principalmente de trajes já caídos em desuso (principalmente do século XIX).
Este trabalho de recolha de trajes antigos é executado em todas as freguesias courenses, refira-se que já foi possível recuperar (apesar dos acentuados custos) dois tipos de trajes antigos de grande valor, que foram os trajes dos Senhores da Casa do Outeiro (Agualonga) e ainda dos Viscondes de Mozelos.
Devido a esta recuperação tanto a geração presente como a futura poderá ter acesso a tudo o que já foi usual, a tudo o que já fez movimentar a sociedade de antanho e é este também um dos grandes objectivos desta associação, ou seja, a ACRDPC pretende deixar um vasto e variado legado às gerações vindouras.
Paredes de Coura, foi um concelho essencialmente agrícola, onde predominava a lavoura dos cereais, usufruindo assim do cognome de “Celeiro do Minho”, devido à sua actividade agrícola, e é à volta desta actividade que todo o nosso trabalho de recolha incide principalmente, mas não é caso isolado.
Também a arqueologia tem lugar dentro das nossas actividades, e como o concelho é rico a nível arqueológico, a associação tem vindo a conseguir excelentes trabalhos de investigação e procura de materiais arqueológicos. Esta actividade teve mais vigor nos primeiros anos da ACRDPC.
A nível social, a colectividade tem vindo a exercer uma acção deveras exemplar, com a prestação de variadíssimos serviços à comunidade courense. Esta instituição já teve a seu cargo o transporte quer de jovens (de suas casas para o infantário, escolas e diversos locais e vice-versa), quer de idosos.
Para usufruto dos seus sócios, e de toda a comunidade, a ACRDPC possui uma biblioteca que contém colecções, alguns estudos e trabalhos que poderão ser solicitados para consulta. Esta biblioteca é composta por livros adquiridos pela instituição e por ofertas.
Na sua sede social, funciona o núcleo de informática courense, secção pertencente á ACRDPC, onde principalmente os mais jovens, usufruem desse espaço e de todo o equipamento necessário.
No patamar da animação cultural, o teatro tem um papel primordial. No passado houve formação e o ensino das artes teatrais a novos formandos. Assim sendo, foram encenadas grandes obras teatrais, como por exemplo: ”Frei Luís de Sousa” de Almeida Garrett. Desta forma há uma ocupação dos tempos livres, e leva-se, em especial os mais novos, a uma valorização da cultura.
Também a dança rítmica, o bailado, é uma das actividades da associação, onde os membros mais jovens conseguem realizar grandes espectáculos de animação, satisfazendo grandemente o público que assiste a estes espectáculos.
Mas os dois grandes embaixadores desta associação, logo da cultura courense e da alto-minhota, são o Grupo Coral e o Grupo Etnográfico.
O Grupo Coral, data da fundação da associação em 1976 e desde então até 1986 (data da inactividade) abrilhantou diversos actos culturais e não só. Com efeito, o grupo coral contava com um extenso palmarés de actuações. O coral participou em diversos actos institucionais e oficiais, deixando a sua presença bem marcada em quem o ouvia. A sua acção também se prolongava ao campo religioso, onde efectuou algumas recolhas nessa área. Aquando de um trabalho de recolha e investigação nuns antigos baús pertencentes às Senhoras da Casa do Outeiro, foram encontradas umas valiosas partituras musicais, nas quais estava incluído o Hino de Paredes de Coura, que de imediato o Grupo Coral tratou de ensaiar e de apresentar ao público. Hoje em dia, por todos sobejamente conhecido, esse hino passou a ser mais um dos símbolos de Paredes de Coura.
Grupo Etnográfico – 28 anos
Foi em 1983, por altura das festas concelhias locais, que o Grupo Etnográfico se deu a conhecer. Inspirado no extinto Grupo Folclórico Miguel Dantas, o Grupo Etnográfico procurou uma recolha fiel de danças, de canções e de trajes do concelho de Paredes de Coura, sendo esse trabalho contínuo. Tem participado em inúmeros festivais, dentre os quais refira-se o Festival Folclórico do Alto Minho. O Grupo Etnográfico foi responsável pela organização do segundo festival (1992), que se veio a lograr um verdadeiro êxito, e pelo do corrente ano (realizou-se em Junho último).
Quando é chamado para actuações para festas e diversos actos de instituições públicas e de solidariedade social da região, nunca nega a sua comparência, e está sempre presente quando é necessário.
Já participou em várias gravações: áudio e também vídeo, possuindo uma gravação em cassete áudio com todos os temas do seu repertório. O grupo é composto por dançarinos, tocadores, cantadeira, cantadores, coro e também figurantes.
Como exemplos do seu repertório, mencione-se: chula de Paredes de Coura, malhão de Paredes de Coura, chula dos montes, e em especial uma dança muito apreciada por todos os que a vêem a ser executada: o fandango de Paredes de Coura, que é uma dança de bailado por excelência entre homem e mulher. A forma como a tocata realiza o número e a forma rítmica como os pares executam as danças, conferem-lhe um estatuto especial entre as danças deste grupo.
O Etnográfico conta com diversas actuações na região, por todo o país e estrangeiro. Como se pode ver o grupo é um digno embaixador da cultura courense, da cultura minhota, e da cultura portuguesa.
Em todas estas actividades desempenhadas, o principal objectivo é o reconhecimento do seu trabalho, e a alegre confraternização de todos os seus membros.
“No final do trabalho, depois de ingerida frugal refeição organiza-se o bailarico, a dança, e saracoteia-se, animadamente, o vira, o fandango espanhol.”
Narciso Alves da Cunha in ”No alto Minho, Paredes de Coura".
Traje de Noivos - "Visconde de Mozelos"
Homem – Fato preto, camisa e meia branca, sapato preto de cordão e chapéu.
Senhora – Saia e casaca preta com barra de veludo bordada a lantejoulas e vidrilhos, com rendas nos punhos; avental de veludo com renda e bordado a missangas; lenço de cabeça de seda branco; chinelas pretas de couro; no braço um xaile preto de franja. Em dias de sol era usado com uma sombrinha branca.
Traje de luxo – Senhora da Casa do Outeiro
Homem – calça preta; camisa branca com gola de trincha, bordada nos punhos, e na frente a "espinha de peixe", em vermelho e azul escuros; casaca preta com duas fiadas de botões brancos; meia branca com sapato preto ou botins, em couro.
Senhora – saia preta, geralmente comprida, com barra de veludo bordada a vidrilhos; avental de veludo bordado e com rendas; blusa branca com gola redonda com os punhos rematadas a rendas; casaca preta bordada a missangas; chinelas pretas com meia branca rendada.
Traje domingueiro ou de ir à Feira de Paredes
Homem – calça preta, camisa branca de trincha bordada nos punhos e na frente; colete preto sendo as costas de fazenda quadrejada; sapato preto e meia branca;
Senhora – saia preta comprida com barra bordada; blusa branca; colete de tecido fantasia ornado a fita algodão de cor a condizer, justinho no corpo, apertando na frente com cordões de algodão; lenço de merino ou chinês; chinela preta com meia branca; podem usar pequenas cestas ou condessas.
Traje de Trabalho
Homem – calça de estopa ou de cotim, camisa de riscado; calçavam socos abertos de pau e couro, com ou sem meias de lã;
Senhora – saia de chita ou riscado, comprida; blusa também de chita; avental a condizer; socos de pau e nos trabalhos, em dias de sol, usavam os chapéus de palha.
Texto e fotos de Eduardo Cerqueira
Grupo Etnográfico de Paredes de Coura
O Grupo de Zés-P’reiras Os Amigos da Farra de Padornelo, numa sessão de aquecimento, em Novembro de 2011, graças à amabilidade do amigo Eduardo Daniel Cerqueira.
Quim Sá, o homem da maratona da construção do tradicional presépio da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura, às portas do Natal de 2011. Fotografia de Eduardo Daniel Cerqueira.
Joaquim da Cunha e Sá na construção do tradicional presépio da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura, com vista ao Natal de 2011. Fotografia de Eduardo Daniel Cerqueira.
Participação empenhada de Quim Sá na construção do tradicional presépio da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura, às portas do Natal de 2011. Fotografia de Eduardo Daniel Cerqueira.
FESTA DE NATAL
Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo
Sexta-feira
23 de Dezembro de 2011
20h 30m
A esplendorosa mercearia tradicional de Adriano Barbosa Barreiro, “Adriano do Guilherme”, nos Tojais, lugar da freguesia de Padornelo.
ASSOCIAÇÃO CULTURAL RECREATIVA E DESPORTIVA DE PADORNELO
11 de Dezembro de 2011
Domingo
14h30
Faça você mesmo as decorações de Natal
Oficina de trabalhos manuais para aprender a fazer estrelas, anjos e decorações natalícias a partir de material de desperdício e reciclável, a fim de poupar tempo e dinheiro.
As crianças da Escola Básica 1/Jardim de Infância de Paredes de Coura apresentam no palco do Centro Cultural de Paredes de Coura as cantatas intituladas “O Desejo de Natal”, nos dias 7 e 9 de Dezembro de 2011, quinta-feira e sábado, no âmbito das actividades de enriquecimento curricular, nas vertentes de música e dança.
Realiza-se a Festa do 1.º Ciclo e Pré-Escolar, no dia 16 de Dezembro de 2011, sexta-feira, às 14 horas, no Centro Cultural de Paredes de Coura, com o Grupo de Teatro da EB2,3/S de Paredes de Coura a representar “O Principezinho”, a partir da obra do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry.
O Centro de Educação e Interpretação Ambiental da Paisagem Protegida de Corno de Bico organiza no próximo dia 20 de Dezembro de 2011, terça-feira, a actividade oficina “Natal Reciclado”, destinada ao público-alvo com idades entre os 6 e os 16 anos.
O Museu Regional de Paredes de Coura vai “(Re)criar o Natal”, nos dias 21 e 22 de Dezembro de 2011, quarta e quinta-feira, a partir das 14 horas, com a construção de uma árvore ecológica, que conta com a colaboração dos idosos da Santa Casa da Misericórdia.
A prestimosa representação da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo nos IV Jogos da Amizade de Paredes de Coura, disputados no Pavilhão Municipal no passado sábado, dia 19 de Novembro de 2011, era composta pelos seguintes elementos: Joaquim Sá, Maria do Céu Soares, José Sousa, José Luís Barbosa, Paulo Pereira, Carla Lima, Luísa Soares, Filipa Dias, Daniela Soares e Hugo Barbosa. Fotografias de Fernando Abílio de Sá e Silva.
Em Lisboa, ontem, dia 28 de Novembro de 2011, faleceu o nosso conterrâneo Isidro Sá, grande amigo da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo. O corpo foi velado em câmara ardente em Carcavelos e trasladado para Padornelo, onde será sepultado no cemitério público na quarta-feira.
Na sede social da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, desde esta última semana de Novembro de 2011, estão em curso as aulas de ginástica ministradas pela monitora Vânia Coutinho, tendo a primeira demonstração decorrido com empenhada participação e motivadora alegria.
As sessões rítmicas de ginástica, decorrem na Valinha, lugar da freguesia de Padornelo, à segunda, quarta e sexta-feira, entre as 18h45 e as 19h50, cujas inscrições estão abertas a todos os interessados em promover esta prática de exercício físico, não só da nossa santa terrinha, mas também das vizinhas freguesias de Parada, Mozelos e Paredes de Coura, e, já agora, do restante concelho.
A participação da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo nos IV Jogos da Amizade de Paredes de Coura, disputados no passado sábado, dia 19 de Novembro de 2011. Fotografias de Fernando Abílio de Sá e Silva.
A sempre empenhada participação da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo nos IV Jogos da Amizade de Paredes de Coura, disputados no Pavilhão Municipal no passado sábado, dia 19 de Novembro de 2011. Fotografias de Fernando Silva.
Ainda a prestimosa representação da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo durante os IV Jogos da Amizade de Paredes de Coura, disputados no Pavilhão Municipal no passado sábado, dia 19 de Novembro de 2011. Fotografias de Eduardo Daniel Cerqueira e de Fernando Abílio Silva.
A equipa da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo a disputar algumas das provas dos IV Jogos da Amizade de Paredes de Coura, evento realizado no passado dia 19 de Novembro de 2011. Fotografias de Eduardo Daniel Cerqueira.
No passado dia 19 de Novembro de 2011 realizaram-se no Pavilhão Municipal de Paredes de Coura os IV Jogos da Amizade, que contaram com a empenhada presença da equipa da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo para disputar, mas acima de tudo desfrutar, as provas de corrida de sacos, subida à corda, pé atado, vara, bowling, tracção, desfolhada e magusto. Fotografias de Eduardo Daniel Cerqueira.
Na próxima quarta-feira, dia 23 de Novembro de 2011, às 18 horas, na Capela de Nossa Senhora das Angústias, sita no lugar das Angústias, em Padornelo, freguesia do concelho de Paredes de Coura, será celebrada missa pela intenção de José Nogueira, Isaura da Conceição, Venância, Maria da Conceição, José de Araújo, Zulmira de Araújo, Aurora Lopes, José dos Santos e José Rodrigues.
Na quinta-feira, 24 de Novembro de 2011, pelas 18 horas, também na mesma Capela de Nossa Senhora das Angústias, será celebrada missa pela intenção de Simão Alves, José Lopes Alves, Adriano Rodrigues Lopes, Zulmira Alves, Júlia Rocha, Sílvio Varajão, Conceição Costa, José Silva, Virgílio Barreiro e Alfredino Alves Monteiro.
O feliz rescaldo do Magusto. Falta lembrar que Augusta Gentil, dos Tojais, foi a meritória vencedora do apetecido “Concurso com Receitas de Castanhas”, exibindo um prato de rojões com castanhas, ficando em 2.º lugar o frasco de compota de castanha apresentado por Clara Araújo, do Sobreiro, e na honrosa terceira posição o bolo de castanhas, confeccionado pela Joana, Marta e Inês Loureiro, tudo a fazer crescer água na boca.
Parabéns a todos, directores, concorrentes, participantes, comensais e demais pessoas que se dedicaram, de alma e coração, ao evento que em boa hora a nossa brilhantíssima Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo realizou com empenho e dedicação inexcedível no passado dia 6 de Novembro de 2011. Bem-haja a todos, pelo bem que fazem em prol da nossa santa terrinha!
Nas fotografias de Fernando Silva vemos o grupo de cozinheiras que prestou tão relevantes serviços e o Grupo de Zés-Pereiras "Os Amigos da Farra" a mostrarem o seu conhecido entusiasmo.
A fotografia desta página foi tirada no dia 16 de Outubro [de 2011], na sede da Associação de Padornelo, aquando da desfolhada à moda antiga. A tia Cândida, como é carinhosamente tratada, reconhece-a e partilha connosco o momento: “Estava toda a gente ocupada, naquela hora, e perguntaram-me se eu podia pegar um bocadinho na menina. Eu disse-lhes que isso nem se perguntava, claro que sim, até ficava com ela, se fosse preciso. Depois peguei nela, pu-la um bocadinho ao alto e tiraram-nos a fotografia”, remata com um sorriso terno.
Cândida Barreiro de Sousa e Francisca Rodrigues Soares têm em comum o facto de serem as mais novas habitantes de Padornelo, mas estão separadas por 95 anos de idade.
Como dar lugar aos mais velhos foi da minha criação, começo por dizer que a tia Cândida é uma senhora, viúva, que anda nos 96 anos de idade e que mora, há poucos meses, no Lugar de Covas. Apesar das saudades, sente-se bem na casa do Zé Manel e da Justina e passa os dias no Centro de Dia de Padornelo, “lá onde se guarda a gente”. Apesar da expressão, é com carinho que se refere a todas as pessoas que lá trabalham, dizendo que gosta delas e que elas gostam de si. O resto do tempo é dedicado à oração, às memórias do passado e ao contacto com a família, de quem muito se orgulha, sobretudo do seu filho Jorge, várias vezes mencionado.
A tia Cândida, que nasceu em Castanheira, diz que a sua vida tem sido “um vale de lágrimas”, pois viu morrer-lhe a mãe, quando tinha pouco mais de dezassete anos, e o primeiro marido, dez anos depois, após dois anos de casamento, vividos em Bico.
Regressou a casa do pai e encarregou-se de criar uma sobrinha, atendendo ao pedido da cunhada que, já no leito da morte, lhe implorou: “Cria-me a menina, que eu não tardo em ir por aí abaixo puxada a quatro”. E assim foi.
Cinco anos mais tarde viria a casar com o seu primo Ilídio, depois de uma mulher lhe ter lido o destino nas cartas. Recuemos. É que na sequência de uns desaparecimentos na salgadeira, a tia Cândida tinha decidido, juntamente com a avó do seu falecido marido e com a irmã, procurar uma mulher que deitava as cartas, ali para as bandas da Senhora da Irijó. A dita senhora disse-lhe que ia voltar a casar e que o futuro marido lhe ia entrar pela porta adentro com uns papéis na mão. A tia Cândida voltou para casa pouco crente naquelas palavras, mas o certo é que dali a quinze dias o seu primo foi lá a casa com uns papéis, para lhe falar de uma excursão à Senhora da Saúde. E esta, hein?
Foram tempos difíceis e é com mágoa que recorda as cornetadas de que foi alvo na altura, “sem ter cometido nenhum pecado”. “Chorei aquilo tudo”, recorda tristemente.
Tempo depois casava e os seus olhos voltam a toldar-se para falar da morte do filho, com apenas mês e meio. “Custa-me a andar, que a idade é muita”, diz neste momento, mas levanta-se para ir buscar um saco de onde tira uma fotografia e duas estampas. “Também me morreu uma menina, com oito anos. Está aqui nesta fotografia, com o irmão pela mão. Ela tinha quatro anos e o Jorge, dois. Quando eu morrer, quero levar esta fotografia no meu coração”.
Ficámos também a saber que um terceiro filho lhe viria a falecer, já adulto, na cidade de Lisboa, tendo a missa do seu 7.º dia coincidido com o seu 56.º aniversário [dele].
A outra estampa que tem na mão é de Nossa Senhora do Sameiro, de quem é muito devota. “Nossa Senhora não permitiu que eu morresse, porque eu ainda não tinha os anjinhos, que agora estão no Céu, a pedir por mim. Não acha?” Aceno-lhe que sim e apercebo-me de que nunca tinha falado com ninguém com tanta idade.
A tia Cândida lembra-se de ter feito parte da Juventude, na Igreja, durante 7 anos e de terem ganho dinheiro para o primeiro harmónio. Olha para nós e diz: “Sei cantar a missa em latim, que vocês se a ouvissem não percebiam uma palavra”. E rezou o credo, tendo cantado os dois versos finais.
Hoje em dia, tem uma grande devoção pela Imaculada Conceição, a quem reza: “Ó Virgem da Conceição, pediste a quem vos invocasse, 150 vezes ao dia, pois agora é a ocasião: ó Virgem da Conceição, pedi ao vosso querido Filho, Pai-nosso, por nós, amén”. Reza-se 5 vezes o Pai Nosso e repete-se 10 vezes “Ó Virgem da Conceição, valei-me!”.
Esta riqueza está toda na sua memória, porque, como disse, “Não conheço uma letra do tamanho de uma mesa”. Até é possível que a sua memória tenha atraiçoado alguns dos pormenores contados, mas isso não é o mais importante. “São histórias todas verdadeiras”, assegura e promete que, se lá voltarmos, muitas mais nos contará.
A MENINA DA FOTO
Voltando à menina da fotografia, começo por dizer que a Francisca mora no Lugar de Senrelas, com a tia Gusta, os seus pais e a irmã. Tem quase sete meses e é a segunda filha de Rui Soares e Júlia Rodrigues. É uma bebé sossegada, alegre e já frequenta a Creche em Mozelos, um serviço muito elogiado pela família.
A Júlia já se sente de Padornelo, mas veio de Taião, Valença. Hoje é uma esposa e mãe dedicada, assume algumas responsabilidades na paróquia e trabalha em Formariz, na Kiaya. O Rui, por sua vez, é um chefe de família igualmente bem-disposto e atento às solicitações da paróquia. Trabalha no ramo da construção civil, numa empresa sediada em Monção.
A irmã da Francisca é a Lara. Está agora no primeiro ano de escolaridade, gosta das aulas de música, já sabe contar até 5 em Inglês e, segundo vimos, tem uma letra muito bonita. À Francisca e a toda a família desejamos um futuro muito promissor.
Carla Lima
NOTÍCIAS DE COURA, edição n.º 195, de 15 de Novembro de 2011, p. 9.
http://www.noticiasdecoura.com/index.php?p
Magusto e gastronomia tradicional Padornelo no seu melhor
No passado dia 6 de Novembro [2011], realizou-se o tradicional Magusto, em Padornelo, dinamizado pela Associação Cultural. Tal como já havia sido anunciado, a tarde foi preenchida por várias actividades, dando-se destaque às castanhas e aos jogos tradicionais, tão típicos da época de São Martinho.
Alguns elementos da Associação que pertencem aos “Amigos da Farra” inauguraram o Magusto com uma arruada de bombos, mostrando grande entusiasmo por esta nova modalidade.
A seguir, destacamos o concurso de receitas com castanhas. Lúcia e Jacinta Carvalho e Paulo Pereira constituíram o júri que provou os vários pratos concorrentes e emitiu o veredicto final: 1.º lugar – Augusta Gentil, dos Tojais, com um prato de rojões com castanhas; 2.º lugar – Clara Araújo, do Sobreiro, com um frasco de compota de castanha e 3.º lugar – Joana, Marta e Inês Loureiro, dos Tojais, com um bolo de castanhas.
A Associação agradeceu a todos os participantes, pelo empenho que puseram na pesquisa de receitas com castanhas, na confecção e na decoração dos pratos, tendo ajudado a valorizar este produto da nossa região.
A tarde ainda contou com outra surpresa. Algumas senhoras de Padornelo estiveram na sede da Associação durante a tarde e fizeram, para quem quis aprender, marmelada, geleia e doce de abóbora. Clara Araújo, Emília Felgueiras, Felisbela Vaz e Maria Custódia Pereira foram as responsáveis por esta doçaria. O cheirinho era delicioso e, no final da tarde, todas as pessoas puderam levar para casa um frasquinho de doce ou de marmelada.
A tarde não teria ficado completa se o Carlos não tivesse promovido alguns momentos de competição. Cerca de 30 pessoas organizaram-se em equipas de quatro elementos e disputaram uma animada série de jogos tradicionais, onde não faltou uma animada corrida de sacos e uma prova de tiro ao alvo, por exemplo. A Marlene, o Roberto, a Catarina e o Eduardo ficaram em primeiro lugar, mas todos se divertiram.
Mais uma vez, a Associação agradece a todos os padornelenses e outros amigos que passaram pelo recinto da Associação, tendo contribuído para o sucesso do Magusto 2011.
Carla Lima
NOTÍCIAS DE COURA, edição n.º 195, de 15 de Novembro de 2011, p. 21.
http://www.noticiasdecoura.com/index.php?p
Ainda os jogos tradicionais e o Magusto que em boa hora a nossa preciosa Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo levou a cabo durante a tarde do passado dia 6 de Novembro de 2011. Fotografias de Fernando Abílio Silva.
IV JOGOS DA AMIZADE DE PAREDES DE COURA
Pavilhão Municipal de Paredes de Coura
Sábado, 19 de Novembro de 2011
PROGRAMA
21 horas – Desfile e apresentação das Associações participantes e do Corpo de Juízes
ASSOCIAÇÕES PARTICIPANTES:
21h15 – Início dos Jogos:
23h45 – Encerramento e Entrega de Prémios
ORGANIZAÇÃO:
Ainda os jogos tradicionais no decorrer da tarde recreativa que a nossa Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo levou a bom termo durante o tradicional Magusto, no passado dia 6 de Novembro de 2011. Fotografias de Fernando Abílio de Sá e Silva.
Eis a equipa vencedora dos animados jogos tradicionais disputados durante o Magusto que a nossa notável Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo levou a cabo no passado dia 6 de Novembro de 2011: Marlene Vaz Barbosa, Roberto de Sá Castro, Catarina Barbosa de Sá e Eduardo de Sá e Silva.
Alegria efusiva e empenho de todos os participantes nos jogos tradicionais que abrilhantaram com mérito recreativo a tarde do Magusto, no dia 6 de Novembro de 2011. Fotografias de Fernando Abílio de Sá e Silva.
Os preparativos e o convívio durante o Magusto e o “Concurso com Receitas de Castanhas” que a Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo levou a cabo no passado dia 6 de Novembro de 2011. Fotografias de Fernando Silva.
O júri do “Concurso com Receitas de Castanhas”, composto pela Lúcia, Jacinta Carvalho e Paulo Pereira, que a Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo levou a cabo durante o tradicional magusto, no passado dia 6 de Novembro de 2011. Fotografias de Eduardo Daniel Cerqueira.
Preparativos e boa disposição para o Magusto e o “Concurso com Receitas de Castanhas” que a Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo levou a cabo no passado dia 6 de Novembro de 2011. Fotografias de Fernando Abílio Silva.