Blogue acerca da terra, das pessoas, dos costumes e da História de PADORNELO, freguesia do concelho de Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo, publicado por JOFRE DE LIMA MONTEIRO ALVES.

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Sexta-feira, 28 de Abril de 2006

Pessoas da Minha Terra: Abel "das Pinças"

Abel Rodrigues das Pinças

Abel Rodrigues, “o Abel das Pinças” (1955+2002), de 47 anos de idade, natural de Padornelo, filho de Ana Barbosa Rodrigues, faleceu no Centro de Saúde de Paredes de Coura a 28 de Abril de 2002; era figura popular e amputado das duas pernas em consequência dum acidente de mota há vários anos.

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 07:01
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Segunda-feira, 24 de Abril de 2006

Pessoas da Minha Terra: Manuel José Monteiro

Manuel José Monteiro

MANUEL JOSÉ MONTEIRO, “o Pêras” (Padornelo, 1872 + Padornelo, 1949) – Nasceu no lu­gar das Portelas, a 24 de Abril de 1872, filho de António José Monteiro, de Padornelo, e de Claudina Alves, de Insalde, moradores em Pa­dornelo.

 

Proprietário; 10.º Senhor da “Quinta das Portelas”; cursou no “Liceu de Belas Artes e Ofí­cios do Rio de Janeiro”, galardoado com a medalha de bronze no ano lectivo de 1892 e o diploma de honra a 19 de Abril de 1892; distinto pin­tor de Arte, retratista e desenhador de grandes recursos; proprietário no Rio de Janeiro, Brasil, duma reco­nhecida galeria de Arte.

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 04:42
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Sábado, 22 de Abril de 2006

Pessoas da Minha Terra: Gracinda Barbosa

Gracinda Barbosa

GRACINDA BARBOSA, mais tarde conhecida por “a tia Gracinda da Frida”, nasceu em Padornelo a 22 de Abril de 1905, filha de Gaspar António Barbosa e de Maria Aurora Rodrigues. Sendo viúva de Veríssimo Jorge Rodrigues de Sá, comemorou em Padornelo o centenário do seu nascimento a 22 de Abril de 2005. Faleceu na freguesia de Padornelo, quase com 101 de idade, a 6 de Março de 2006.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 04:28
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Pessoas da Minha Terra: António da Silva Barreiro

António da Silva Barreiro

ANTÓNIO DA SILVA BARREIRO (Padornelo, 1928 + Padornelo, 2002) – Nasceu em Padornelo a 8 de Março de 1928, filho de Manuel José Barreiro e de Aurora Rodrigues da Silva. Fa­leceu em Cima de Vila, Padornelo a 21 de Abril de 2002, na condição de solteiro.

Secretário da Comissão Administrativa da Junta de Freguesia de Padornelo (1974-1976); secretário da Junta de Freguesia de Padornelo (1977-2001).

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 04:09
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Pessoas da Minha Terra: D. Especiosa de Jesus Alves Monteiro

D. Especiosa de Jesus Alves Monteiro

D. ESPECIOSA DE JESUS ALVES MONTEIRO (Padornelo, 1893 + Dume, Braga, 1975) – Nasceu no lugar das Portelas, a 19 de Abril de 1893, filha de António José Lopes Alves Guima­rães e de D. Ermelinda Rosa Alves Monteiro, ambos naturais de Padornelo. Casou a 11 de Abril de 1914 com António Inocêncio Alves. Faleceu na freguesia de Dume, Braga, a 1 de Janeiro de 1975.

 

3.ª Senhora da “Casa das Angústias” e da Capela de Nossa Senhora das Angústias, em Pa­dornelo.

                                                      

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 03:58
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Sexta-feira, 21 de Abril de 2006

Pessoas da Minha Terra: D. Ermelinda de Jesus Alves Monteiro

D. Ermelinda de Jesus Alves Monteiro

D. ERMELINDA ROSA ALVES MONTEIRO (Padornelo, 1867 + Pador­nelo, 1956) – Nasceu no lugar das Portelas, Padornelo, a 7 de Abril de 1867, filha de António José Monteiro, de Pa­dornelo, e de Claudina Alves, de In­salde, neta paterna de Manuel José Monteiro, de S. Julião do Calendário da Silva, e de Sebastiana Maria Mendes de Araújo, de Padornelo, e pela via ma­terna neta de Manuel Alves, de Padroso, Arcos de Valdevez, e de Antónia Ma­ria, de Insalde, Paredes de Coura. Faleceu a 15 de Abril de 1956, na “Casa das Angústias”, no lugar das Angústias, Pa­dornelo, Paredes de Coura.

 

Proprietária; 2.ª Senhora da “Casa das Angústias” e da Capela de Nossa Se­nhora das An­gústias, em Padornelo.

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 03:47
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Quinta-feira, 20 de Abril de 2006

Abril, Mês de Homenagem ao PADRE CASIMIRO RODRIGUES DE SÁ, abade de Padornelo

 Padre Casmiro Rodrigues de SáPadre Casimior Rodrigues de Sá, alferes capelão militarPadre Casimiro Rodrigues de Sá

Convite

                          

Jofre de Lima Monteiro Alves tem o prazer de convidar V.ª Ex.ª, família e amigos para participarem nos actos de homenagem ao Padre Casimiro Rodrigues de Sá, Abade de Padornelo, no dia 24 de Abril de 2006, com o seguinte programa:

 

  • 15 Horas – Passeio Padre Casimiro Rodrigues de Sá, em Torno do Seu Percurso, pela vila de Paredes de Coura, Bico, Vascões, Parada e Padornelo;

 

  • 17 Horas – Inauguração da Placa de Homenagem ao Abade Casimiro, na casa onde nasceu, em Parada;

 

  • 18 Horas – Missa na Capela do Senhor Ecce Homo, de Padornelo;

 

  • 21 Horas – Inauguração da Exposição Padre Casimiro Rodrigues de Sá, Cidadão de Coura, Ilustre de Portugal, no Centro Cultural de Paredes de Coura;

 

  • 22 Horas – Palestra Padre Casimiro Rodrigues de Sá: a Vida e a Obra, por Jofre de Lima Monteiro Alves, no Centro Cultural de Paredes de Coura;

 

  • 22 Horas e 30 min. – Espectáculo Musical com grupos de Padornelo, Parada, Bico, Vascões e de Paredes de Coura, no Centro Cultural.

 

    Muito Atenciosamente.

 

    1 de Abril de 2006

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 03:33
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Quarta-feira, 19 de Abril de 2006

Uma Carta do Dr. António Cândido Nogueira ao Padre Casimiro - III

Publica-se hoje a terceira e última carta que o dr. António Cândido Nogueira escreveu ao padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, quando este se encontrava em França como capelão militar voluntário do Corpo Expedicionário Português.

 

A segunda carta foi publicada no blogue COURA: magazine – HISTÓRIA, que pode ser consultada no seguinte endereço Internet: couranahistoria.blogs.sapo.pt.

 

    Meu Ex.mo e Prezado Amigo:

 

    O abade de Paredes[1] a quem li a carta de V.ª Ex.ª na parte em que lhe diz respeito, mostra-se animado a continuar a paroquiar a freguesia de Padornelo até que V. ª Ex.ª regresse, quando tiver de regressar, sem ser preciso abreviar a sua vinda. Ele agora acha-se um pouco melhor da vista.

 

    Vejo que V.ª Ex.ª tem lido os jornais do Porto e Lisboa e por eles deve estar ao fato (sic) do que se tem passado relativamente à aventura monárquica[2]. Cá no Alto Minho, a não ser a morte que se deu nos Arcos, de um indivíduo que ali chegou de automóvel no dia em que o movimento republicano já tinha vingado no Porto, e que, segundo se diz não quis obedecer à intimação que lhe fizeram os trauliteiros que, naquela ocasião, ainda ignoravam que a república já estava reimplantada e … fogo.

 

    O que morreu dizem que era de Braga e os que fizeram fogo, que já se acham presos, ignoro-lhes o nome.

 

    Aqui, como lhe disse, não houve prisões e até agora afastamentos ou demissões. Verdade seja que também lhes não demos motivos para isso porque a restauração monárquica passou quasi despercebida. Apenas os Ribas[3] deram um tiro de Penedo, lá para a Cotaleira, ao que os republicanos – José Ribeiro[4] e Manuel Cândido[5] – pagaram na mesma moeda indo aos mesmos buracos e aos mesmos penedos soltar outros tantos tiros. De resto não houve manifestações dignas de menção.

 

    O administrador da monarquia foi meu irmão José[6] não por nomeação mas em virtude do seu cargo de Presidente da Câmara.

 

    Actualmente é administrador do concelho o Ribeiro da Silva[7] (Manuel Tomás) que aqui se acha a ares. As eleições como já deve ter visto, foram adiadas para Junho ou Julho (não sei bem) e naturalmente ainda sofrem novo adiamento. Eu estou convencido de que neste país não torna a haver socego (sic) nem com republicanos nem com monárquicos. Já se fala em nova revolução! Que maldição cairia sobre nós?! Eu, no lugar de V.ª Ex.ª havia de fazer por me conservar lá por fora o mais que pudesse, por que neste país não se pode viver!

 

    Minha mulher envia-lhe muitas lembranças bem como os petizes. Em sua casa tudo bem. Abraça-o o de V.ª Ex.ª amigo e afectuoso

 

António Nogueira

 

29-3-1919

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[1] Reverendo José Bento Ribeiro (1862+1932), natural de Padornelo, foi cura de Cristelo, abade da igreja matriz de Santa Maria de Paredes de Coura, presidente da Junta de Paróquia de Paredes de Coura, pároco interino de Padornelo, tesoureiro e prior da Real Confraria do Espírito Santo, provedor da Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Paredes de Coura, vereador municipal, presidente da Comissão Executiva da Câmara Municipal de Paredes de Coura, pároco da igreja de Resende, etc.

                                                                                       

[2] Refere-se à chamada Monarquia do Norte, que esteve vigente em Janeiro e Fevereiro de 1919.

                                  

[3] Refere-se a Domingos Gusmão da Cunha Ribas, comerciante, e antigo dirigente local do extinto Partido Progressista, administrador do concelho e vereador municipal.

                                                                    

[4] José de Oliveira Ribeiro, natural da vila de Paredes de Coura, comerciante e vereador municipal, era sobrinho do abade José Bento Ribeiro.

                                                                                    

[5] Manuel Cândido Gonçalves Pereira (1886+1939), natural da vila de Paredes de Coura, foi comerciante, vogal da Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Paredes de Coura, tesoureiro municipal, vogal da Junta de Freguesia de Paredes de Coura, fundador e 1.º comandante da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura.

                                                                                         

[6] Dr. José Maria Nogueira, natural de Mozelos, filho do Visconde de Mozelos, foi bacharel formado em Direito, presidente da Câmara Municipal por diversas vezes, administrador do concelho e abastado proprietário.

                                                                                                      

[7] Dr. Manuel Tomás Ribeiro da Silva, natural de Vila Mou, concelho de Viana do Castelo, era presbítero, foi efémero administrador do concelho de Paredes de Coura.

Temas:
publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 03:32
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Terça-feira, 18 de Abril de 2006

Uma Carta do Dr. António Cândido Nogueira ao Padre Casimiro - I

Publica-se hoje a primeira duma série de três cartas que o dr. António Cândido Nogueira escreveu ao padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, quando este se encontrava em França como capelão militar voluntário do Corpo Expedicionário Português.

                                              

A segunda carta vai publicada no blogue COURA: magazine - HISTÓRIA, que pode ser consultada no seguinte endereço Internet: couranahistoria.blogs.sapo.pt.

 

   Meu Ex.mo e Prezado Amigo:

    Recebi as três cartas, sendo as duas últimas na mesma ocasião. Estimei-as muito e muito lhas agradeço, não só pelas boas notícias que me dá a seu respeito, como pela gentileza que teve de me fazer uma larga descrição da sua viagem que, pelos vistos, não pode tomar-se como uma distracção.

                                      

    Pelas notícias dos jornais vê-se que os alemães tem levado para o tabaco[1], mas é de crer que surja por aí alguma surpresa de um dia para o outro. Por cá continuam as tentativas de rebelião[2] mas o Governo tem-lhes saído ao encontro dominando-as facilmente. Pena é que esta gente não tome juízo e que não pense a sério na gravidade do momento.

                                            

    Cumpri as indicações de V.ª Ex.ª dando notícias suas aos seus amigos, que muito o estimam. Também dei o seu recado à Narcisa da Lapa que me pede para lhe lembrar o pedido que lhe fez relativamente ao filho. A Maria Teresa de Afe também me pede para dizer a V.ª Ex.ª, servindo de intermediário, que visse se poderia conseguir que o filho venha de licença. Aí fica o pedido e oxalá V.ª Ex.ª possa dar-lhe satisfação.

                                         

    Aqui na freguesia não há novidades de maior. Faleceu há dias o sogro do Eleutério[3], que, como V.ª Ex.ª sabe, há muito que estava julgado, e melhor foi para ele Deus levá-lo.

                                                

    O Camilo[4] e muitas outras pessoas a quem transmiti as lembranças de V.ª Ex.ª disseram-me que lhe iam escrever, de forma que essa fome de notícia que até agora tem passado vai dar numa fartura. Por cá tem chovido muito e as uvas já vão apodrecendo bastante parecendo-me que vamos ter um fraco ano de vinho, e mesmo para o milho já tem sido demais.

                                               

    Estimo V.ª Ex.ª continue a gozar sempre boa saúde e que a vida lhe corra sempre livre de perigos. Minha mulher[5] e os pequenos[6] recomendam-se muito e encarregam-me de lhe dizer que o esquecem nas suas orações. Mande sempre no que lhe agradar, o de V.ª Ex.ª muito amigo e muito obrigado.

                                     

António Nogueira[7]

P.C., 15-9-918


 

[1] Referência indirecta às batalhas de Somme e de Arras, e à batalha de St. Mihiel, que infligiram sucessivas derrotas aos alemães e os obrigaram a recuar.

                                                              

[2] Refere-se à tentativa de rebelião de Lamego, descoberta e denunciada nos primeiros dias de Setembro de 1918.

                                                                      

[3] Eleutério Rodrigues de Sá, irmão do padre Casimiro, casado e morador em Padornelo.

                                                                                            

[4] Camilo Venâncio Rodrigues (1852+1921), tio por afinidade do padre Casimiro, por via do seu casamento com Zerzelinda Rodrigues; era morador no lugar das Covas, freguesia de Padornelo, onde faleceu, foi proprietário rural, escrivão, carteiro e criador de gado.

                                                                                       

[5] D. Maria Filomena Lima de Espregueira Malheiro Reymão (1887+1965), natural de Viana do Castelo, tinha casado com o dr. António Cândido Nogueira em 1906.

                                                                                                      

[6] Eram filhos do dr. António Cândido Nogueira: António Maria Malheiro Reymão Nogueira, nascido em 1909, futuro general do Exército e 2.º Visconde de Mozelos; Mário Júlio Malheiro Reymão Nogueira, nascido em 1910, futuro licenciado em Direito; D. Maria Adelaide, nascida em 1912; e D. Maria Cândida do Patrocínio Malheiro Reymão Nogueira, que tinha escassos meses de idade em 1918, futura proprietária.

                                                                   

[7] Dr. António Cândido Nogueira (1867+1937), natural de Mozelos, era morador em Padornelo na sua Quinta da Bazanca, ainda hoje popularmente designada como a "Casa do Dr. António Cândido"; foi bacharel em Direito, presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura, chefe do Partido Regenerador Liberal em Paredes de Coura e Valença do Minho, administrador do concelho de Paredes de Coura, Governador Civil do Distrito de Viana do Castelo, oficial ajudante da Conservatória do Registo Predial da Comarca de Viana do Castelo, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Paredes de Coura, etc.

Temas:
publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 20:03
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Segunda-feira, 17 de Abril de 2006

Padornelo, na Vida e Obra do Abade Casimiro Rodrigues de Sá - VIII

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22 de Outubro de 1919 – Realizam-se no templo do Espírito Santo as solenes exéquias pela alma do dr. João Nepomuceno Pimenta, vice-reitor do Seminário Conciliar de Braga, presididas pelo doutor Manuel de Azevedo de Araújo e Gama, professor catedrático aposentado, e acolitado pelo reverendo Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo e ex-deputado da Nação, e pelo reverendo José Bento Ribeiro, abade da vila de Paredes de Coura, tendo dito a missa o cónego dr. Bernardo Chouzal e o dr. Manuel Joaquim da Cunha Ribas, arcipreste de Paredes de Coura, com música a cargo do Grupo Coral de Música Sacra de Paredes de Coura, sob regência do padre Joaquim Miranda, pároco de Infesta.

 

13 de Dezembro de 1919 – O jornal VOZ DE COURA transcreve nas páginas 1 e 2 da edição n.º 780, o artigo “Verdades Dolorosas”, publicado pelo padre Casimiro Rodrigues de Sá, «Senhor Abade de Padornelo», no diário portuense DEBATE.

 

20 de Dezembro de 1919 – O jornal VOZ DE COURA transcreve na página 1 da edição n.º 781, a segunda parte do artigo “Verdades Dolorosas”, publicado pelo padre Casimiro Rodrigues de Sá, «Senhor Abade de Padornelo», no diário portuense DEBATE.

 

1 de Fevereiro de 1920 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo e presidente da Comissão Paroquial da Obra de Auxílio aos Seminários Diocesanos entregou a quantia de 122$150 réis, fruto de diversos donativos da freguesia de Padornelo.

 

Abril de 1920 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá foi nomeado vogal do 1.º Cír­culo da Comissão de Revisão dos Livros dos Usos e Costumes das Freguesias do Arci­prestado de Paredes de Coura.

 

3 de Janeiro de 1921 – Alberto Rodrigues de Sá, irmão do abade Casimiro Rodrigues de Sá, tomou posse como 2.º secretário do Senado da Câmara Municipal de Paredes de Coura.

 

Janeiro de 1921 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, foi eleito procurador à Junta Geral do Distrito de Viana do Castelo como representante do concelho de Paredes de Coura.

 

26 de Abril de 1922 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, escreve em Padornelo o artigo “Um Trabalho de Merecimento: Os Bens da Igreja”, mais tarde publicado nos jornais ÉPOCA e VOZ DE COURA.

 

27 de Abril de 1922 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, escreve em Padornelo o artigo “Um Trabalho de Merecimento: Uma Grave Questão Jurídica - Os Bens da Igreja”, mais tarde publicado no jornal VOZ DE COURA.

 

29 de Maio de 1922 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, escreve em Padornelo o artigo “Uma Grave Questão Jurídica: Os Bens da Igreja – Legislação e Publicistas”, mais tarde publicado no jornal VOZ DE COURA.

 

1 de Junho de 1922 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, publica o artigo “Um Trabalho de Merecimento: Os Bens da Igreja”, na página 1 da edição n.º 901 do jornal VOZ DE COURA.

 

8 de Junho de 1922 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, publica o artigo “Um Trabalho de Merecimento: Uma Grave Questão Jurídica - Os Bens da Igreja”, na página 1 da edição n.º 902 do jornal VOZ DE COURA.

 

2 de Julho de 1922 – Reverendo abade Casimiro Rodrigues de Sá pregou na festa em honra da Senhora das Angústias, por convite do seu amigo José Narciso Monteiro, juiz per­pétuo da festividade.

 

Agosto de 1922 – Reverendo Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, foi transfe­rido para a paroquial igreja de Bico.

 

6 de Agosto de 1922 – Reverendo padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, tomou posse como pároco da igreja paroquial de S. João Baptista de Bico.

 

12 de Maio de 1928 – António Plácido Rodrigues, de 81 anos de idade, natural de Padornelo, filho de Maria Madalena Rodrigues, solteira, lavradeira e tecedeira, faleceu após longos meses de sofrimento no lugar do Vale, freguesia de Parada; foi apontador de 1.ª classe aposentado das Obras Públicas e administrador do concelho de Paredes de Coura, e era pai do abade Casimiro Rodrigues de Sá.

 

28 de Janeiro de 1934 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, “o Abade de Padornelo”, actual pároco de Bico, filho de António Plácido Rodrigues, de Padornelo, e de Rosa Clara Fernandes de Sá, de Parada, faleceu no lugar da Portela, freguesia de Bico, vítima de icterícia fosfórica.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 19:58
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Domingo, 16 de Abril de 2006

Padornelo, na Vida e Obra do Abade Casimiro Rodrigues de Sá - VII

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18 de Janeiro de 1917 – Alberto Rodrigues de Sá, irmão do abade Casimiro Rodrigues de Sá, foi eleito vogal substituto da Comissão Executiva da Câmara Municipal de Paredes de Coura.

 

7 de Abril de 1917 – Abade Casimiro Rodrigues de Sá, deputado da Nação em Lisboa, chegou  Padornelo para passar as férias da Páscoa.

 

Outubro de 1917 – Apresentação oficial do programa político do Partido Centrista Republicano, contando-se entre os seus fundadores o dr. Egas Moniz, general José Simas Machado, tenente-coronel João Tamagnini Barbosa, capitão-de-mar-e-guerra Alexandre de Vasconcelos e Sá e o padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo.

 

4 de Novembro de 1917 – Eleição da nova Câmara Municipal de Paredes de Coura para tomar posse em Janeiro de 1918, composta pelos seguintes elementos: dr. José Maria Nogueira, abade Casimiro Rodrigues de Sá, padre Artur José Rodrigues Durães, abade António Luís da Cunha Coutinho, José Joaquim da Silva, Amaro de Castro Sousa Menezes Abreu e Antas, António José da Cunha Ribas, Gaspar Manuel de Barros, António José Fernandes, José de Oliveira Ribeiro, António Pereira da Cunha e Domingos José Rodrigues da Silva.

 

13 de Dezembro de 1917 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, foi nomeado Governador Civil do Distrito de Viana do Castelo, por decreto.

 

13 de Dezembro de 1917 – António Plácido Rodrigues, natural de Padornelo, morador em Parada, foi nomeado administrador do concelho de Paredes de Coura, por alvará do Governador Civil do Distrito de Viana do Castelo tenente-coronel Abel Marinho Falcão; era pai do abade Casimiro Rodrigues de Sá.

 

17 de Dezembro de 1917 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, tomou posse como Governador Civil do Distrito de Viana do Castelo, perante o governador civil cessante tenente-coronel Abel Marinho Falcão, e na presença de seu pai António Plácido Rodrigues, administrador do concelho de Paredes de Coura, Dulcídio Hipólito da Cunha Ribas, comerciante, Manuel Cândido Gonçalves Pereira, comerciante, Arnaldo Correia do Amaral, secretário de Finanças, José Narciso Monteiro, proprietário, todos de Paredes de Coura, e do dr. Manuel de Portugal Marreca, antigo médico em Paredes de Coura.

 

2 de Janeiro de 1918 – Tomada de posse do Senado da Câmara Municipal de Paredes de Coura, com a seguinte composição; presidente abade António Luís da Cunha Coutinho; vice-presidente Amaro de Castro Sousa Menezes Abreu e Antas; secretário António José da Cunha Ribas; 2.º secretário José de Oliveira Ribeiro; vogais Dr. José Maria Nogueira, José Joaquim da Silva, Gaspar Manuel de Barros, António Pereira da Cunha, Domingos José Rodrigues da Silva, abade Casimiro Rodrigues de Sá, padre Artur José Rodrigues Durães, António José Fernandes e António Pereira Varajão.

 

2 de Janeiro de 1918 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, vereador eleito da Câmara Municipal de Paredes de Coura, pediu a suspensão temporária do mandato por desempenhar as funções de Governador Civil do Distrito de Viana do Castelo.

 

18 de Janeiro de 1918 – Alberto Rodrigues de Sá, irmão do abade Casimiro Rodrigues de Sá, foi eleito vogal substituto da Comissão Executiva da Câmara Municipal de Paredes de Coura.

 

9 de Fevereiro de 1918 Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, foi exonerado a seu pedido das funções de Governador Civil do Distrito de Viana do Castelo, por decreto.

 

14 de Fevereiro de 1918 António Plácido Rodrigues, natural de Padornelo, morador em Parada, pediu a demissão do lugar de administrador do concelho de Paredes de Coura; era pai do abade Casimiro Rodrigues de Sá.

 

21 de Fevereiro de 1918 António Plácido Rodrigues, natural de Padornelo, morador em Parada, foi exonerado a seu pedido do lugar de administrador do concelho de Paredes de Coura, por alvará do Governo Civil do Distrito de Viana do Castelo; era pai do abade Casimiro Rodrigues de Sá.

 

Abril de 1918 – Alexandre Rodrigues de Sá faleceu vítima dum ataque provocado por um submarino alemão em pleno oceano Atlântico; era irmão do abade Casimiro Rodrigues de Sá.

 

Setembro de 1918 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá partiu para França como capelão militar voluntário do Corpo Expedicionário Português, que combatia no conflito da Grande Guerra.

 

15 de Setembro de 1918 – Dr. António Cândido Nogueira, de Padornelo, escreve ao «prezado amigo» padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo que se encontrava em França como capelão militar voluntário junto do Corpo Expedicionário Português, onde agradece as informações enviadas pelo reverendo de «que os alemães têm levado para tabaco», e lhe informa que o País está mal e lamenta que os políticos, «esta gente não toma juízo e que não pense a sério na gravidade do momento», e que «na freguesia de Padornelo não há novidade de maior» e «por cá tem chovido muito».

 

25 de Dezembro de 1918 – Dr. António Cândido Nogueira, de Padornelo, escreve ao «prezado amigo» padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo que se encontrava em França como capelão militar voluntário junto do Corpo Expedicionário Português, onde lamenta a perspectiva duma «Guerra Civil que eles [políticos] preparam, se Deus não tem piedade de nós […] Que desgraçados nós somos! […] perante os estrangeiros que hão-de olhar para os portugueses com desprezo e apontam-nos como selvagens», e lhe envia cumprimentos do seu amigo José Narciso Monteiro.

 

29 de Março de 1919 – Dr. António Cândido Nogueira, de Padornelo, escreve ao padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo que se encontrava em França como capelão militar voluntário junto do Corpo Expedicionário Português, onde lhe fala da «aventura monárquica» que foi a Restauração da Monarquia do Norte, relatando que «apenas os Ribas deram uns tiros de penedo, lá para a Cotaleira», para festejar a restauração, e acrescenta «que neste País não torna a haver sossego, nem com republicanos, nem com monárquicos ... Que maldição cairia sobre nós?! […] porque neste País não se pode viver!».

 

Julho de 1919 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, regressou de França, onde esteve como capelão militar voluntário do Corpo Expedicionário Português.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 19:57
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Sábado, 15 de Abril de 2006

Padornelo, na Vida e Obra do Abade Casimiro Rodrigues de Sá - VI

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13 de Setembro de 1913 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, publica o artigo “Contas Pública – VII”, na página 1 da edição n.º 488 do jornal A VOZ DE COURA.

 

7 de Janeiro de 1914 – Alberto Rodrigues de Sá, irmão do abade Casimiro Rodrigues de Sá, tomou posse como vogal da Comissão Executiva da Câmara Municipal de Paredes de Coura.

 

10 de Fevereiro de 1914 Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, discursa na Câmara de Deputados na cerimónia de apresentação do dr. Bernardino Machado como presidente do Conselho de Ministros do VI Governo da República, onde se refere à Lei da Separação da Igreja do Estado como: «o que realmente é: escravização e latrocínio, que são as superiores disposições da lei que a fez». E acrescenta que em presença do novo Governo do Partido Democrático, «um dever elementar se impõe às oposições: fazer-lhe guerra implacável, mas leal, não ter para com ele nenhuma intransigência, manifestar-lhe pela acção que é impossível ter com ele a mais leve sombra de compatibilidade».

 

21 de Fevereiro de 1914 O jornal A VOZ DE COURA transcreve nas páginas 1 e 2 da edição n.º 502 o discurso que o padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, proferiu na Câmara de Deputados na cerimónia de posse do dr. Bernardino Machado como presidente do Conselho de Ministros do VI Governo da República.

 

7 de Março de 1914 – O jornal A VOZ DE COURA transcreve nas páginas 1 e 2 da edição n.º 504 o discurso que o padre Casimiro Rodrigues de Sá fez na Câmara de Deputados em defesa dos municípios que o poder central tenta prejudicar, usurpando-lhes as regalias e limitando a soberania do poder local.

 

14 de Março de 1914 – O jornal A VOZ DE COURA transcreve na página 1 da edição n.º 505, a segunda parte do discurso que o padre Casimiro Rodrigues de Sá fez na Câmara de Deputados em defesa dos municípios e da soberania do poder local.

 

21 de Março de 1914 – O jornal A VOZ DE COURA transcreve na página 1 da edição n.º 506, a terceira parte do discurso que o padre Casimiro Rodrigues de Sá fez na Câmara de Deputados em defesa dos municípios e da soberania do poder local.

 

29 de Junho de 1914 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, e deputado da Nação, votou contra a Lei da Separação da Igreja do Estado durante a discussão  na generalidade e votação ocorrida na Câmara dos Deputados.

 

1 de Julho de 1914 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, deputado da Nação, partiu de Lisboa com destino a Padornelo, por nos termos da Constituição o Parlamento ter encerrado para férias.

 

6 de Agosto de 1914 – Reverendo Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, em viagem para Lisboa, onde ia assu­mir funções parlamentares, ao desembarcar em Campanhã, Porto, foi-lhe roubada a carteira com 140$000 réis.

 

7 de Agosto de 1914 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo e deputado da Nação, assistiu na sessão extraordinária do Congresso da República, à declaração governamental proferida pelo dr. Bernardino Machado, presidente do Ministério, sobre a posição de Portugal face à 1.ª Grande Guerra que tinha acabado de eclodir.

 

23 de Novembro de 1914 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, assistiu no Congresso da República como deputado da Nação à declaração do dr. Bernardino Machado, presidente do Ministério, sobre a intervenção militar de Portugal no conflito da 1.ª Grande Guerra e da cooperação militar com a Inglaterra.

 

5 de Outubro de 1914 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo e deputado da Nação, oficiou o Ministério da Guerra sobre o seu desejo de acompanhar os soldados portugueses que partem para a guerra em França e ali prestar serviço nas ambulâncias e socorro religioso.

 

4 de Dezembro de 1914 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo e deputado da Nação, votou a moção anti-governamental contra o Governo do dr. Bernardino Machado, aprovada na Câmara dos Deputados por 77 votos contra 10, que deu origem à demissão colectiva do gabinete ministerial.

 

12 de Janeiro de 1915 – Alberto Rodrigues de Sá, irmão do abade Casimiro Rodrigues de Sá, foi eleito 2.º secretário do Senado Municipal da Câmara Municipal de Paredes de Coura.

 

Março de 1915 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, foi eleito vogal substituto da Junta Central directiva do Partido Republicano Evolucionista, durante o II Congresso.

 

15 de Março de 1915 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, escreve o artigo “A Questão do Milho”, mais tarde publicado no jornal A VOZ DE COURA.

 

29 de Maio de 1915 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo e deputado da Nação, votou no dr. Teófilo Braga para a eleição do Presidente da República, em sessão solene realizada no Parlamento, candidato vencedor por maioria absoluta.

 

13 de Junho de 1915 – Foram eleitos deputados da Nação o padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo, e o dr. Francisco do Livramento Gonçalves Brandão, de Formariz, professor do Liceu Central de Évora, pelo círculo eleitoral de Ponte de Lima, ambos nas listas do Partido Republicano Evolucionista.

 

6 de Agosto de 1915 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo e deputado da Nação, votou no coronel António Correia Barreto, candidato derrotado para a eleição do Presidente da República, em sessão solene realizada no Congresso da República, sendo eleito o dr. Bernardino Machado.

 

3 de Janeiro de 1916 – Alberto Rodrigues de Sá, irmão do abade Casimiro Rodrigues de Sá, foi eleito 2.º secretário do Senado Municipal da Câmara Municipal de Paredes de Coura.

 

4 de Março de 1916 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo e deputado, chegou a Paredes de Coura vindo de Lisboa para passar as férias de Carnaval.

 

20 de Outubro de 1916 – Apresentação pública da lista conjunta à Câmara Municipal de Paredes de Coura às próximas eleições de 5 de Novembro, composta pelos seguintes elementos: dr. António Cândido Nogueira, Amaro de Castro e Antas, António José Fernandes, padre Bruno Joaquim da Cunha, abade Casimiro Rodrigues de Sá, Domingos José Rodrigues da Silva “Vinha”, Constantino Barbosa, Francisco António de Castro, José Joaquim da Cunha, José de Oliveira Ribeiro, Gaspar Manuel de Barros e José Guilherme Gomes.

 

Bernardino Machado
Bernardino Machado, Presidente do Governo e Ministro do Interior em 1914, quando o abade Casimiro Rodrigues de Sá era deputado da Nação. [Desenho de Jofre de Lima Monteiro Alves].

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 14:31
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Sexta-feira, 14 de Abril de 2006

Padornelo, na Vida e Obra do Abade Casimiro Rodrigues de Sá - V

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29 de Dezembro de 1911 – Por proposta do cónego dr. Bernardo Chouzal foi decidido telegrafar ao senado dr. Narciso Cândido Alves da Cunha e ao padre Casimiro Rodrigues de Sá, «deputado abade de Padornelo, para empregarem todos os seus esforços em benefício» da Confraria do Espírito Santo, «que conta 75 mil irmãos», por causa da Lei da Separação do Estado da Igreja, «que concorrerá para a decadência da confraria».

 

Janeiro de 1912 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, apresenta na Câmara dos Deputados uma representação de mais de 80 confrarias e uma petição da Confraria do Espírito Santo, «que conta mais de setenta mil irmãos», onde solicita que seja suspensa ou modificada as disposições da Lei da Separação da Igreja dos Estado que determina que as confrarias e as misericórdias devem ceder dois terços das suas receitas brutas para beneficência e instrução, o que deu azo a «um incidente de forma indelicada e quase agressiva», por parte do ministro Afonso Costa.

 

11 de Janeiro de 1912 – Alberto Rodrigues de Sá, irmão do abade Casimiro Rodrigues de Sá, tomou posse como vereador da Câmara Municipal de Paredes de Coura, durante o mandato do presidente José do Espírito Santo da Cunha.

 

24 de Fevereiro de 1912 – Fundação oficial do Partido Republicano Evolucionista, contando-se entre os seus fundadores nacionais o dr. António José de Almeida e o padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo e deputado da Nação.

 

14 de Abril de 1912 Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, oficiou a Câmara Municipal de Paredes de Coura, que «deixou de exercer as funções do seu cargo» de administrador do concelho de Paredes de Coura por partir para Lisboa no exercício do desempenho das suas actividades de deputado da Nação.

 

9 de Maio de 1912 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, discursa na Câmara dos Deputados do Congresso da República a propósito da Lei da Separação da Igreja do Estado.

 

18 de Maio de 1912 – O jornal A VOZ DE COURA transcreve o discurso proferido no Congresso da República pelo padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo e deputado da Nação, a propósito da Lei da Separação da Igreja do Estado: «O nosso País continua a ser a terra clássica da legislação superabundante até ao excesso, dos processos dilatórios e das arbitrariedades governativas … E daí vir a lei cheia de defeitos, de disposições impraticáveis e de prescrições que por toda a parte suscitam descontentamentos legítimos e indignações justas».

 

24 de Agosto de 1912 – O jornal A VOZ DE COURA transcreve na página 1 da edição n.º 433 o discurso que o padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, fez a 9 de Maio de 1912 na Câmara dos Deputados a propósito da Lei da Separação da Igreja do Estado.

 

31 de Agosto de 1912 – O jornal A VOZ DE COURA transcreve na página 1 da edição n.º 434, a segunda parte do discurso que o padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, fez a 9 de Maio de 1912 na Câmara dos Deputados a propósito da Lei da Separação da Igreja do Estado.

 

10 de Novembro de 1912 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, suspendeu as funções de administrador do concelho para partir para Lisboa, onde vai tomar assento como deputado da Nação.

 

8 de Janeiro de 1913 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá proferiu na Câmara dos Deputados, Lisboa, um discurso onde «combate energicamente» o projecto de lei da contribuição do registo predial, por «em seu entender, vir aumentar as contribuições públicas», que classifica como «tentativa de aumento dos impostos» e «um propósito lamentável de combate e guerra aos proprietários e à propriedade».

 

18 de Janeiro de 1913 – O jornal A VOZ DE COURA, n.º 454, página 2, transcreve o discurso que o padre Casimiro Rodrigues de Sá proferiu na Câmara dos Deputados, acerca do projecto de lei da contribuição do registo predial, acrescentado que «pelas suas palavras se depreende claramente o quanto o reverendo abade de Padornelo é amigo do povo. É um testemunho eloquente da sua dedicação pelo povo».

 

18 de Março de 1913 Dr. António José de Almeida, fundador e presidente do Partido Republicano Evolucionista, chegou a Paredes de Coura na companhia do padre dr. Rodrigo Fontinha e de António Granjo, sendo recebido na casa de Francisco Bento de Sá, onde foi agraciado com um almoço, e com um discurso de boas-vindas do padre Casimiro Rodrigues de Sá.

 

12 de Julho de 1913 – O jornal A VOZ DE COURA transcreve o discurso que o padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, fez na Câmara de Deputados do Congresso da República em resposta ao dr. Afonso Costa, acerca do estado financeiro da Nação.

 

8 de Agosto de 1913 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, participa em Lisboa no 1.º Congresso do Partido Republicano Evolucionista, onde foi eleito vogal substituto da Junta Central di­rectiva do referido partido.

 

11 de Agosto de 1913 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá escreve em Padornelo o artigo “Contas Públicas – III”, mais tarde publicado no jornal A VOZ DE COURA.

 

16 de Agosto de 1913 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, pública o artigo “Contas Públicas – III”, na página 1 da edição n.º 484 do jornal A VOZ DE COURA.

 

19 de Agosto de 1913 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá escreve em Padornelo o artigo “Contas Públicas – IV”, mais tarde publicado no jornal A VOZ DE COURA.

 

21 de Agosto de 1913 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, pediu à Câmara Municipal diver­sas certidões para fins eleitorais.

 

23 de Agosto de 1913 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, pública o artigo “Contas Públicas – IV”, na página 1 da edição n.º 485 do jornal A VOZ DE COURA.

 

28 de Agosto de 1913 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá escreve o artigo “Contas Pública – V”, datado de Padornelo.

 

30 de Agosto de 1913 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, publica o artigo “Contas Pública – V”, na página 1 da edição n.º 486 do jornal A VOZ DE COURA.

 

9 de Setembro de 1913 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, escreve em Padornelo artigo “Contas Pública – VII”, mais tarde publicado no jornal A VOZ DE COURA.

 


António José de Almeida (1866+1929), fundador e presidente do Partido Republicano Evolucionista em 1912, conjuntamente com o abade Casimiro Rodrigues de Sá. [Desenho de Jofre de Lima Monteiro Alves].

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 02:47
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Quinta-feira, 13 de Abril de 2006

Padornelo, na Vida e Obra do Abade Casimiro Rodrigues de Sá - IV

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22 de Abril de 1911 – Alberto Rodrigues de Sá, irmão do abade Casimiro Rodrigues de Sá, foi nomeado vereador da Câmara Municipal de Paredes de Coura, por alvará do Governo Civil do Distrito de Viana do Castelo.

 

28 de Maio de 1911 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, foi eleito deputado da Nação à Assembleia Nacional Constituinte pelo círculo eleitoral n.º 1 de Viana do Castelo, integrado nas listas do Partido Republicano Português.

 

3 de Junho de 1911 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo e deputado eleito da Nação, e os párocos das freguesias de Bico, Castanheira, Cunha, Ferreira, Linhares, Mozelos, Resende e Romarigães, reunidos por motivo das festas do Espírito Santo, na sede do concelho, aprovam um voto de protesto contra a Lei da Separação da Igreja do Estado, «deprimente para o clero, e opressora da liberdade da Igreja», recusando as pensões estabelecidas para os sacerdotes, ao mesmo tempo que afirmam «bem alto, o seu amor pátrio ao qual tudo sacrificarão, menos o dever, a Fé e a Honra que a Pátria jamais lhes poderá exigir se quiser viver e ser grande».

 

11 de Junho de 1911 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, recente­mente eleito deputado da Nação, comunicou à Câmara Municipal de Paredes de Coura que vai partir para Lisboa a fim de assumir as suas funções par­lamentares.

 

13 de Junho de 1911 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, administrador do concelho e deputado eleito da Nação, partiu para Lisboa a fim de assumir as funções parla­mentares, e fixou residência no Largo Camões, n.º 22, 4.º andar.

 

15 de Junho de 1911 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá tomou posse em Lisboa como deputado da Nação à Assembleia Nacional Constituinte, perante a Junta Preparatória da Assembleia.

 

19 de Junho de 1911 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá participou na cerimónia da sessão solene inaugural dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte.

 

27 de Junho de 1911 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, participou na Assembleia Nacional Constituinte na discussão da Lei Especial das Incompatibilidades Parlamentares.

 

30 de Junho de 1911 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, discursa na Assembleia Nacional Constituinte acerca do projecto de emenda das autorizações administrativas e da atribuição de subsídios aos deputados, propondo um aditamento ao artigo n.º 2 do projecto de Lei dos Subsídios aos Deputados, o qual foi aprovado.

 

3 de Julho de 1911 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, vota vencido contra o projecto de promoção do segundo-tenente António Machado dos Santos ao posto de capitão-de-mar-e-guerra, por discordar do quantitativo da pensão vitalícia a atribuir ao deputado e herói do 5 de Outubro de 1910, a qual foi aprovada por 149 votos contra 14.

 

6 de Julho de 1911 – Alberto Rodrigues de Sá, irmão do abade Casimiro Rodrigues de Sá, tomou posse como vereador da Câmara Municipal de Paredes de Coura.

 

17 de Julho de 1911 – Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo e deputado da Nação, apresentou um requerimento ao Ministério da Justiça para saber das substituições operadas na Administração Pública desde o dia 5 de Outubro, qual o motivo das vagas e da legalidade do preenchimento dessas vagas por novos funcionários.

 

17 de Julho de 1911 – Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo e deputado da Nação, apresentou um requerimento ao Ministério da Justiça acerca do fundamento da exoneração de António Ferreira Soares, professor do Liceu de Viana do Castelo.

 

17 de Julho de 1911 – Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo e deputado da Nação, apresentou um requerimento para ser informado acerca dos automóveis pertencentes ao Estado e à antiga Casa Real e da sua utilização e gastos.

 

10 de Agosto de 1911 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo e deputado da Nação, apresenta na Assembleia Nacional Constituinte o projecto para conclusão da estrada de Insalde a Taias, Monção, por proposta das Câmaras de Paredes de Coura e Monção.

 

17 de Agosto de 1911 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, discursa na Assembleia Nacional Constituinte a propósito da Lei da Separação da Igreja do Estado, ocorrendo um acidente lamentável entre o orador e o dr. Afonso Costa, quando o ministro profere umas palavras menos atenciosas para com o deputado Casimiro Rodrigues de Sá, por este ter afirmado, conforme a transcrição da acta: «o ilustre reverendo continuando o seu magnífico discurso declara que diz bem alto ali na Câmara, para que todos o ouçam, que a Lei da Separação é má e bem má». Devido a este incidente, «na sala formam-se alguns grupos que comentam o caso, uns contra, outros a favor do reverendo Sá, o que provoca uma discussão acalorada, pondo-se de pé muitos deputados que gritam e gesticulam».

 

21 de Agosto de 1911 – Foi promulgada por unanimidade pela Assembleia Nacional Constituinte a Constituição Política da República Portuguesa, contando-se o padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo e deputado da Nação, entre os votantes.

 

24 de Agosto de 1911 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo e deputado da Nação, votou no dr. Manuel de Arriaga para a eleição do Presidente da República, em sessão solene realizada na Assembleia Nacional Constituinte, candidato vencedor apoiado pelo Bloco Republicano formado pelos apoiantes de Brito Camacho e António José de Almeida, contra o dr. Bernardino Machado, que era o candidato derrotado do Grupo Parlamentar Republicano Democrático, apoiado pelos partidários de Afonso Costa.

 

25 de Agosto de 1911 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, foi designado pelos seus pares para pertencer à Câmara dos Deputados, depois da dissolução e desmembramento da Assembleia Nacional Constituinte em duas Câmaras Legislativas, o Senado da República e a Câmara dos Deputados.

 

1 de Outubro de 1911 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, reassumiu as funções de administrador do concelho de Paredes de Coura.


Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, deputado da Nação.

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Terça-feira, 11 de Abril de 2006

Padornelo, na Vida e Obra do Abade Casimiro Rodrigues de Sá - III

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8 de Outubro de 1910 – Devido aos cargos que ocupavam o dr. João Luís Afonso Viana, médico municipal, e Júlio de Lemos, secretário municipal, por serem incompatíveis com as funções de vereadores, foi nomeada uma nova Comissão Municipal Republicana Administradora da Câmara Municipal da Paredes de Coura: presidente abade Casimiro Rodrigues de Sá; vice-presidente padre José António da Silva Pinheiral”; vogais João Bento de Araújo Guimarães, Manuel José Dantas e José do Espírito Santo da Cunha; vogais substitutos Manuel António Barreiros de Sá, Augusto Rodrigues Nogueira, Eduardo Pereira Bacelar, Henrique Correia de Figueiredo e José Augusto Pontes.

 

10 de Outubro de 1910 – Padre Manuel Bacelar, vice-presidente cessante da Câmara Municipal, deu posse à nova vereação da Comissão Municipal Republicana Administradora da Câmara Municipal de Paredes de Coura durante o auto de repetição e rectificação da posse anterior, sendo empossados: presidente abade Casimiro Rodrigues de Sá; vice-presidente padre José António da Silva “Pinheiral”; vogais João Bento de Araújo Guimarães, Manuel José Dantas e José do Espírito Santo da Cunha; vogais substitutos Augusto Rodrigues Nogueira, Eduardo Pereira Bacelar, Henrique Correia de Figueiredo, Manuel António Barreiros de Sá e José Augusto Pontes.

 

10 de Outubro de 1910 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, presidente da Comissão Municipal Republicana Administradora da Câmara Municipal de Paredes de Coura, propôs um voto de louvor à vereação cessante e deposta, «reconhecendo que a administração dos negócios municipais feita pela edilidade da presidência do doutor Narciso Cândido Alves da Cunha fora verdadeiramente modelar», e que tinha um saldo de 478$063 réis depositados nos cofres municipais, sendo aprovado por aclamação.

 

12 de Outubro de 1910 – Foram removidos para novo jazigo os restos mortais do Conselheiro Miguel Dantas, com grande cortejo cívico de romagem desde os Paços do Concelho até ao cemitério de Formariz, missa de réquiem rezada em Formariz pelos padres Artur José Rodrigues Durães, abade António Luís da Cunha Coutinho, e abade de Infesta, e discursos no cemitério pelo abade Casimiro Rodrigues de Sá e Domingos Gusmão da Cunha Ribas.

 

13 de Outubro de 1910 – A Comissão Republicana Administradora da Câmara Municipal de Paredes de Coura deliberou mudar a designação do Largo do Conselheiro João Franco para Largo de 5 de Outubro.

 

15 de Outubro de 1910 – Abade Casimiro Rodrigues de Sá e o padre José António da Silva “Pinheiral” são alvo duma homenagem pública em Paredes de Coura, com discursos de Júlio de Lemos, monsenhor Bernardo Chouzal, eng.º Miguel Machado, Francisco do Livramento Gonçalves Brandão e do abade homenageado.

 

20 de Outubro de 1910 – Por ordem superior a presidência da Câmara Municipal de Paredes de Coura foi assumida pelo vice-presidente padre José António da Silva “Pinheiral”, em virtude do presidente padre Casimiro Rodrigues de Sá estar com a vara de administrador do concelho.

 

20 de Outubro de 1910 – Manuel António Barreiros de Sá, vogal substituto da Comissão Republicana Administradora da Câmara Municipal de Paredes de Coura, foi chamado ao serviço activo como vereador municipal para suprir a vaga do abade Casimiro Rodrigues de Sá.

 

27 de Outubro de 1910 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, administrador do concelho, partiu para Lisboa em visita oficial.

 

3 de Novembro de 1910 – Padre José António da Silva “Pinheiral”, vice-presidente, assumiu as funções de presidente em exercício da Comissão Municipal Republicana Administradora da Câmara Municipal de Paredes de Coura, devido ao impedimento legal do abade Casimiro Rodrigues de Sá, que estava com a vara de administrador do concelho.

 

Novembro de 1910 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, administrador do concelho e presidente da Câmara Municipal, Padre José António da Silva “Pinheiral”, vice-presidente da autarquia, dr. João Luís Afonso Viana, vice-presidente do Centro de Paredes de Coura do Partido Republicano Português, e os vereadores João Bento de Araújo Guimarães, José do Espírito Santo da Cunha, Manuel José Dantas e Manuel António Barreiros de Sá, foram a Viana do Castelo participar no jantar de homenagem ao Ministro da Guerra do Governo Provisório da República.

 

14 de Janeiro de 1911 – Padre José António da Silva “Pinheiral”, tomou posse como secretário interino da Câmara Municipal de Paredes de Coura, perante o vice-presidente José do Espírito Santo da Cunha, e do administrador do concelho padre Casimiro Rodrigues de Sá.

 

27 de Fevereiro de 1911 – Eleita a nova Comissão Republicana Municipal de Paredes de Coura do Partido Republicano Português: presidente padre Casimiro Rodrigues de Sá, padre José António da Silva “Pinheiral”, Augusto Rodrigues Nogueira, José Avelino Pedreira Bacelar e Áureo Augusto de Sousa Carvalho, como vogais efectivos; João Bento de Araújo Guimarães, Manuel José Dantas, José Joaquim Rodrigues Lages, José Augusto Pontes e Manuel António Barreiros de Sá, como vogais substitutos.

 

27 de Fevereiro de 1911 – Dr. João Luís Afonso Viana apresentou um voto de protesto e declaração de nulidade contra a eleição da nova Comissão Republicana Municipal de Paredes de Coura do Partido Republicano Português, sendo derrotado com 11 votos contra e 2 votos a favor.

 

27 de Março de 1911 – Zerzelina Rodrigues, lavradeira e proprietária, filha natural de Maria Madalena Rodrigues, faleceu na freguesia de Padornelo; era irmã de António Plácido Rodrigues, tia paterna do abade Casimiro Rodrigues de Sá, e casada com Camilo Venâncio Rodrigues.

 

10 de Fevereiro de 1911 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá publica o artigo “Classes Inactivas” na página 1 da edição n.º 87 do jornal O INTRANSIGENTE : Diário Republicano Radical, de Lisboa, do qual o tenente António Machado dos Santos era fundador, proprietário, director, editor e redactor.

 

1 de Abril de 1911 – Alberto Rodrigues de Sá, proprietário, de Parada, tomou posse como encarregado do Posto n.º 2 da Conservatória do Registo Civil de Paredes de Coura, situado na freguesia de Parada; era irmão do padre Casimiro Rodrigues de Sá.

 

20 de Abril de 1911 – Reverendo padre Casimiro Rodrigues de Sá, administrador do concelho, solicitou em sessão da Câmara Municipal de Paredes de Coura que fosse criado outro partido médico municipal, na medida em que o benemérito José Narciso Monteiro, de Padornelo, daria a quantia de 100$000 réis cada ano para as despesas até que essa quantia entrasse no orçamento ordinário da autarquia, alegando que seria de alta importância e grande utilidade para o concelho e sua população a existência de 2 médicos em Paredes de Coura. A proposta foi rejeitada com votos a favor de José do Espírito Santo da Cunha e de Manuel José Dantas, e votos contra dos vereadores João Bento de Araújo Guimarães, Augusto Rodrigues Nogueira e Manuel Barreiros de Sá.

 

José Narciso Monteiro
José Narciso Monteiro, correligionário e amigo pessoal do Padre Casimiro Rodrigues de Sá, Abade de Padornelo.

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 05:04
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Domingo, 9 de Abril de 2006

Padornelo, na Vida e Obra do Abade Casimiro Rodrigues de Sá - II

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1 de Julho de 1906 – Em Padornelo teve lugar a festividade em honra de Nossa Senhora das Angústias «que foi grandemente concorrida», integralmente paga pelo bondoso benemérito José Narciso Monteiro, tendo pregado o sermão o abade Casimiro Rodrigues de Sá.

 

19 de Agosto de 1906 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, foi candidato a deputado às eleições legislativas pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo na lista do Partido Republicano Português, obtendo 93 votos em Paredes de Coura, não sendo eleito.

 

25 de Novembro de 1906 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, foi concelebrante da missa de réquiem rezada no cemitério municipal de Paredes de Coura durante o funeral de João de Sousa Lobo, director e redactor do jornal A VOZ DE COURA, celebrada pelo padre dr. Júlio César Gomes Barbosa, servindo de ministros assistentes o reverendo José Bento Ribeiro, abade da vila de Paredes de Coura, e os padres Alfredo José da Silva Machado, José António da Silva “Pinheiral” e Arnaldo Pereira de Azevedo.

 

5 de Junho de 1907 – Abade Casimiro Rodrigues de Sá escreve em Padornelo o artigo “Gratidão e Saudade”, em memória do Conselheiro Miguel Dantas, para ser publicado na edição especial evocativa do jornal A VOZ DE COURA.

 

8 de Junho de 1907 – Edição especial do jornal A VOZ DE COURA dedicado ao “Conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira, no 2.º Aniversário da Sua Morte – Homenagem do Atheneu Popular”, com artigos do capitão Pinto da Mota, professora D. Maria Cândida Lopes Castelo e Cunha, abade Casimiro Rodrigues de Sá, padre dr. Narciso Cândido Alves da Cunha, padre Manuel José Pereira, padre José António da Silva “Pinheiral”, abade Casimiro José Rodrigues Barbosa, Manuel Augusto Pereira Gomes, professor Manuel José Pereira, professor Adolfo Marinho e Henrique Correia de Figueiredo.

 

28 de Julho de 1907 – Manifesto de apoteose e homenagem a Bernardino Machado procla­mado pela Comissão Republicana Municipal de Paredes de Coura do Partido Republicano Português, composta pelo abade Casimiro Rodrigues de Sá, padre José da Silva “Pinhei­ral”, padre Manuel Joaquim de Figueiredo, João Bento de Araújo Guimarães e Henrique Correia de Figueiredo, “o Latas”.

 

Janeiro de 1908 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá foi empossado pela terceira vez como presidente da Junta de Paróquia de Padornelo, da qual faziam parte, ainda, António Manuel Dantas e Severino António de Sá.

 

12 de Janeiro de 1908 – Padre Clemente Lourenço Pereira, de Insalde, filho de António Bento Lourenço e de Maria Engrácia Pereira, rezou a sua Missa Nova na capela de S. Pedro de Meca, Insalde, assistido pelo reverendo António José da Cunha, padre Francisco Manuel Lourenço Barreiro, e padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo.

 

11 de Fevereiro de 1908 Alexandre Fernandes, lavrador, viúvo de Clara Joaquina de Sá, sogro de António Plácido Rodrigues e avô do abade Casimiro Rodrigues de Sá, faleceu no lugar de Parada, freguesia de Parada.

 

6 de Junho de 1909 – Eleição da Comissão Republicana Municipal de Paredes de Coura do Partido Republicano Português composta pelos seguintes elementos: presidente padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo; vice-presidente dr. João Luís Afonso Viana, médico municipal; secretário Júlio de Lemos, secretário municipal; vogais efectivos João Bento de Araújo Guimarães, proprietário, e José do Espírito Santo da Cunha, solicitador; vogais suplentes António José da Silva, Custódio José de Abreu, Do­mingos Pereira Lixa, José Augusto Pontes e José Joaquim Rodrigues Lages.

 

4 de Setembro de 1909 – A Junta de Paróquia de Padornelo, consultada a propósito da peti­ção de António José da Cunha Ribas, que pediu licença para construir um moinho no sítio do Topo, lugar dos Tojais, informou «não resultar nenhum prejuízo para Junta». Assinam o parecer da Junta de Paróquia de Padornelo o abade Casimiro Rodrigues de Sá, António Manuel Dantas e Severino António de Sá.

 

7 de Agosto de 1910 – Abade Casimiro Rodrigues de Sá escreve em Padornelo o artigo “A Correr”, a propósito dos Combates da Travanca, para ser publicado na edição especial comemorativa do jornal A VOZ DE COURA.

 

10 de Agosto de 1910 – O jornal A VOZ DE COURA organiza e publica o número especial comemorativo dos Combates da Travanca, com artigos do abade Casimiro Rodrigues de Sá, tenente-coronel Manuel José da Cunha Brandão, Costa Guimarães, dr. João Luís Afonso Viana, abade Silvino Prado de Sousa, padre Manuel José Pereira, Álvaro de Aguiã, abade Barros de Lima e Júlio de Le­mos.

 

28 de Agosto de 1910 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá foi candidato não eleito a deputado às Cortes, pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo, nas listas do Partido Republicano Português, alcançando somente 7 votos em Paredes de Coura.

 

6 de Outubro de 1910 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, dr. João Luís Afonso Viana, engenheiro Miguel Dantas Machado e Júlio de Lemos deslocam-se de tarde a Viana do Castelo, a fim de confirmar a notícia da implantação da República, sendo recebidos pelo indigitado Governador Civil do Distrito e dele receberam as instruções para a proclamação da República no concelho de Paredes de Coura.

 

7 de Outubro de 1910 – Proclamada a República em Paredes de Coura com discursos do padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, de Júlio de Lemos, secretário municipal, e dr. António Luís Machado Guimarães, sendo içada a bandeira vermelha e verde, e sem o «menor acto de hostilidade» contra as novas instituições.

 

7 de Outubro de 1910 – Empossada a nova vereação republicana na presença do presidente cessante dr. Narciso Cândido Alves da Cunha, com a seguinte composição: presidente abade Casimiro Rodrigues de Sá; vice-presidente dr. João Luís Afonso Viana; vogais efectivos João Bento de Araújo Guimarães, Júlio de Lemos e José do Espírito Santo da Cunha; vogais substitutos padre José António da Silva “Pinheiral”, Augusto Rodrigues Nogueira, Manuel José Dantas, Henrique Correia de Figueiredo, Eduardo Pereira Bacelar, José Augusto Pontes e José Joaquim Rodrigues Lages.

 

8 de Outubro de 1910 – Repetiu-se o acto de proclamação da República em Paredes de Coura «perante cerca de 2.000 pessoas postadas defronte do edifício dos Paços do Concelho», «falando das janelas da sala das sessões municipais» o abade Casimiro Rodrigues de Sá, Júlio de Lemos, engenheiro Miguel Luís Machado Guimarães e padre dr. Narciso Cândido Alves da Cunha, presidente cessante que aderiu ao novo regime.

Padre Casimiro Rodrigues de Sá
Padre Casimiro Rodrigues de Sá em 1894.
publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 18:01
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Sábado, 8 de Abril de 2006

Padornelo, na Vida e Obra do Abade Casimiro Rodrigues de Sá - I

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1847 – António Plácido Rodrigues, filho natural de Maria Madalena Rodrigues, solteira, lavradeira e tecedeira, nasceu na freguesia de Padornelo; foi pai do abade Casimiro Rodrigues de Sá.

 

5 de Janeiro de 1871 – António Plácido Rodrigues, natural de Padornelo, filho de Maria Madalena Rodrigues, solteira, lavradeira e tecedeira, casou na igreja paroquial de S. Paio de Mozelos com Rosa Clara Fernandes de Sá, natural de Parada, filha de Alexandre Fernandes e de Clara Joaquina de Sá; foram os pais do padre Casimiro Rodrigues de Sá.

 

24 de Abril de 1873 – Casimiro Rodrigues de Sá, filho de António Plácido Rodrigues, natural de Padornelo, e de Rosa Clara de Sá, de Parada, lavradores, nasceu na freguesia de Parada, pelas onze horas da manhã; futuro abade de Padornelo, jornalista, presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura, administrador do concelho de Paredes de Coura, deputado da Nação e Governador Civil do Distrito de Viana do Castelo.

 

2 de Julho de 1899 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, pároco interino de Parada, pregou o sermão na festividade em honra de Nossa Senhora das Angústias, freguesia de Padornelo.

 

12 de Agosto de 1900 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, pároco encomendado de Parada, pregou o sermão na festividade em honra do Santíssimo, na freguesia de Padornelo.

 

Setembro de 1900 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, pároco encomendado da igreja matriz de S. Pedro Fins de Parada, concorreu ao concurso de provimento para nomeação de pároco colado da igreja matriz de Santa Marinha de Padornelo.

 

24 de Dezembro de 1901 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, mercê da nomeação de abade colado da igreja matriz de Santa Marinha de Padornelo, por decreto do Rei D. Carlos.

 

25 de Janeiro de 1902 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, mercê da nomeação de abade da igreja matriz de Santa Marinha de Padornelo, por carta do Rei D. Carlos.

 

25 de Janeiro de 1902 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá foi autorizado a pagar em 48 prestações os 116$040 réis de direitos de mercê e imposto de selo para provimento como abade colado da igreja matriz de Santa Marinha de Padornelo, por despacho de Artur Alberto de Campos Henriques, Ministro da Justiça.

 

Fevereiro de 1902 – Abade Casimiro Rodrigues de Sá tomou posse como presidente da Junta de Paróquia de Padornelo, antiga designação da Junta de Freguesia; João Joaquim Ribeiro e António José da Silva eram os restantes elementos que faziam parte da junta.

 

16 de Novembro de 1903 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, e o padre Manuel José Pereira, de Padornelo, iniciam uma volta a pé pelo distrito, passando por Vila Nova de Cerveira, Caminha, Vila Praia de Âncora, Viana do Castelo; Ponte de Lima, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Monção, Valença do Minho e Paredes de Coura, sendo acompanhados em carro por Manuel Bento Dantas, de Padornelo.

 

16 de Outubro de 1904 – Conselheiro Miguel Dantas faz a sua última tentativa para reconquistar o município, apresentando a lista da sua candidatura pelo Partido Regenerador ao escrutínio de No­vembro, composta dos seguintes elementos: Conselheiro Miguel Dantas, abade Casimiro José Rodrigues Barbosa, António José Barbosa, abade Casimiro Rodrigues de Sá, Augusto Rodrigues Nogueira, como efectivos, e Tomás Joaquim Alves, padre António Luís da Cunha Coutinho, Narciso José Neves, Francisco José Gomes Brandão e António José da Cunha Poço, como substitutos.

 

6 de Novembro de 1904 – A lista comum do Partido Regenerador Liberal (Franquista) e do Partido Progressista, liderada pelo dr. António Cândido Nogueira, venceu as eleições para a presidência da Câmara Municipal de Paredes de Coura, derrotando o Conselheiro Miguel Dantas, candidato do Partido Regenerador, em cuja lista aparecia o abade Casimiro Rodrigues de Sá como candidato a vereador, não sendo eleito.

 

15 de Novembro de 1904 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, filho de António Plácido Rodrigues e de Clara Rosa de Sá, foi admitido como irmão da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Paredes de Coura.

 

20 de Novembro de 1904 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, tomou posse como irmão n.º 101 da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Paredes de Coura, perante o Conselheiro Miguel Dantas, provedor da Mesa Administrativa da Irmandade da Misericórdia.

 

Janeiro de 1905 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá tomou posse pela segunda vez como presidente da Junta de Paróquia de Padornelo.

 

15 de Fevereiro de 1906 – Publicação do “Número de Homenagem à Memória do Dr. Albano Barreiros no 20.º Aniversário da Sua Morte (Homenagem do Atheneu Popular e da Redacção da Voz de Coura)”, inserido na edição n.º 123 do jornal A VOZ DE COURA, com artigos do padre dr. Narciso Cândido Alves da Cunha, padre José António da Silva “Pinheiral”, major Manuel José da Cunha Brandão, padre dr. Júlio César Gomes Barbosa, abade Casimiro Rodrigues de Sá, João de Sousa Lobo, dr. Bernardo Chouzal, Júlio de Lemos, Henrique Correia de Figueiredo, padre Manuel José Pereira, professor Adolfo Marinho, etc.

 

Março de 1906 – Maria Madalena Rodrigues, lavradeira, solteira, natural de Padornelo, faleceu na freguesia de Padornelo; era avó paterna do abade Casimiro Rodrigues de Sá.

 

Março de 1906 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, fez a sua declaração de fé republicana e de adesão aos princípios políticos do Partido Republicano Português.

 

20 de Março de 1906 – Primeira reunião preparatória de fundação da Comis­são Republi­cana Municipal de Paredes de Coura do Partido Republicano Português com a presença do padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, padre Manuel Joaquim de Figueiredo, presbítero, padre José António da Silva “Pinheiral”, professor do ensino primário particular, e Henrique Correia de Figueiredo, funileiro.

 

30 de Maio de 1906 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, escreve no jornal VOZ PÚBLICA um novo manifesto de adesão aos ideais republicanos, onde declara: «eu sou republicano e, bem publicamente o declaro, só nesta fé política tenciono morrer».

 

20 de Junho de 1906 – Padre Casimiro Rodrigues de Sá, abade de Padornelo, padre José António da Silva “Pinheiral”, padre Manuel Joaquim de Figueiredo, João Bento de Araújo Guimarães, proprietário, e Henrique Correia de Figueiredo, operário, elaboram e dirigem um Ma­nifesto Político ao Povo de Coura, que assinala o nascimento da Comis­são Republi­cana Municipal de Paredes de Coura do Partido Republicano Português.

                                                                                                                                     

Padre Casimiro Rodrigues de Sá
Padre Casimiro Rodrigues de Sá.

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 22:18
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Quarta-feira, 5 de Abril de 2006

Pessoas da Minha Terra: Ilídio Monteiro Alves

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ILÍDIO MONTEIRO ALVES, nasceu em Padornelo a 5 de Abril de 1928, filho de António Inocêncio Alves e de D. Especiosa de Jesus Alves Monteiro.

 

Participou no restauro da igreja matriz de Santa Marinha de Padornelo (1943-1945); fez o Altar do Menino Deus para a igreja de Santa Marinha de Padornelo (1944); fez o sacrário da igreja paroquial de S. Miguel de Porreiras (1945).

 

Elemento do Grupo Cénico do Sobe-e-Desce de Insalde (1946-1950); membro do Grupo Orfeónico e Cénico Courense da vila de Paredes de Coura (1949-1950); ciclista amador e federado (1952-1962); mestre marceneiro; praticante de tiros aos pratos (1980-2000); armeiro; poeta popular.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 07:35
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Segunda-feira, 3 de Abril de 2006

Padornelo tem o mesmo presidente de junta desde o 25 de Abril

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"Quanto mais faço, mais vontade tenho de fazer".

 

    Amâncio Barbosa Lourenço é presidente da Junta de Freguesia de Padornelo, Paredes de Coura, desde o 25 de Abril de 1974, o que o transforma num dos maiores "dinossauros" do poder autárquico em Portugal.

 
     Tem 63 anos de idade, começou por liderar a Comissão Administrativa da freguesia entre 1974 e 1976, mandatado em plenário pelo povo, e a partir daí "submeteu-se" a nove actos eleitorais, conquistando em todos eles "confortáveis" maiorias absolutas.

 

    Mas a estabilidade governativa de Padornelo não se restringe ao presidente, já que, ao longo de 32 anos a freguesia também conheceu apenas dois secretários e três tesoureiros.

 

"Se tivesse encontrado uma pessoa capaz e com tempo e vontade de trabalhar pela freguesia, já tinha deixado a Junta há muito. Mas como não consigo encontrar essa pessoa, cá vou continuando", sublinha.

 

    Nascido a 3 de Março de 1943, o "presidente" de Padornelo cumpriu o serviço militar no Ultramar, mais concretamente em Angola, onde foi atingido por uma granada anti-pessoal que lhe cortou uma artéria de uma perna e que o atirou para uma reforma precoce.

 

"Fiquei com todo o tempo do mundo para mim, e, se calhar, foi isso que me empurrou para a Junta de Freguesia", recorda.

 

    Diz, com humor, que, quando foi nomeado para liderar a comissão administrativa da freguesia foi uma "carga de trabalhos" para convencer o presidente de junta cessante a abandonar o lugar, o que só foi conseguido "à força".

 

    Mesmo assim, e antes de ser saneado, ainda teve tempo de escrever um ofício à Junta de Urbanização, informando que já não havia mais nada a fazer na freguesia e que, por isso, os 120 contos que Padornelo tinha para receber poderiam reverter em favor das Forças Armadas.

 

"Até deu vontade de rir. A freguesia estava um caos e ele a dizer que não era preciso fazer mais nada. A intenção era boicotar a acção dos novos responsáveis, mas não teve sorte, porque nós explicámos tudo à Junta de Urbanização e ficámos com o dinheiro", conta Amâncio Lourenço.

 

    O mais curioso é que, poucos anos depois, o presidente destituído queria que a Junta "lhe pusesse à disposição" a verba necessária para alargar o caminho que dava para a casa dele.

 

    É com alguma saudade de Amâncio Lourenço recorda os primeiros tempos em que esteve à frente dos destinos da freguesia, já que, nessa altura, era a própria população que colaborava, com o seu trabalho, nas obras públicas, enquanto que agora "não só não colabora, como cria mil e um entraves".

 

"Quantas vezes andei eu, de noite, de petromax na mão, a alumiar os populares que participavam na abertura de um caminho ou na demolição de um muro", diz.

 

460 habitantes e baixa natalidade

 

    Nos tempos actuais, Amâncio Lourenço continua a pegar no tractor e a ir, ele mesmo, limpar valetas e caminhos e recolher o entulho.


    Encostada à sede do concelho, Padornelo
é uma freguesia com cerca de 460 habitantes, uma realidade resultante do facto de nascerem poucas crianças e de haver muita gente emigrada.

 

â Publicado no jornal PRIMEIRO DE JANEIRO, segunda-feira, 3 de Abril de 2006

 

Amâncio Lourenço
Amâncio Barbosa Lourenço, Presidente da Junta de Freguesia de Padornelo.

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 23:24
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Domingo, 2 de Abril de 2006

O autarca que veio do 25 de Abril

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    Aos 63 anos, Amâncio Barbosa é um autêntico "dinossauro" político e autárquico, pois, desde o 25 de Abril de 1974 que se mantém como presidente de Junta de Freguesia de Padornelo, em Paredes de Coura. "Este será o último mandato que faço", afirmou, sem, no entanto, deixar entender que se pode recandidatar:

 

"Se tivesse encontrado uma pessoa capaz e com vontade de trabalhar pela freguesia, já tinha deixado o lugar há muito. Mas como ainda não consegui, ainda cá estou".

 

    O autarca começou por liderar a Comissão Administrativa da freguesia entre 1974 e 1976, mandatado em plenário pelo povo. Depois, submeteu-se às eleições e nunca mais perdeu o lugar, tendo sempre conquistado maiorias absolutas.

 

"Quanto mais faço, mais vontade tenho de fazer. Acho que Padornelo nunca mais vai ter assim um presidente, com tanto amor pela freguesia como eu", antevê Amâncio Lourenço.

 

    Um ferimento quando militar, durante o serviço que prestou no Ultramar, atirou-o para uma reforma precoce. "Fui atingido por uma granada antipessoal que me cortou uma artéria de uma perna", relembrou, com alguma amargura.

 

    Mas nem tudo é mau e Amâncio Lourenço passou a ter "todo o tempo do mundo" e por isso decidiu "servir a freguesia". Passados tantos anos, o autarca recorda ainda os primeiros momentos:

 

"Nessa altura, podíamos contar com a população. Colaborava nas obras públicas. Actualmente, isso já não acontece e, em vez de ajudar, cria mil e um problemas".

 

    Depois de todos estes anos, Amâncio Lourenço reconhece que "há ainda muito para fazer", mas garantiu, também, com um profundo sorriso que, enquanto for presidente da Junta, irá lutar "pelo bem-estar das pessoas da freguesia".

 

â Publicado por Miguel Rodrigues, no JORNAL DE NOTÍCIAS, Domingo, 2 de Abril de 2006

 

 

Amâncio Lourenço
Amâncio Barbosa Lourenço, Presidente da Junta de Freguesia de Padornelo.

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 23:06
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