Blogue acerca da terra, das pessoas, dos costumes e da História de PADORNELO, freguesia do concelho de Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo, publicado por JOFRE DE LIMA MONTEIRO ALVES.

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Quarta-feira, 27 de Dezembro de 2006

Grupo de Cantigas actuou em Espanha

    No passado domingo, dia 17 de Dezembro, a Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo participou, com o seu Grupo de Cantigas, no Primeiro Encontro de Canto Coral e de Habaneras de Coruxo, uma localidade muito próxima de Vigo.

 

    O Grupo de Cantigas preparou um repertório baseado na música tradicional portuguesa e adequou-o ao evento, ou seja, foram feitos alguns arranjos para as vozes existentes e foi respeitada a temática do encontro, pois as Habaneras, genericamente, são canções ligadas ao mar, à partida, à viagem e, sobretudo, à saudade, sentimentos que os portugueses tão bem conhecem e cultivam na lírica popular.


    O Grupo de Cantigas da Associação tem actuado no nosso concelho sempre que é solicitado, sobretudo nas Noites Culturais, nos Encontros de Janeiras e, no ano passado, no Primeiro Festival da Canção Courense, tendo obtido um honroso terceiro lugar.


    No entanto, esta actuação em Espanha veio dar um novo ânimo a esta formação que reúne, actualmente, cerca de 25 vozes secundadas por alguns instrumentos tradicionais.

 

    A actuação portuguesa foi muito apreciada pelos “nuestros hermanos”, e, agora, esperam-se novos desafios e a continuação de um trabalho mais regular. Parabéns a todos!

 

Jorge Lima

 

Joana Pereira

 

Notícia do jornal NOTÍCIAS DE COURA, página 15, edição n.º 85, de 26 de Dezembro de 2006

 

http://www.noticiasdecoura.com/index.php?pag=noticia_detalhes&recordID=1619

 

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 17:19
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Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2006

Faleceu Felisbela Barbosa de Sá

Felisbela Barbosa de Sá faleceu no dia 17 de Dezembro de 2006, aos 79 anos de idade, no Pedregal, lugar da freguesia de Padornelo.

                             

Era natural de Padornelo, onde nascera a 20 de Fevereiro de 1927, viúva do "Dino da Chica", e deixa um filho, Casimiro de Sá e Silva, emigrado no Brasil.

                 

Foi sepultada no cemitério de Padornelo, depois de ter estado em câmara ardente na igreja matriz de Santa Marinha.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 17:10
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Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2006

HISTÓRIA BREVE DO NATAL

    Por que celebrámos o Natal, nesta data, independentemente da realidade histórica? Antes de mais, convém relembrar que os povos e as igrejas do Oriente europeu celebram o dia do nascimento do Menino Deus a 6 de Janeiro, na chamada festa da Epifania, as aparições ou manifestações do Senhor. Até ao século IV, nesta data celebravam-se três comemorações distintas: a do nascimento de Cristo, a da sua adoração pelos Reis Magos e a do seu baptismo.

 

    Contundo, em Roma, e a partir do século IV, em data anterior, embora próxima ao ano de 336, esta festa passou a ser celebrada a 25 de Dezembro, e assim permaneceu até hoje na área de influência da Igreja Católica Romana, enquanto que na zona do Império Romano do Oriente ou do Império Bizantino permaneceu a antiga prática de festejar tal evento a 6 de Janeiro.

 

    O mais antigo documento conhecido que fala do Natal, festejado a 25 de Dezembro, é o “calendário filociano”, publicado por Furius Philocalus em 354.

 

    Na Bíblia não se encontra qualquer referência precisa à data de nascimento de Cristo, o que motivou apuradas buscas e debates teológicos intermináveis. Teólogos, astrónomos, historiadores, foram chamados a intervir, a fim de encontrar uma equilibrada solução.

 

    Uma das soluções apontadas, de natureza simbólica e astronómica, é deveras complexa. O nascimento de Cristo deveria ser estabelecido a partir do momento da sua concepção, e esta a partir da data presumida da sua morte. Ora, o Mundo, segundo os cálculos astrológicos de então, tinha sido criado no equinócio de Março, mais precisamente no dia 25 de Março, data aceitável para os primeiros cristãos.

 

    A Páscoa judaica, enquanto festa móvel, era por vezes festejada nesse dia, e assim se proclamou a notável coincidência de Cristo ter morrido no dia da criação universal, facto extraordinário. Acrescentado nove meses exactos ao período da gravidez de Maria, Nossa Senhora, achou-se, miraculosamente, a data de 25 de Dezembro para ser o nascimento de Jesus Cristo, cujo simbolismo foi determinado pela lógica dos números perfeitos.

 

    Porém, a explicação talvez seja menos mística e mais prosaica. Uma das solenidades mais expressivas do calendário romano era o Natale Solis Invict, a festa do solstício do Inverno, dedicada a glorificar o deus Sol, cujos raios de luz prevalecem dobre a escuridão.

 

    O culto ao deus solar Mitra é antiquíssimo, e nasceu há 9 mil anos entre os povos indo-arianos e persas, para quem era a divindade da luz, o protector da verdade e mediador dos destinos entre os humanos e os restantes deuses, sendo, também, o juiz das almas, que se transformou por evolução e com o andar dos tempos num grande e supremo deus. Os gregos antigos adoptaram o culto de Mitra, e daí foi disseminado por todo o Império Romano.

 

    Há 4000 anos os mesopotâmios realizavam um festival de fim de ano dedicado ao deus Sol, com a duração de 12 dias, no qual a população ajudava de modo activo os seus deuses a fim de vencerem os mostrengos do caos e a crise que representava o Inverno, com a finalidade de preservar a vida. Em Roma, onde esta festividade recebeu o nome de Saturnalia, os participantes trocavam entre si pequenos presentes que representavam a promessa de fertilidade.

 

    Já em pleno cristianismo, o povo romano festejava, firmemente, esta cerimónia de maneira intensa, vencendo a resistência do clero, que queria, logicamente, acabar com o resquício deste persistente culto pagão. Como, quando não se pode vencê-los, temos que nos juntar a eles, foi o que fez a alta clerezia romana.

 

    Determinou a Igreja que esta data, cuja festividade já estava sobejamente arreigada nos costumes ancestrais, fosse, então e de modo oportuno, dedicada ao nascimento de Cristo, de molde a substituir paulatinamente o significado da festa pagã, por uma festa cristã. Até, porque, Cristo era, segundo os Evangelhos, a verdadeira Luz do Mundo.

 

    Esta razão transfigurou o Natale Solis pagão no Natal cristão, numa festa primordial da Igreja Cristã, essencial e a par da festividade da Páscoa. Para juntar a este dado importante, era significativo o facto do culto de devoção pagã aos imperadores romanos, os quais se faziam venerar como a verídica encarnação terrena do deus Sol invicto, ser também festejado no dia 25 de Dezembro. Duma penada, a igreja, desvalorizou as festas pagãs do solstício do Inverno e o culto à figura do imperador, na medida em que passou a apropriar-se da solenidade do dia.

 

    Muitos teólogos consideravam e comparavam a figura de Cristo ao Sol, o astro. S. Cipriano, ilustre bispo da Igreja Latina do século III, dizia que Jesus era «o verdadeiro Sol», enquanto que Santo Ambrósio, dos mais célebres entre os padres e doutores da Igreja Cristã ocidental do século IV, via nele «o novo Sol». Por exemplo, na antiga liturgia, não sei se ainda em vigor, no hino de laudes da vigília de 25 de Dezembro cantava-se loas ao «Salvador do Mundo que se levanta como o Sol», com a qual «grande luz vem iluminar a Terra».

 

    A partir de Roma, com alguma e menor resistência, o culto alargou pelas demais igrejas e no século V acrescentou-se a missa de Natal. Nos tempos do Papa Sisto III, ali ao redor do ano 435, na basílica em honra à Virgem Maria de Esquilino foi construída uma capela a simular a gruta de Belém, com o nome de Praesepium, o Presépio.

         

    Aqui nasceu o culto da missa de Sancta Maria ad Praesepe celebrada pelo fim da noite, ao cantar do galo, baseada na tradição grega. Como a celebração entrava pela madrugada dentro e colidia com o reconfortante sono, foi, aos poucos, acautelada para a meia-noite.

 

    Com a reforma litúrgica do Papa Pio X (1903-1914), o tempo natalício a contar desde o Advento termina com a oitava da Epifania, a 13 de Janeiro. A partir das tradições romanas e germânicas, tornou-se na Festa da Família, pese embora esta no calendário litúrgico ser celebrada a 30 de Dezembro.

 

    O presépio é uma tradição inicialmente franciscana, divulgada a partir de 1223 e que rapidamente se espalhou por toda a cristandade, como acto simbólico do nascimento de Jesus.

 

    A árvore de Natal, um pinheiro, árvore resistente cuja forma de ponta virada ao céu personifica a aliança com o Sol, enfeitada com luzes a representar Cristo Sol, a luz do Mundo, uma tradição alemã do século XVI, foi introduzida em Portugal na segunda metade do século XIX por D. Fernando II (1816 + 1885), príncipe alemão e rei-consorte de Portugal entre 1837 a 1853. Do Pai Natal, nada sei, por ser uma americanice moderna, fruto da propaganda e dos interesses duma empresa de refrigerantes.

 

    Enquanto dizemos Natal, os franceses dizem Noel, os ingleses Christmas, os alemães Weihnachtenn, Navidad em Espanha e Natale na Itália.

 

    E pronto, boas-festas para todos.

 

 

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publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 19:37
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Terça-feira, 19 de Dezembro de 2006

LUÍS SÁ, O SENHOR ATLETISMO DE COURA

“Agora preocupo-me mais com o dinheiro das provas”

 

Desde há mais de uma década que o nosso entrevistado é uma das figuras mais destacadas do desporto concelhio, tendo atingido um nível de excelência a que muito poucos se poderão comparar.

 

A uma carreira que mantém ainda num rendimento muito elevado, terão faltado apenas os títulos nacionais absolutos (foi campeão nacional militar) e a representação da Selecção Nacional, patamar qualitativo que chegou a rondar e que só não terá obtido em virtude da chegada, algo tardia, à competição mais exigente e aos clubes mais poderosos. De resto, títulos regionais e vitórias em provas prestigiadas, quer nacionais, quer internacionais, alcançou diversos.


Luís Sá conta no currículo com mais de uma centena de vitórias entre provas de meio-fundo e fundo, assinalando-se os excelentes tempos nos 5000m (14.15); 10000m (29.10) e na meia-maratona (1.04.42). Garante-nos que tem pautado a sua permanência no Atletismo pela honestidade, consigo próprio e com os outros (sem o recurso tantas vezes visto às substâncias ilegais), e com isso conseguirá manter-se num nível elevado mais alguns anos.

 

O futuro desportivo será dedicado à formação de novos talentos no concelho, sendo já, há alguns anos, o responsável pelos treinos na secção de Atletismo, agora, do Clube Natação e Cultura (C.N.C.), antes, do SC Courense.



Como se dá a entrada do Luís Sá no Atletismo?


O Joaquim Sá foi o principal culpado, ao transmitir-me o “bichinho” do Atletismo. Tudo começou com a prova do Mártir S. Sebastião que ele organizou em Padornelo, pouco tempo depois de regressar de França e que eu ganhei, no escalão de Juvenis.

 

A partir daí, foi criada a secção da modalidade na Associação de Padornelo e eu comecei a treinar e a competir com ele. Inicialmente, fiz muitas provas cá em Coura, numa fase em que havia provas em muitas freguesias, por ocasião das festas locais. E ganhei-as quase todas.


O Luís leva já mais de 20 anos de carreira. Faz um balanço positivo de tão longo percurso?


Levo 21 anos de Atletismo, 15 dos quais na alta competição, ou seja, desde essa altura que ando nos cinquenta lugares cimeiros, ao nível nacional. O ano do salto qualitativo dei-o no último ano que estive no Atlético de Valdevez, ao qual se seguiu o ciclo mais positivo na minha carreira.

 

Foram oito anos no Núcleo de Atletismo da Silva, fase em que só não fui cem por cento profissional porque não quis (era militar e a vida profissional permitia-me treinar e repousar à medida das minhas necessidades).


Neste momento os seus objectivos passam apenas pela escolha de provas nas quais possa arrecadar o maior número de prémios monetários possível?


Sem dúvida. Já lutei por atingir os mínimos para os Jogos Olímpicos (fui sexto e havia lugar para quatro). Actualmente, com 36 anos, interessa-me facturar o mais possível e esqueço as marcas. Até porque a vida profissional já não permite o quase profissionalismo que mantive durante os 10 anos que estive nas Forças Armadas.

 

Com esta idade, já não consigo manter a forma durante tanto tempo como quando tinha 28/29 anos. Agora faço dois meses em grande forma, se calhar num pico ainda mais elevado do que quando era mais novo (foi assim de Setembro a Novembro deste ano, meses muito proveitosos) e depois tenho obrigatoriamente de repousar.

 

Estou, neste momento, numa dessas fases. Ando tão cansado que nem me apetece treinar. Este ano já não devo voltar a correr. Vou atacar depois com força as provas de S. Silvestre na primeira semana do novo ano.


As marcas, isto é, os recordes, sempre estiveram num plano secundário na sua carreira?


Tenho tempos muito razoáveis em todas as distâncias, excepção feita à maratona, na qual as 2.24H ainda poderão ser melhoradas quando apostar numa prova plana. No entanto, quando o fizer sei que me arrisco a entrar numa maratona em que apanho quenianos e arrisco-me a não ganhar dinheiro nenhum.

 

Contrariamente a isso, há algumas semanas fui correr a Tuy [Tui] a maratona do Baixo Miño, venci-a com 2.40H e arrecadei 1200 euros. A organização não arriscou em ir buscar atletas estrangeiros de maior nomeada, que exigem cachê fixo, mas que é uma estratégia para tentar dar maior nome às provas. Se assim tivesse sido, não sei se teria valido a pena lá ir.


Já perdeu a conta às vitórias, Luís?


Não, porque tenho tudo anotado. São 118 vitórias, em perto de 2000 provas, tendo sido sete vezes campeão nacional das Forças Armadas. Houve provas que gostei de ganhar pelo prestígio das mesmas, como por exemplo o Troféu Internacional de Cangas (Espanha).

 

Esta prova em concreto deu-me grande gozo porque competi com os melhores atletas de Espanha. Gosto de ganhar as provas, mas o certo é que passada uma semana, digo para mim: “foi mais uma!”. Daí eu dizer que me preocupo mais com os prémios monetários.


Porque corre essencialmente as provas espanholas?


As provas portuguesas não dão dinheiro e as que dão levam muitos quenianos e marroquinos, alguns já radicados em Portugal. Os prémios, se for preciso, prolongam-se até ao 15º ou 20º mas são quantias irrisórias, ao passo que em Espanha, só atribuem prémios monetários aos primeiros quatro ou cinco mas em contrapartida, prémios bem mais altos.

 

Neste momento, nas provas galegas só perco com dois atletas, nunca apanho os dois ao mesmo tempo numa corrida, que são campeões nacionais espanhóis. Por outro lado, há mais respeito, não por nós portugueses em concreto, mas por todos os atletas e pagam-nos as despesas todas.

 

Cá, é ao contrário, ainda se dão ao desplante de cobrar inscrição aos atletas de competição. Já se vê muitos portugueses a correrem no estrangeiro, não só na Espanha. E só não há mais gente porque não descobrem as competições.

 

Diria que ir às provas em que corro, só não compensa àquela meia dúzia de atletas que estão nos bons clubes, com bons contratos, o que lhes permite participar apenas nos campeonatos em que entram os seus clubes.


Quer então dizer que o Luís está actualmente sem clube por opção?


Neste momento é o melhor para mim, compensa-me mais porque nos clubes existe a obrigatoriedade de fazer algumas provas que não me interessaria muito fazer. Matar-me-ia nesses compromissos (6 ou 7 provas de corta-mato), quando em contrapartida, poderia ganhar muito mais dinheiro indo às provas que eu escolhesse.

 

O subsídio que me pagariam teria que ser de modo a não precisar de me preocupar em ganhar prémios monetários em provas-extra! E a maioria dos clubes é cada vez menos fiável. Tenho ainda dinheiro a receber de contratos relativos a anos anteriores. Mas na verdade, poderei assinar nos próximos dias por um clube espanhol, mas ainda existem algumas arestas a limar.


Atingi os objectivos que tinha para a minha carreira, isto é, passei pelos bons clubes nacionais e fiz marcas de topo a nível nacional. E por outro lado, neste momento, dá-me mais gozo o Atletismo do modo como o encaro, podendo eu definir completamente toda a planificação, quer do treino, quer das provas em que entro.


Sente ainda longe o final da carreira?


Enquanto puder correr para andar nos lugares da frente, continuarei. Quando o não conseguir, desistirei completamente! Nessa altura, dedicar-me-ei em absoluto ao treino dos miúdos! Por falar nos miúdos, existe neste momento um atleta no CNC que poderá atingir ou até ultrapassar o meu nível.


Digo isso porque faz aquilo que eu fazia quando era juvenil mas tem a grande vantagem de estar a ser comandado em termos de treino, algo que eu apenas conheci aos 23/24 anos.

 

José Miguel Nogueira

 

Entrevista do jornal NOTÍCIAS DE COURA, página 31, da edição n.º 84, de 12 de Dezembro de 2006

 

http://www.noticiasdecoura.com/index.php?pag=noticia_detalhes&recordID=1556

 

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 00:42
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Domingo, 17 de Dezembro de 2006

Faleceu Laurentino de Sá Varajão

    Laurentino de Sá Varajão, de 81 anos de idade, natural da freguesia de Padornelo, faleceu em Pantanhas, lugar da freguesia de Mozelos, no dia 27 de Novembro de 2006. Tinha nascido a 5 de Agosto de 1925, filho de Amaro Pereira Varajão e de Olívia de Sá.

                

    Deixa viúva Adelina Rodrigues de Azevedo, e foi sepultado no cemitério de Padornelo no dia 28 de Novembro.

                                         

    Foi secretário da Junta de Freguesia de Padornelo em 1964-1965, durante o mandato do presidente Manuel de Lima Rodrigues.

                                           

                                                        

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 00:57
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Sábado, 16 de Dezembro de 2006

Bem-vinda, Inês!

    Filha de Manuel Fernando Vaz Barbosa e Paula Cristina Rodrigues da Silva, nasceu no pretérito dia 10 de Novembro, no Centro Hospitalar do Alto Minho, a menina Inês Barbosa, neta de Amâncio Barbosa, presidente da Junta de Freguesia de Padornelo.

 

    A Inês veio dar mais alegria a este casal e principalmente ao Diogo, que, ansiosamente, esperava a chegada da maninha.

 

    Padornelo ficou também mais rico com o nascimento da Inês e pela sua família se fixar definitivamente nesta freguesia, no lugar do Sobreiro, onde edificaram a casa que sempre sonharam.

 

    À Inês, ao Diogo e aos seus pais, desejamos muitas felicidades, nesta nova etapa das suas vidas.

 

Jorge Lima

Joana Pereira

 

Notícia do jornal NOTÍCIAS DE COURA, página 9, edição n.º 84, de 12 de Dezembro de 2006

 

 

Temas:
publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 12:21
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Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006

Matança do Porco reúne mais de 100 convivas

    No passado dia 26 de Novembro, a Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo promoveu o já anunciado Almoço Regional, ou seja, juntou mais de cem pessoas na sua sede e apresentou a ementa baseada na Matança do Porco, que havia acontecido no dia anterior.

 

    A equipa que actualmente dirige a Associação passou o referido fim-de-semana na sede da colectividade, ocupando-se de todas as tarefas, desde a feitura das belouras e a preparação das carnes até à confecção do arroz de sarrabulho e ao serviço das mesas, por exemplo.


    Depois, podemos dizer que o Almoço decorreu com muita categoria, pois a sala, apesar de cheia, acolheu um ambiente muito agradável, onde era possível conversar com os amigos ao mesmo tempo que se assistia à passagem de fotografias alusivas às anteriores actividades desta colectividade.


    No entanto, o mais importante foi, sem dúvida, a qualidade da comida. Estava tudo muito saboroso! Além disso, as cozinheiras presentearam os presentes com algo que não estava na ementa: o cozido da matança. Foi um extra que soube muito bem.


    No final, houve tempo para algumas brincadeiras: cantou-se, dançou-se e apreciou-se o desempenho de alguns elementos do grupo “Amigos da Farra”, que, associando-se à festa, encerraram a tarde com chave de ouro.


    Parabéns à Associação por ter animado mais um fim-de-semana em Padornelo e parabéns muito sinceros a todas as pessoas que foram lá almoçar, porque são essas pessoas que encorajam e incentivam novos desafios associativos.

 

Jorge Lima

Joana Pereira

 

Notícia do jornal NOTÍCIAS DE COURA, edição n.º 84, de 12 de Dezembro de 2006, página 9

 

http://www.noticiasdecoura.com/index.php?pag=noticia_detalhes&recordID=1569

 

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 12:12
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Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2006

PADORNELO MATOU O PORCO E LANÇA CONCURSO DE PRESÉPIOS

    A Associação Cultural de Padornelo – Paredes de Coura, organizou um almoço convívio na sua sede social. Cerca de 100 pessoas associados e convivas, juntaram-se à mesa para provar os “sabores do porco”, onde não faltou o caldo da matança, arroz de sarrabulho, rojões e boloras, leite-creme, tudo regado pelo verde da nossa região. Presentes entre outros, o presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura, o presidente da Junta de Freguesia de Padornelo, o pároco local, e Jofre de Lima Monteiro Alves, padornelense residente em Lisboa.

 

    Esta colectividade orgulha-se do “bom trabalho de equipa, liderado por Carla Lima, dinâmica presidente da associação Cultural”.

 

    A tarde foi animada pelos elementos da instituição, com cantares (entre os quais o Hino de Padornelo) e danças, e ainda com alguns componentes do Grupo de Bombos “Amigos da Farra” daquela freguesia. Nos dias de hoje, querem melhor remédio para stress e depressões do que estas reuniões festivas?

 

    Na continuação da intensa viva actividade, a associação promove um concurso de presépios, com a entrega de trabalhos (tendo como base, um suporte de 70 X 50 cm) até dia 15 de Dezembro.

 

Eduardo Cerqueira

 

Notícia do jornal ALTO MINHO, página 7, edição 592, de 12 de Dezembro de 2006

 

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 17:57
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Quinta-feira, 7 de Dezembro de 2006

RIFONEIRO DE COURA: a Sabedoria Popular - VIII

Dezembro caça ao javali no Livro de Horas do Duque de Berry

Caindo o Natal à segunda-feira pode o lavrador alugar a eira.

Dezembro com Junho ao desafio, traz Janeiro frio.

Dezembro frio, calor no estio.

Dezembro molhado, Janeiro geado.

Dezembro ou seca as fontes ou levanta as pontes

Dezembro quer lenha no lar e pichel a andar.

Em Dezembro a uma lebre galgos cento.

Em Dezembro ande o frio por onde andar, pelo Natal há-de chegar.

Em Dezembro chuva, em Agosto uva.

Em Dezembro descansa, em Janeiro trabalha.

Em Dezembro descansa, mas não durmas.

Em Dezembro descansar para em Janeiro trabalhar.

Em Dezembro dos Santos ao Natal é Inverno natural.

Em Dezembro lenha e dorme.

Em Dezembro quem vai ao S. Silvestre, vai um ano, vem no outro e não se despe.

Em Dezembro quem vareja antes do Natal, deixa azeite no olival.

Em Dezembro se queres bom alhal, semeia-o pelo Natal.

Em Dezembro treme o frio em cada membro.

Em Dezembro vinho, azeite e amigo sempre do mais antigo.

Laranja antes do Natal livra o catarral.

Não há Dezembro valente que não trema.

Natal a assolhar, Páscoa ao luar.

Natal à segunda-feira, lavrador alarga a eira.

Natal ao sol, Páscoa ao fogo, fazem o ano famoso.

Natal na praça, Páscoa em casa, Espírito Santo em campo, faz o ano franco.

Nem em Agosto caminhar, nem em Dezembro marear.

Pelo Natal, neve no monte, água na ponte.

Se os pepinos dessem em Dezembro, ninguém os comeria.

 

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 16:16
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Domingo, 3 de Dezembro de 2006

Assembleia Geral Extraordinária da Associação

Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo

 

Convocatória

 

    Maria Luísa Barbosa de Sá, presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, de acordo com os estatutos, convoca todos os sócios para a Assembleia Geral Extraordinária a realizar no próximo dia 8 de Dezembro de 2006, pelas 20:30 horas, na sede desta Associação, sita no lugar da Valinha, freguesia de Padornelo, deste concelho de Paredes de Coura, com a seguinte ordem de trabalhos:

 

Ponto Único – Análise e Aprovação de Proposta de alterações aos artigos 8.º e 9.º dos Estatutos desta colectividade.

 

Obs. Se à hora marcada não houver número suficiente de sócios a Assembleia decorrerá meia hora mais tarde com qualquer número de sócios.

 

Paredes de Coura, 23 de Novembro de 2006

 

O Presidente da Assembleia

 

Maria Luísa Barbosa de Sá

 

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 16:15
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Sábado, 2 de Dezembro de 2006

GRANDE ALMOÇO DA MATANÇA DO PORCO II

Almoço da Matança 26.11.2006 Amigos da Farra

Almoço da Matança a 26 de Novembro de 2006: o Grupo de Zés-P'reiras "os Amigos da Farra".

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 06:56
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Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2006

GRANDE ALMOÇO DA MATANÇA DO PORCO I

Almoço da Matança 26.11.2006 família Lima

Almoço da Matança a 26 de Novembro de 2006; a família Lima: António Barbosa de Lima, Zulmira Dantas, Augusta Trindade e  Manuel Barbosa de Lima.

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 06:47
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