Blogue acerca da terra, das pessoas, dos costumes e da História de PADORNELO, freguesia do concelho de Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo, publicado por JOFRE DE LIMA MONTEIRO ALVES.

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Terça-feira, 23 de Janeiro de 2007

NOITE EM QUE AS JANEIRAS FORAM RAINHAS E SENHORAS

    O sucesso era esperado, não pelo rigor que o even­to ostentasse já que esse parecia ter sido substituído por um improviso saudável e bem sucedido, mas porque era o afirmar da tradição em tom mais alto, a prova de que miúdos e graúdos pre­tendem cumpri-la e fazê-la permanecer nos seus hori­zontes.

 

    O frio da noite não foi suficiente para impedir que a 13 de Janeiro o Centro Cultural fosse pequeno para as centenas de curiosos que quiseram ser parte integran­te de mais um Encontro de Janeiras.

 

    A abertura esteve a cargo dos mais pequenos, que em bonitos cânticos entoaram os mais tradicionais sons deste mês, fruto de uma árdua aplicação nas aulas de música dos tempos livres.

 

    No público, todos ansiavam receber com um caloroso aplauso o grupo da terra, da associação, da junta ou da confraria. Logo após, era a vez de eles, os mais experientes, os verdadeiros conhecedores da tradição tal como era, da original, darem o ar de sua graça.

 

    Primeiro, os utentes do Centro de Dia de Padornelo, Parada e Mozelos, depois, o Grupo de ­Cantares do OUSAM, forma­do por gente veterana nestas andanças, ambos acompa­nhados pelo som prazenteiro dá concertina.

 

    A Associação Cultural de Rubiães e o Cen­tro Sócio-Cultural de Agualonga fizeram-se apresentar logo de seguida, precedendo a Associação Cultural de Pa­rada. Com grupos não muito extensos mas de grande coesão vocal, destacaram-se essencialmente pela presen­ça de um considerável nú­mero de jovens, faixa etária cada vez mais empenhada na promoção da cultura local.

 

    Houve ainda tempo para o grupo de cantares do Rancho Folclórico Camponês de Bico, trajado a rigor e seguindo à letra os preceitos do seu nome e historial.

 

    Com uma grande diversidade de instrumentos, muitas caras jovens e letras criadas num contexto jovial, os grupos de Infesta e Padornelo, ve­lhos conhecidos do palco, voltaram a levar a cena um pouco das suas tradições musicais, logo seguidos pelo igualmente aplaudido grupo da Associação Cultural de Padornelo.

 

    A grande novidade da noite foi, contudo, o grupo das Janeiras da confraria da Sra. da Pena, por ter sido a primeira vez que este encontro acolhia um grupo pertencente a uma confraria.

 

    Apesar da noite ir já longa, houve ainda lugar para a jovem Associação de Formariz, para a experiente Associação de Mozelos e para o dedicado grupo de Janeiras do Sporting Clube Courense.

 

    No final, os rostos eram de felicidade por uma noite bem passada, rematada com um doce banquete oferecido pela autarquia.

 

Maria João Cunha

 

Notícia do jornal NOTÍCIAS DE COURA, edição n.º 87, de 23 de Janeiro de 2007, página 38.

 

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 15:15
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A PEQUENA INÊS JÁ REGRESSOU A CASA

    Internada inesperadamente, esteve a pequena Inês, durante sete dias, no Centro Hospitalar do Alto Minho, em Viana do Castelo.

 

    Numa das últimas edições, o NC deu conta do seu celebrado nascimento, que aconteceu há dois meses e trouxe mais alegria ao lugar do Sobreiro desta freguesia.

 

    A Inês é filha de Manuel Fernando Vaz Barbosa e Paula Cristina Rodrigues da Silva e neta de Amâncio Barbosa, presidente da Junta de Padornelo. Segundo filho do jovem casal, a Inês vem assim, juntar-se ao Diogo, o feliz maninho.

 

    Alvo de bastantes cuidados médicos, o bebé está já curado da virose que o levou ao internamento. De regresso a casa, a todos deixou mais descansados.

 

Jorge Lima

Joana Pereira

 

Notícia do jornal NOTÍCIAS DE COURA, edição n.º 87, de 23 de Janeiro de 2007, página 13.

 

 

Temas:
publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 15:08
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Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007

Lugar das Angústias

Padornelo, lugar das Angústias

Padornelo: imagem digital por satélite do lugar das Angústias em Janeiro de 2007, onde se vê a capela de Nossa Senhora das Angústias e a Carvalheira das Angústias, para além doutras construções, a estrada para Insalde e o caminho para a Chão e Porto de Várzea.

                 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 08:00
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Domingo, 14 de Janeiro de 2007

RIFONEIRO DE COURA: a Sabedoria Popular - X

ADÁGIOS SOBRE O ANO.

 

A ti chova todo o ano, e a mim Abril e Maio.

 

Ano caro, padeira em todo o cabo.

 

Ano de neves, ano de bens.

 

Ano de neves, muito pão e muitas crescentes.

 

Ano de ovelhas, ano de abelhas.

 

Ano de peras, nem de beberas, nunca o vejas.

 

Ano nevoso, ano formoso.

 

Cevada sobre o esterco espera cento; se o ano for molhado, perde o cuidado.

 

Dia de barba, semana de porco, ano de casado.

 

Em ano bom o grão é feno, e em ano mau a palha é grão.

 

Em ano chuvoso, o diligente é preguiçoso.

 

Entre Abril e Maio, moenda para o ano.

 

Foi Maria ao banho, teve que contar todo o ano.

 

Homem necessitado, cada ano apedrejado.

 

Janeiro geoso, Fevereiro nervoso, Março mulinhoso, Abril chuvoso, Maio ventoso, fazem ano formoso.

 

Longo e estreito, como o ano mau.

 

Maior é o ano que o mês.

 

Mais pó faz o ano que o campo bem lavrado.

 

Mau ano hás-de aguardar, por não empeorar.

 

Melhor é ano tardio que ano vazio.

 

Não digas mal do ano até que esteja passado.

 

Não há mal que cem anos dure, nem bem que os ature.

 

Não há mau ano por muito pão.

 

Não há mau ano por pedra, mas ai de quem acerta.

 

O mau ano entra nadando.

 

O que perde o mês, não perde o ano.

 

Pão e vinho, um ano meu outro do meu vizinho.

 

Quem bem se estreia, bom ano lhe venha.

 

Quem num ano quer ser rico, ao meio o enforcam.

 

Quem veste ruim pano, veste duas vezes no ano.

 

Remenda o pano, durar-te-á outro ano.

                            

Remenda o teu pano, que chega até pró ano; volata a remendar, que volta a chegar.

                

Uma sebe dura três anos, três sebes um cão, três cães um cavalo, três cavalos um homem, três homens um corvo, três corvos um elefante.

 

Uma vez no ano, essa com dano.

 

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
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Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007

CONVOCATÓRIA PARA A ASSEMBLEIA GERAL DA ASSOCIAÇÃO

Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo

 

Convocatória

 

Maria Luísa Barbosa de Sá, presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, de acordo com os estatutos, convoco todos os sócios para a Assembleia Geral Ordinária a realizar no próximo dia 14 de Janeiro de 2007, pelas 20:30 horas, na sede desta Associação, sita no lugar da Valinha, freguesia de Padornelo, deste concelho de Paredes de Coura, com a seguinte ordem de trabalhos:

 

Ponto um – Apreciação e Aprovação do Relatório de Actividades e Contas de Gerência referentes ao ano de 2006;

 

Ponto dois – Apreciação e Aprovação do Plano de Actividades e Orçamento para o ano de 2007;

 

Ponto três – Outros assuntos de interesse para a colectividade.

 

Observação. Se à hora marcada não houver número suficiente de sócios a Assembleia decorrerá meia hora mais tarde com qualquer número de sócios.

 

Padornelo, 2 de Janeiro de 2007

 

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral

 

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 08:08
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Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2007

ACABAR O ANO EM GRANDE

    Na tarde do dia 30 de Dezembro, o pároco da freguesia fez a tradicional visita aos mais velhinhos e doentes, acompanhado por algumas catequistas e catequizantes.

 

    Esta equipa, cheia de alegria, levou consigo a imagem do Menino Jesus para que se cumprisse a tradição do “Beijar o Menino” e deixou em cada casa, uma mensagem de amor e esperança.

 

    O último fim-de-semana de 2006 foi ainda marcado pelo baptizado do Cristiano da Silva Soares e pelo tradicional Ramo do Menino.

 

    No sábado, pelas 12 horas, Maria Luísa Alves Silva e António Caldas Soares trouxeram o seu filho mais novo até à igreja do Ecce Homo, para que este, numa cerimónia à qual assistiram familiares e convidados, recebesse o primeiro sacramento da Igreja Católica. Foram padrinhos Anabela Alves da Silva e Carlos Alberto Esteves Teixeira.

 

    Já no dia 31, a freguesia reuniu esforços para angariar fundos que serão canalizados para as obras da igreja de Santa Marinha, nomeadamente para a sua pavimentação.

 

    O encontro das pessoas começou com a Eucaristia que, por celebrar a sagrada Família de Nazaré, incluiu uma cerimónia de bênção de três novas imagens da Sagrada Família.

 

    Para quem não sabe, as “Sagradas Famílias” são umas caixinhas de madeira que contêm as imagens de Nossa Senhora, de São José e do Menino Jesus. Estas caixinhas percorrem os lares da freguesia e há quem coloque dinheiro no seu interior, mas, aquando da bênção o padre lembrou que o mais importante é que as famílias de Padornelo procurem seguir o seu exemplo e vivam em união e oração.

 

    No final da Eucaristia, decorreu uma animada arrematação, que contou com mais de trinta tractores de acha e com outras oferendas oferecidas pelos paroquianos, sobretudo tabuleiros com deliciosos petiscos: chouriços, queixadas, filhós, bolos caseiros, etc.

 

    Foi uma tarde bem passada e proveitosa, sendo que o sucesso desta iniciativa deveu-se à organização levada a cabo por um grupo de meninas e senhoras da freguesia e à generosidade de toda a população!

 

    Parabéns a todos.

 

Jorge Lima

Joana Pereira

 

Notícia do jornal NOTÍCIAS DE COURA, edição n.º 86, de 9 de Janeiro de 2007, página 14.

 

Temas:
publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 08:00
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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2007

CANÇÃO COURENSE

    No dia 29 de Dezembro realizou-se no Centro Cultural de Paredes de Coura a 2.ª edição do Festival da Canção Courense. Mais uma vez a Associação de Padornelo participou, assim como o Grupo de Jovens de Padornelo que desde há uns tempos se junta com os Jovens de Parada, formando assim um grupo estável. Em ambas as canções, quer a letra quer a música são da autoria de Carla Lima.

 

    A Associação acabou por não ficar no pódio, mas o Grupo de Jovens de Padornelo e Parada arrecadou o honroso 2.º lugar.

 

    É importante participar nestes eventos, onde o mais importante não é ganhar, mas dignificar e mostrar o que de melhor se faz na nossa Associação.

 

    Parabéns à Associação Cultural e ao Grupo de Jovens por tão bem representarem a nossa freguesia.

 

Jorge Lima

Joana Pereira

 

Notícia do jornal NOTÍCIAS DE COURA, edição n.º 86, de 9 de Janeiro de 2007, página 14.

 

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 16:28
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CONCURSO DE PRESÉPIOS

    No passado dia 23 de Dezembro realizou-se na sede da Associação de Padornelo a habitual festinha de Natal. A catequese e a Associação organizaram uma bonita festa onde participaram todas as crianças. Desde peças de teatro a músicas, dança rítmicas e outras, foi uma noite muito animada. Também o grupo coral da freguesia nos brindou com uma música de Natal.

 

    Apesar de a crise chegar mesmo ao “bolso” do Pai Natal todas as crianças foram presenteadas com uma pequena lembrança e chocolates.

 

    Integrando-se na festa de Natal a Associação Cultural organizou um concurso de presépios. Foram quatro os participantes que apresentaram presépios que primaram pela originalidade, criatividade e aproveitamento de materiais reutilizáveis.

 

    Todos os participantes receberam uma pequena recordação de Natal, sendo que aos três primeiros classificados foram atribuídos prémios monetários.

 

    A classificação final, deliberada por um júri composto pelo padre José Meira, pelos professores Henrique do Vale e José Pires, ficou ordenada da seguinte maneira:

1.º lugar – Sílvia Barbosa, Arminda e Julieta;

2.º lugar – Luís Sá, Catarina Sá, Maria Vaz, Célia Silva e Juvenal;

3.º lugar – Cláudia Soares, Luísa Sá e Helena Araújo.

   

Parabéns a todos.

 

Jorge Lima

Joana Pereira

 

Notícia do jornal NOTÍCIAS DE COURA, edição n.º 86, de 9 de Janeiro de 2007, página 14.

 

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 16:22
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Concurso de Presépios 2006 da ACRDP - III

3.º lugar no concurso de presépios 2006 da ACRDP

3.º classificado no Concurso de Presépios 2006 da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo. [Gentileza de Fernando Abílio da Silva].

                 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 05:05
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Domingo, 7 de Janeiro de 2007

Concurso de Presépios 2006 da ACRDP - II

2.º classificado no concurso de presépios 2006

2.º classificado no Concurso de Presépios 2006 da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo. [Gentileza de Fernando Abílio da Silva].

                             

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:57
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Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007

QUIM SÁ, COURENSE, VICE-CAMPEÃO DO MUNDO EM VETERANOS

“Espero nunca deixar o atletismo”

 

Joaquim Sá, 58 anos, praticante de atletismo desde os 34, vivia ainda em França, onde esteve emigrado de 1971 a 1985. O atletismo foi somente a terceira modalidade que experimentou, já depois de ter colocado à prova as suas capacidades no futebol e no ciclismo.

 

Foi neste desporto, efectivamente, que se apercebeu da extraordinária condição atlética que o caracterizava. Pena tê-la descoberto tão tarde porque “dava um grande atleta: com os tempos que ainda faço com esta idade, por exemplo à meia maratona; o que não teria feito se tenho começado mais cedo, era para bater recordes, seria outro Carlos Lopes”.

 

Quando à paixão pela prática desportiva juntamos a aventura, a vontade e o estoicismo de desafiar os limites do corpo e transcendê-los; chegamos ao reduto predilecto deste nosso interlocutor, capaz de correr ultra-maratonas (provas de 100 Kms) por esse mundo fora e de entrar na Volta ao Minho (407 Kms) em atletismo por etapas, em nove dias consecutivos.

 

Ao todo, são mais de 50 meias maratonas, 25 maratonas e 3 ultra-maratonas!


Para se compreender melhor o nível deste enorme atleta, realce-se o facto de não ter, actualmente, no seu escalão (veteranos 4, dos 55 aos 60 anos), mais ninguém, em Portugal, que lhe faça frente, tendo-o provado na Meia Maratona de Lisboa, em Abril último, em cima da ponte 25 de Abril, frente a 283 jovens do seu campeonato.

 

Aos 51 anos, em França (Nantes), tornou-se internacional português, ao representar a Selecção Nacional na Taça do Mundo da Ultra Maratona.

 

Para além de ter contribuído para a honrosa classificação obtida pela Selecção, sagrou-se Vice-Campeão Mundial do escalão (Veteranos 2), apenas atrás de um inglês. Muito naturalmente que conserva, orgulhosamente, o equipamento que envergou em 1999, em terras gaulesas.


É incrível a forma do Joaquim Sá, aos 58 anos! Qual o segredo?


Tanto no ciclismo como nos seis anos em que pratiquei atletismo em França (nos últimos três anos que lá estive integrei uma equipa federada e comecei a fazer provas nacionais na categoria de pré-veteranos), as vitórias raramente me fugiam e bati seis recordes do clube por onde passei.


Mantenho esta forma e este ritmo porque treino habitualmente com dois atletas bastante mais novos. Tenho uma passada muito semelhante à do Luís Sá. Vamos sempre ao mesmo ritmo, seja plano, a subir ou a descer. Colo a eles e aguento mesmo quando se anda mais rápido.


Como fundista, os meus fortes são a resistência e o facto de correr com cabeça, mantendo sempre o meu ritmo e sabendo até onde quero e posso chegar.


Até quando quer manter este andamento?


Antes de responder a essa pergunta gostava de dizer que, aos 58 anos, estou a fazer 1.18H à meia maratona, uma marca melhor do que fazia há 10/15 anos e não muito distante do meu recorde pessoal (1.11H), atingido no Vimioso. Este ano
[de 2006] já fiz cinco meias. Ganhei-as todas no meu escalão.

 

Há não muito tempo atrás treinava apenas três vezes por semana e, mais tarde, tive um acidente de trabalho em Espanha que me afastou do atletismo durante dois anos. Quando recomecei, passei a treinar diariamente e dentro em breve (daqui a um ano atinjo a reforma), espero intensificar o ritmo da preparação, passando para treinos bi-diários.

 

Se continuar com saúde, espero manter este nível até aos 65. Depois, darei menor importância à questão competitiva, mas espero nunca parar.


Tem coleccionado vitórias em 2006…


Na Meia Maratona de Lisboa, por virtude de um atraso no envio da minha inscrição da parte do clube de que na altura ainda fazia parte (Alzira Lário), colocaram-me a partir muito atrás daqueles que eram os meus competidores directos, quase sem espaço para poder aquecer, ao passo que os outros, que tinham solicitado o cartão VIP a tempo e horas, tiveram 40 minutos a aquecer.

 

Para os apanhar tive que fazer o primeiro quilómetro em 3.07 minutos! Em 37 mil participantes, acabei nos cem primeiros. Mas tive outras vitórias de que gostei igualmente: meias de Matosinhos e de Goián (Espanha); os 15 Km do S. João (Porto) e Maratona do Baixo Miño (Tui), na qual ganhei a minha categoria com 12 minutos de avanço e fui 9.º da geral, com 2.55H, o que para mim é fantástico, ainda para mais com o temporal que estava.


Mas o Joaquim tem outras histórias muito interessantes destes quase 25 anos de carreira. Quer contar-nos algumas delas?


Antes de vir de França, entrei numa prova de 100 Km na Suiça (morava em Besançon, a 8 Km da fronteira entre a França e aquele país). Para além de ser de noite, era extremamente montanhosa. Corríamos com uma luz na mão.

 

Lembro-me que em certos locais, tinha três carreiros à minha frente e tinha que esperar que passasse alguém para me mostrar por onde era o caminho. Era já a 25.ª edição do evento.

 

Acabei com pouco mais de 9 horas. Pouco atrás de mim cortou a meta um senhor de 94 anos, que recebeu um medalhão de ouro pelo facto de ter feito todas as provas desde a 1.ª edição. Recebia esse medalhão de ouro a cada cinco anos.


Mais tarde, em 1999, em Madrid, entrei noutra ultra-maratona com o objectivo de preparar a Taça do Mundo da mesma distância. Desisti aos 90 Km quando era 8.º. Desde os 80 Km que me vinha a debater com muitas dores no pé… queria acabar, mas não deu! Chorei com o desespero!

 

Foi a única desistência em toda a minha carreira. Quando tirei a meia, tinha a unha grande do pé cheia de sangue! Não desisto porque nunca acabo uma prova a dizer que não aguentava mais, nunca esforço ao máximo, mesmo que vá em 2.º. Sou capaz de gerir bem o esforço.


Três semanas depois, em Nantes, corri a Taça do Mundo de Ultra-Maratona. Em treinos anteriores em Porriño, fomos acompanhados por um médico espanhol. Pelo controlo ao sangue que me foi feito, foi indicado ao treinador que seria atleta para fazer 8H a 8.15H, o que já seria um tempo espectacular.

 

Na altura, tinha 51 anos (a partir dos 50 passa-se a veteranos 3) e o último escalão competitivo era o de veteranos 2, ou seja, quem tivesse mais de 50 anos, competia num escalão (em termos da classificação individual) em que os adversários eram bastante mais novos.

 

Para a classificação colectiva, a Selecção Nacional fechava com os três primeiros e era altamente improvável que eu lá ficasse. A verdade é que o nosso melhor atleta desistiu aos 60 Km e eu, aos 85 ultrapassei um colega (o Luís Loureiro), que terá hoje cerca de 40 anos.

 

Passou por mim aos 75 e disse-me: “vamos velhinho”. Quando passei por ele, 10 Km depois, só lhe disse “vamos Loureiro!”, ao que ele respondeu: “vai tu velhinho que eu já não posso”. Terminei a prova com 7.50H, fechei a classificação da equipa e o tal Loureiro chegou à meta 34 minutos depois.

 

No fim, enquanto os meus colegas aterraram na cama que nem tordos, fui com o treinador à cerimónia de entrega de troféus e aí soube que tinha sido 2.º no meu escalão. Mais tarde, no avião (foi a única vez que representei a Selecção e andei de avião), o treinador, Alberto Lário, disse que o único que tinha corrido a prova com cabeça tinha sido o Quim Sá.


Também já fiz uma Volta ao Minho em Atletismo, no início dos anos 90, composta por 407 Km, 16 etapas, 9 dias. Uma das etapas acabou em Coura. Foi uma prova muito dura, dos estreantes desse ano fui o único que, contra todas as expectativas, acabou a prova.


Gostava de terminar deixando um agradecimento ao patrocínio conferido pelas casas comerciais e ao Município de Paredes de Coura que muito me tem apoiado através da Associação de Padornelo. A todos se deve a minha ida a muitas provas que, caso contrário, não teria sido possível participar.

 

José Miguel Nogueira

 

Jornal NOTÍCIAS DE COURA, página 31, edição n.º 85, de 26 de Dezembro de 2006

 

http://www.noticiasdecoura.com/index.php?pag=noticia_detalhes&recordID=1590

 

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 05:26
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Quarta-feira, 3 de Janeiro de 2007

Concurso de Presépios 2006 da ACRDP

Concurso de Presépios 2006, 1.º classificado

1.º classificado no Concurso de Presépios 2006 da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo. [Gentileza de Fernando Abílio de Sá e Silva].

                          

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 17:36
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Segunda-feira, 1 de Janeiro de 2007

RIFONEIRO DE COURA: a Sabedoria Popular - IX: JANEIRO

    Ano novo, vida nova, e ano novo é sinónimo de Janeiro, o primeiro mês do ano moderno, O primeiro, agora, porque nem sempre foi assim, pois nos tempos da antiguidade romana este era somente o undécimo mês. Foi Numa Pompílio, o segundo dos sete reis de Roma, que alterou o calendário civil, e por ser grande devoto do deus Jano, mandou edificar um templo e a quem consagrou esse mês, que começou então a ser o primeiro.

 

    Esta antiquíssima divindade é representada com um rosto hirsuto, de duas faces, com uma vara numa mão e na outra uma chave, embora outras representações, apresentam-no com o número 365 gravado, para expressar a duração do ano. Tinha simbolicamente dois rostos para exercer o poder tanto na terra, como no céu, mas também para ver o passado e o futuro. Superintendia ao início do ano por ser o deus do princípio.

 

    Era o primeiro a ser evocado nas cerimónias religiosas, por presidir às portas do céu, mas também pelo importante facto de ser através dele que as preces e os pedidos humanos chegavam ao conclave celestial, onde repousavam os demais deuses do fastio da eternidade.

 

    Jano, do latim janua, tem o significado de «porta», «entrada», por onde, logicamente, entra o novo ano. O primeiro mês a ele consagrado recebeu a designação de januarius, Janeiro.

 

    O povo, que é sagaz, observador, soube apreciar as virtudes e defeitos, grandeza e misérias deste primeiro mês, e talvez por isso seja aquele que mais sentenças populares reúne em seu torno. Eis aqui uma colectânea.

 

A água de Janeiro vale dinheiro.

 

A galinha de Janeiro vai pôr com a mãe ao colmeiro.

 

Água de Janeiro todo o ano tem concerto.

 

Ano de neve, paga o que deve.

 

Ao galgo mais lebreiro, foge a lebre em Janeiro.

 

Ao luar de Janeiro, vê-se raposa no outeiro.

 

Ao minguante de Janeiro, corta o madeiro.

 

Aproveite Janeiro quem folgar em Fevereiro.

 

Bacon de Janeiro com seu pai vai ao fumeiro.

 

Boa noite após mau tempo em Janeiro, traz depressa chuva ou vento.

 

Bom tempo no Janeiro e mau no estio, bom ano de fome, mau ano de frio.

 

Bons dias em Janeiro vêm a pagar-se em Fevereiro.

 

Branco em Janeiro, sinal de pouco dinheiro.

 

Calça branca em Janeiro é sinal de pouco dinheiro.

 

Canta o melro em Janeiro, temos neve até ao rolheiro.

 

Carne de mocho em Janeiro é melhor que de carneiro.

 

Chuva de Janeiro e não frio vai dar riqueza ao estio.

 

Chuva de Janeiro, cada gota vale dinheiro.

 

Coelho em Janeiro é cavalheiro.

 

Comer laranjas em Janeiro é dar que fazer ao coveiro.

 

De flores de Janeiro ninguém enche o celeiro.

 

De Janeiro a Fevereiro o dinheiro é do banqueiro.

 

Em Janeiro casa-te, companheiro.

 

Em Janeiro deixa a fonte e vai ao ribeiro.

 

Em Janeiro deixa o rábano ao rabaneiro.

 

Em Janeiro junta a perdiz ao parceiro.

 

Em Janeiro mete obreiro, mês meante que não ante.

 

Em Janeiro nem galgo Laboreiro, nem açor perdigueiro.

 

Em Janeiro o boi e o leitão engordarão.

 

Em Janeiro pasta a lebre no lameiro e o coelho à beira do regueiro.

 

Em Janeiro seca a ovelha e suas madeixas ao fumeiro.

 

Em Janeiro sete capelos e um sombreiro.

 

Em Janeiro sete casacos e um sombreiro.

 

Em Janeiro sobe o outeiro. Se vires verdejar, põe-te a chorar, se vires terrear, põe-te a cantar.

 

Em Janeiro têm os dias um saltinho de carneiro.

 

Em Janeiro todo o burro é sendeiro.

 

Em Janeiro todo o cavalo é sendeiro.

 

Em Janeiro um porco ao sol, outro ao fumeiro.

 

Em Janeiro, cada pinga mata seu grãeiro.

 

Em Janeiro, meia o celeiro; se o vires meado, come regrado.

 

Frango de Janeiro canta à meia-noite em ponto.

 

Goraz de Janeiro vale um carneiro.

 

Inverno que não vem em Janeiro, vem dois em Fevereiro.

 

Janeiro e Fevereiro enchem e vazam o celeiro.

 

Janeiro fora, cresce o dia mais uma hora.

 

Janeiro fora, mais uma hora, e quem bem contar hora e meia há-de achar.

 

Janeiro frio e molhado, enche a tulha e farta o gado.

 

Janeiro frio ou temperado passa-o enroupado.

 

Janeiro geadeiro, nem boa meda, nem bom palheiro.

 

Janeiro geoso, Fevereiro nevoso, Março mulinhoso, Abril chuvoso e Maio ventoso, fazem o ano formoso.

 

Janeiro greleiro não enche celeiro.

 

Janeiro mijão, não dá palha nem pão.

 

Janeiro molhado não é bom para o pão, mas é bom para o gado.

 

Janeiro molhado se não cria pão, cria gado.

 

Janeiro quente, traz o Diabo no ventre.

 

Janeiro quer-se geadeiro.

 

Janeiro tem uma hora por inteiro.

 

Janeiro, cada sulco seu regueiro.

 

Laranjas em Janeiro dá que fazer ao coveiro.

 

Lua a de Janeiro e amor o primeiro.

 

Luar de Janeiro não tem parceiro, mas o de Agosto dá-lhe no rosto.

 

Luar de Janeiro não tem parceiro.

 

Minguante de Janeiro corta madeiro.

 

Não há luar como o de Janeiro, nem amor como o primeiro.

 

No primeiro de Janeiro, sobe ao outeiro para ver o nevoeiro.

 

O boi e o leitão em Janeiro engordarão.

 

O bom tempo de Janeiro faz o ano galhofeiro.

 

O mês de Janeiro e Fevereiro, ou enche ou vaza o espigueiro.

 

Obreiro em Janeiro pão te comerá, mas obra te fará.

 

Os bons dias em Janeiro vêm-se a pagar em Fevereiro.

 

Os escalos em Janeiro têm sabor de carneiro.

 

Pinto de Janeiro vai pôr atrás do solheiro.

 

Pinto de Janeiro vai pôr com sua mãe ao colmeiro.

 

Quem não traz calças em Janeiro, não empresta o teu dinheiro.

 

Sapatos brancos em Janeiro, sinal de pouco dinheiro.

 

Se Janeiro não tiver trinta e uma geadas, tem de as pedir emprestadas.

 

Se queres ser bom ervilheiro, semeia no crescente de Janeiro.

 

Se queres ser bom milhareiro, faz o alqueire em Janeiro.

 

Se queres um bom alheiro, planta alhos em Janeiro.

 

Sol de Janeiro anda sempre atrás do outeiro.

 

Trovão de Janeiro, nem bom prado, nem bom palheiro.

 

 

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
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