Blogue acerca da terra, das pessoas, dos costumes e da História de PADORNELO, freguesia do concelho de Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo, publicado por JOFRE DE LIMA MONTEIRO ALVES.

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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

ALMOÇO DE NATAL DA CASA COURENSE EM LISBOA

ALMOÇO DE NATAL

 

CASA COURENSE EM LISBOA

 

20 DE DEZEMBRO DE 2009

 

13 horas

 

Rua do General Taborba, n.º 18 – Porta 7

 

Campolide – Lisboa

 

Ementa:

·       Entradas variadas;

·       Bacalhau à Natal;

·       Doce;

·       Fruta;

·       Vinhos Brancos e Tintos;

·       Sumos;

·       Águas;

·       Café e Bagaço.

 

Marcações:

·       Sede – 213880094

·       Vitorino Cunha – 964271891

·       Manuel Mendes – 965041323

·       Patrícia Rodrigues – 962375485

·       Manuel Pereira – 916219739

Cartaz do Almoço da Casa Courense em Lisboa

Temas:
publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 09:00
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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

ALMOÇO SOLIDÁRIO EM PADORNELO: Diapositivo

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 08:34
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Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

ALMOÇO SOLIDÁRIO

Almoço Solidário de Padornelo    Foi, sem dúvida alguma, mais uma feliz iniciativa da nossa sempre diligente Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo. Casa cheia, a transbordar para todos os lados, a encher literalmente a sala, a ocupar inclusive o palco.

 

    Multidão que respondeu de pronto ao apelo em levar um pouco de solidariedade, a mitigar o infortúnio, acudir aos consternados, gesto de grande nobreza da direcção e demais pessoas de Padornelo, prestável e dadivosa, gente que já roçou os cotovelos pelos tampos da banca do humanismo.

 

    Não cintilava o sol, abafado pela neblina e chuva, mas calor humano não faltou, uma estradinha directa ao coração de cada um e de todos. O que ali se via e completava era uma composição profundamente humanista, aquele jeito vivo e comunicativo do minhoto, que de geração em geração insiste em dar, dar sempre sem olhar a quem.

 

    O minhoto nunca deixou que o infortúnio batesse à porta alheia sem levar uma palavra e gesto de conforto e que não fosse socorrido, em piedosa esperança.

 

    Como disse a poetisa Amélia Janny (1838+1914):

 

A ti, que eu vejo sempre, se a doença

Me entristece, me abate e curva a fronte,

Junto de mim, qual brilha, em noite densa

Uma estrela surgindo no horizonte.

 

    Neste Minho, de terra amena e entufado de verde, naquela quietude da Natureza serena, correu a solidariedade em torno dum objectivo e da boa mesa, levada a cabo por boa gente. Gente, assim, é dum carácter extraordinário, duma bondade sublime, o enlevo dos felizes.

 

    Serve este arrazoado para introduzir o essencial. No passado domingo, 22 de Novembro de 2009, na sede social da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, na Valinha, lugar desta freguesia do concelho de Paredes de Coura, realizou-se o Almoço Solidário.

 

    Metade da receita reverteu em benefício do jovem Bruno Pereira, da freguesia de Bico, que ficou paraplégico em consequência de um lamentável acidente de viação, nos impenetráveis ocultos da Providência.

 

    A riquíssima ementa, confeccionada e servida por dezenas de voluntários padornelenses, num esforço hercúleo, era de fazer crescer água na boca: caldo da matança, cozido à portuguesa, arroz de sarrabulho, rojões à minhota, belouras à moda de Coura, arroz-doce, vinho maduro tinto, vinho verde branco, bebidas e café.

 

    O repasto, esse era opíparo, manjar selecto dos deuses em mesa farta de príncipe, não era possível seguir o assisado conselho de comer somente um bocadinho, impossível resistir à comida, uma delícia em quantidade pantagruélica, de comer e chorar por mais, regados com o tonus capitoso do vinho verde.

 

    Mais uma vez a distintíssima direcção e associados da colectividade padornelense estão de parabéns, eles que não correm atrás das palmas vãs e ociosas, pois o que os move é a benignidade do seu coração e a singular capacidade de saber fazer e saber estar.

 

    Um trabalho absorvente e esgotante que se faz com um sorriso nos doces lábios, em quilates de bondade e aptidão. Nunca é demais ser grato e dedicado, como tão bem o sabem ser os distintíssimos directores da Associação. Um bem-haja a todos.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 08:45
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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

PADORNELO NOS II JOGOS DA AMIZADE DE PAREDES DE COURA

Jogos da Amizade de Paredes de Coura

    No passado dia 21 de Novembro de 2009, no Pavilhão Gimnodesportivo de Paredes de Coura, realizaram-se os II Jogos da Amizade de Paredes de Coura, com a presença de 12 equipas.

 

    A Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo marcou presença com uma equipa composta pelos seguintes elementos: Quim Sá, Andreia, Augusto, Beatriz, Carla Lima, Fátima Carvalho, Francisco, Jorge Lima, José Luís e Maria do Céu Soares.

                                        

    A nossa equipa obteve as seguintes classificações intermédias: 4.º lugar no jogo da corrida dos sacos; 2.º lugar na subida à corda; 8.º na corrida com pé atado; 7.º no jogo da procura da vara com olhos vendados; 2.º no bowling; 3.º na caça; 9.º na tracção da corda; e 6.º na desfolhada.

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL FINAL

 

Equipa

Pontos

1.º

Formariz

78

2.º

Rubiães

76

3.º

Lamamá

74

4.º

Parada

73

5.º

Infesta

66

6.º

Padornelo

65

7.º

Vascões

65

8.º

Cunha

56

9.º

Bombeiros

50

10.º

Paredes de Coura

48

11.º

Cossourado

36

12.º

Resende

--

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 17:27
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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

A ORIGEM DOS NOMES DA NOSSA TERRA - II

 

ALMADARIA – Topónimo sumido há muitos séculos, certamente, sem qualquer persistência na memória oral. Está citado nas Inquirições realizadas por ordem régia em 1258, quando se descreve a alçada realizada em Padornelo: «do Casal da almadaria, IIIJ soldos et meala»[1]. Portanto, o Rei Dom Afonso III auferia quatro soldos e meio de prata sobre o rendimento produzido no Casal da Almadaria.

                               

Topónimo extremamente raro, de tal maneira que não se encontra rasto em qualquer enciclopédia ou tratado, e, pela presença do artigo al-, deve ter origem arábica.

                                    

Não faça dúvida a sobrevivência de topónimos minhotos com raiz sarracena, em meu socorro trago tão-somente alguns exemplos. Abadim, lugar das freguesias de Caminha e Cabeceira de Bastos, é um nome verbal do árabe abada, que significa «adorar, dar culto», latinizado como abbatinu-.

                                  

Outros haveria a listar como Alfela (Braga) Bade (Valença) e Badim (Monção)[2], para além duma plêiade de lugarejos em Ponte de Lima (Albotim, Alcouce, Almécega, Almeidas, Almoface, Almuinha, Alqueire, Alqueivada, Andame, Arrabalde, Arrifana, Atalaia, etc.)[3].

                                                  

O topónimo deve indicar, não uma antiquíssima mina, já atulhada e perdida, mas recursos associados a minério ou trabalhos de ferro, devido à presença da raiz al-ma’aden, que no arcaico árabe hispânico alma’dán significava «a mina, o mineral, o metal»[4], presente igualmente nos geónimos Almada, Almadanim (Portimão), Almadeina (Vila do Bispo) e Almadén[5] (Ciudad Real, Espanha).

                                                               

Recordemos que o substantivo e topónimo Ferreira vem do latim ferraria e significa, precisamente, «mina de ferro». Daí formou-se em português escorreito, também, Ferraria por junção do sufixo –aria, elemento de ligação que exprime a noção de lugar, ofício e objecto, para expressar a ideia de «oficina, fábrica de peças de ferro ou de outros metais; local onde se fabricam ferragens»[6].

                     

De qualquer forma já não há em Padornelo a mais pequena reminiscência deste arqueotopónimo, desaparecido na voragem do tempo.

Padornelo, medas                             

 


[1] Portugaliae Monumenta Historica a Saeculo VIII, 2 volumes, Academia das Ciências de Lisboa.

[2] Frei João de Sousa, Vestígios da Língua Arábica em Portugal, Lisboa, 1789, pp. 31, 72 e 73.

[3] Armando de Almeida Fernandes, Toponímia de Ponte de Lima – Estudo Toponímico, II vol., Ponte de Lima, 2001.

[4] José Pedro Machado, Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, I vol., Lisboa, 1984, pp. 101-102.

[5] Para além de topónimo, o vocábulo castelhano “almadén” é igualmente um substantivo com origem árabe e significado de «mina o minero de algún metal», conforme nos garante o Diccionario de La Lengua Espanola, 22.ª edição da Real Academia Espanola, Madrid, 2001.

[6] Academia das Ciências de Lisboa, Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, I vol., Editorial Verbo, Lisboa, 2001, p. 1728.

 

 

Temas:
publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 08:31
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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

PAREDES DE COURA NA FEIRA DE ARTES DE CENON

Dias 5 e 6 de Dezembro de 2009

 

Sábado e Domingo

 

III MÉLI MÉL’ARTS

Le Salon des Métiers d’Arts 2009

 

FEIRA DE ARTES DE CENON

 

60 pavilhões expositores, com a especial participação de cinco artistas de Paredes de Coura (artesãos, pintores e ceramistas), entre os quais a pintora Luísa Soares, de Padornelo. Estará também presente uma delegação espanhola de Laredo.

 

Veja aqui a página oficial do evento.

 

Temas:
publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 09:30
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PADORNELO: ALMOÇO SOLIDÁRIO

22 de Novembro de 2009

 

Domingo, 13 horas

 

Sede da Associação Cultural Recreativa Desportiva de Padornelo

lugar da Valinha, freguesia de Padornelo

 

ALMOÇO SOLIDÁRIO

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 08:30
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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

MAGUSTO NA ASSOCIAÇÃO

    O magusto da Associação Cultural de Padornelo realizou-se no dia 7 de Novembro [de 2009]. Por volta das 21 horas já a fogueira ia aquecendo os presentes, pois a noite estava muito fria e chuvosa.

 

    Mas apesar do mau tempo, a noite foi animando ao som da música popular e das castanhas a estalar. No final da noite, foi servido o caldo verde, bem quentinho como todos pretendiam.

 

Ivone Barreiro

 

Notícia do jornal NOTÍCIAS DE COURA, edição n.º 152, de 17 de Novembro de 2009, p. 8.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 10:30
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TOMADA DE POSSE

    Em resultado da tomada de posse, ficam constituídos como segue os órgãos autárquicos de Padornelo: Amâncio Lourenço, Porfírio Loureiro, Luísa Sá, Vidal da Silva Dias, Carla Cristina Soares de Lima, Maria Gorete Fernandes Barreiro e Marlene Isabel Barbosa, na Assembleia de Freguesia; Amâncio Lourenço, Porfírio Loureiro e Luísa Sá na Junta de Freguesia.

 

    No final da tomada de posse, o presidente Amâncio Lourenço agradeceu a todos os membros da lista que consigo colaboraram durante toda a campanha e continuarão a colaborar no mandato que agora se inicia. Agradeceu ainda a “toda a população que depositou uma vez mais a confiança” em si e na sua equipa.

 

Ivone Barreiro

 

Notícia do jornal NOTÍCIAS DE COURA, edição n.º 152, de 17 de Novembro de 2009, p. 8.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 09:30
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GRUPO CORAL NA CASA DA MÚSICA

    No dia 10 de Outubro [de 2009], o grupo de coro da paróquia de Padornelo realizou o seu passeio anual. Este ano, foi o Porto o destino do grupo.

 

    Logo pela manhã teve lugar uma visita guiada à Casa da Música, todos ficando a conhecer as salas e os auditórios do importante espaço cultural portuense.

 

    Depois do piquenique no parque da cidade, foi a vez de um passeio pelo Porto e uma ida ao Teatro Rivoli, onde o grupo assistiu ao musical de Filipe La Féria “A Gaiola das Loucas”.

 

Ivone Barreiro

 

Notícia do jornal NOTÍCIAS DE COURA, edição n.º 152, de 17 de Novembro de 2009, p. 8.

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publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 08:30
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

II JOGOS DA AMIZADE DE PAREDES DE COURA

21 de Novembro de 2009

 

Sábado, às 21 horas

 

Pavilhão Gimnodesportivo Municipal

 

II JOGOS DA AMIZADE

 

Convívio anual das associações culturais e desportivas do concelho de Paredes de Coura.

 

Programa:

·        21 horas – Desfile e apresentação das associações participantes e dos juízes;

·        21h15 – Início dos jogos;

·        23h15 – Encerramento e entrega de prémios.

 

Jogos:

·        Corrida de sacos;

·        Subida à corda;

·        Pé atado;

·        Jogo da Vara;

·        Bowling;

·        Caça;

·        Tracção;

·        Desfolhada;

·        Surpresa.

 

Associações participantes:

·        Bombeiros Voluntários;

·        Cossourado;

·        Cunha;

·        Formariz;

·        Infesta;

·        Lamamá;

·        Padornelo;

·        Parada;

·        Paredes de Coura;

·        Resende;

·        Rubiães;

·        Vascões.

 

Organização:

·        Câmara Municipal de Paredes de Coura e Movimento Associativo Courense.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 08:30
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

NA CAPELA DAS ANGÚSTIAS III

Capela das Angústias    Na próxima sexta-feira, dia 20 de Novembro de 2009, pelas 17h15, na capela de Nossa Senhora das Angústias, no lugar das Angústias, freguesia de Padornelo, concelho de Paredes de Coura, será celebrada missa pela intenção de Simão Alves, José Lopes, Adriano Rodrigues, António Gonçalves, Júlia Rocha e Júlia Pedrosa dos Santos.

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 09:00
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Domingo, 15 de Novembro de 2009

ALMOÇO SOLIDÁRIO EM PADORNELO

Almoço Solidário em Padornelo

22 de Novembro de 2009

 

Domingo, 13 horas

 

Sede da ACRDP

lugar da Valinha, freguesia de Padornelo

 

ALMOÇO SOLIDÁRIO

 

Preços:

·        Adultos: 15.00 €;

·        Adolescentes (dos 10 aos 15 anos): 7.50 €;

·        Crianças até aos 9 anos inclusive: Gratuito.

 

Inscrições:

·        Até ao dia 15 de Novembro de 2009

 

Informações:

·        918447385

 

Organização:

·        Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo

 

    Metade da receita angariada reverterá a favor do jovem Bruno Pereira, natural e residente em Bico, freguesia do concelho de Paredes de Coura, que ficou paraplégico na sequência de um grave acidente de viação.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 09:00
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Sábado, 14 de Novembro de 2009

JORNADAS MICOLÓGICAS DE CORNO DE BICO

27 a 29 de Novembro de 2009

 

Sexta-feira a Domingo

 

I JORNADAS MICOLÓGICAS DE CORNO DE BICO

 

CEIA – Centro de Educação e Interpretação Ambiental

 

”OS COGUMELOS NA SAÚDE E NO AMBIENTE”

 

·        Palestras;

 

·        Percurso pedestre;

 

·        Oficina de culinária;

 

·        Concurso de fotografia digital.

 

Local:

·        CEIA – Centro de Educação e Interpretação Ambiental (Chã de Lamas, freguesia de Vascões, concelho de Paredes de Coura).

 

Preço:

·        Programa completo: 75 cantarelos (incluí refeições, alojamento, caminhada, seguro, enquadramento técnico, certificado e recordação);

 

·        Jornadas sem dormida: 45 cantarelos.

 

Inscrições:

·        Até 16 de Novembro de 2009:

 

Organização:

·        Câmara Municipal de Paredes de Coura;

·        Paisagem Protegida de Corno de Bico.

 

Contactos:

·        251780100

·        251780010

 

Para mais informações:

·        251780010

·        927401500

·        914922245

·        ceia@cm-paredes-coura.pt

 

Temas:
publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 08:30
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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

TOMADA DE POSSE DA ASSEMBLEIA E JUNTA DE FREGUESIA DE PADORNELO VI

Junta de Freguesia de Padornelo: presidente Amâncio Barbosa, secretário Porfírio Loureiro e tesoureiro Luísa de Sá.

A nova Junta de Freguesia de Padornelo, empossada a 1 de Novembro de 2009 para o mandato de 2009/2013, composta pelo presidente Amâncio Barbosa Lourenço, secretário Porfírio José da Silva Loureiro, e tesoureiro Maria Luísa Barbosa de Sá, já em pleno Gabinete do Presidente. Fotografia de Fernando Abílio de Sá e Silva.

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 09:00
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Magusto em Paredes de Coura

MAGUSTO COM FEIRA DAS COLHEITAS

 

15 DE NOVEMBRO DE 2009

 

Domingo, às 15 horas

 

Vila de Paredes de Coura

 

Largo do Visconde de Mozelos

 

Nota: em caso de mau tempo realizar-se-á no edifício do mercado municipal no Largo de D. Maria Luísa Abreu e Antas.

 

Entrada livre

 

Compareça no convívio para saborear as castanhas e um copinho de vinho.

 

Aproveite e venha à feira das colheitas vender e/ou comprar os produtos da terra (castanhas, nozes, batatas, cebolas, mel, milho, entre muitos outros produtos).

 

Organização: Associação Cultural de Rubiães

 

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publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 08:00
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

TOMADA DE POSSE DA ASSEMBLEIA E JUNTA DE FREGUESIA DE PADORNELO V

Carla Lima, presidente da Assembleia de Freguesia de Padornelo

Carla Cristina Soares de Lima no acto de tomada de posse das funções de presidente da Assembleia de Freguesia de Padornelo para o mandato de 2009/2013, que decorreu no passado dia 1 de Novembro de 2009, na presença de Luísa de Sá, presidente cessante da Mesa da Assembleia de Freguesia. Fotografia de Fernando Abílio de Sá e Silva.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 09:00
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FALECEU O DELEGADO DISTRITAL DO INATEL

Delegado distrital do INATEL de Viana do Castelo faleceu aos 65 anos vítima de doença prolongada

 

    O director da Agência de Viana do Castelo da Fundação INATEL, António Pereira, faleceu na última noite, aos 65 anos, vítima de doença prolongada, disse hoje à Lusa fonte daquele organismo.

 

    António Pereira era responsável do Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores (INATEL) em Viana do Castelo desde 1993, primeiro como delegado distrital e depois como director da agência, na sequência da transformação daquele organismo em Fundação.

 

    Foi ainda vereador da Câmara de Viana do Castelo, entre 1990 e 1994, numa altura em que o Executivo era liderado por Carlos Branco Morais.

 

Notícia da Rádio GEICE FM, de 11 de Novembro de 2009

 

http://www.radiogeice.com/site_radio/index.php?option=com_content&task=view&id=8412&Itemid=42

 

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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

TOMADA DE POSSE DA ASSEMBLEIA E JUNTA DE FREGUESIA DE PADORNELO IV

Junta de Freguesia de Padornelo: Porfírio Loureiro, Amâncio Barbosa e Luísa de Sá

A nova Junta de Freguesia de Padornelo, empossada a 1 de Novembro de 2009 para o mandato de 2009/2013, composta pelo secretário Porfírio Loureiro, presidente Amâncio Barbosa e tesoureiro Luísa de Sá. Fotografia de Fernando Silva.

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 09:00
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

TOMADA DE POSSE DA ASSEMBLEIA E JUNTA DE FREGUESIA DE PADORNELO III

Luísa de Sá, tesoureiro da Junta de Freguesia de Padornelo

Maria Luísa Barbosa de Sá no acto de tomada de posse das funções de tesoureiro da Junta de Freguesia de Padornelo, que decorreu no passado dia 1 de Novembro de 2009. Fotografia de Fernando Abílio de Sá e Silva.

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 09:00
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

TOMADA DE POSSE DA ASSEMBLEIA E JUNTA DE FREGUESIA DE PADORNELO II

Porfírio Loureiro, secretário da Junta de Freguesia de Padornelo

Porfírio José da Silva Loureiro no acto de tomada de posse das funções de secretário da Junta de Freguesia de Padornelo, que decorreu no passado dia 1 de Novembro de 2009, na presença da presidente cessante da Assembleia de Freguesia, Luísa de Sá. Fotografia de Fernando Abílio Silva.

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 09:00
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Domingo, 8 de Novembro de 2009

Limpar a floresta

    O Movimento Limpar Portugal (PLP) é um movimento cívico cujo objectivo é promover a educação ambiental por intermédio da iniciativa de limpar a floresta portuguesa no dia 20 de Março de 2010.

 

    A primeira reunião agendada para o concelho de Paredes de Coura está marcada para o próximo dia 15 de Novembro de 2009, domingo, às 15h30, no Centro Cultural de Paredes de Coura, a fim constituir um núcleo coordenador.

 

    Registam-se para já algumas adesões individuais: Paulo Pimentel Torres, Armando Lopes, Cecília Pereira, Ângela Sellers, Ricardo Montenegro, Teresa Antas de Barros, Mário Braga de Sousa e Paulo Pereira de Castro.

 

Pode consultar aqui a página do Movimento Limpar Portugal.

 

Temas:
publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 09:00
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Sábado, 7 de Novembro de 2009

SEMPRE HOUVE DEMOCRACIA EM PADORNELO

    Dentro de quatro anos terá fim, em Paredes de Coura, um caso raro de longevidade na liderança de um órgão autárquico. Amâncio Barbosa comanda a Junta de Freguesia de Padornelo desde o 25 de Abril de 1974 e até agradece a lei que o impossibilita de se candidatar a um novo mandato.

                                       

    Foi com uma Comissão Administrativa que começou a longa maratona de gestão autárquica de Amâncio Barbosa. Passados 35 anos, o poder continua nas mesmas mãos e nas últimas eleições a vitória foi ainda mais expressiva do que em 2005.

                                           

    Para o autarca, o segredo está «no trabalho, na dedicação e na insistência em realizar os projectos apresentados para a freguesia». «Mais uma vez o eleitorado depositou confiança nas propostas da minha equipa», disse.

                                         

    Aos 66 anos e com mais de metade da vida dedicada à Junta de Freguesia, Amâncio Barbosa refere que nunca se cansou porque entrou «de alma e coração», mas confessa que já anda a tentar afastar-se há alguns anos e só não o conseguiu devido à insistência da população.

                                                  

    «As pessoas não me largam, vêm ter comigo e dizem-me que, enquanto eu mexer com as pernas, tenho que continuar», testemunhou. Contudo, o autarca terá mesmo de deixar a Junta de Freguesia de Padornelo por imposição da lei que não permite mais do que três mandatos consecutivos.

                                                  

    Amâncio Barbosa agradece precisamente à legislação. «Felizmente, a lei obriga-me a passar a bola a outro no fim deste mandato e acho bem que haja outras pessoas a contactar com estas experiências e a entrar na vida activa da freguesia para continuarem o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido», observou.

                                         

    Quanto à sucessão, o presidente da Junta de Freguesia de Padornelo eleito pelo PS diz que «há sempre pessoas interessadas» em ocupar aquele lugar. Além disso sublinha que, apesar de ter sido reeleito tantas vezes, sempre teve concorrência e que «sempre houve democracia em Padornelo».

 

    Três décadas e meia depois, Amâncio Barbosa recorda também o estado em que encontrou a freguesia em 1974, quando estava «carenciada de acessos, água e luz» e conta algumas das peripécias vividas nesse tempo.

 

    «Chegámos ao ponto de às duas horas da manhã andarmos com tractores a demolir muros para alargar caminhos, alumiados por um por um petromax porque ainda não existia corrente eléctrica na freguesia», lembrou.

 

    Para o próximo quatro anos, as propostas do autarca courense são acabar com os acessos em terra batida, adquirir equipamentos para parques infantis, fazer um livro de honra da freguesia, atribuir números de polícia a todas as habitações e remodelar a rede pública de electricidade.

 

Márcio Silva

 

Jornal ALTO MINHO, n.º 810, 2 de Novembro de 2009

 Amâmcio Barbosa Lourenço, presidente da Junta de Freguesia de Padornelo - Fotografia de Eduardo Daniel Cerqueira

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 13:30
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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

TOMADA DE POSSE DA ASSEMBLEIA E JUNTA DE FREGUESIA DE PADORNELO I

Assembleia e Junta de Freguesia de Padornelo

    No passado dia 1 de Novembro de 2009 decorreu a cerimónia de instalação da Assembleia de Freguesia de Padornelo e posse da Junta de Freguesia de Padornelo, cuja sessão solene teve lugar no edifício sede da Junta, no lugar da Valinha, deste concelho de Paredes de Coura.

 

    Na fotografia vemos, da esquerda para a direita, os elementos agora empossados para o mandato de 2009/2013:

·        José Manuel Pereira Lira, vogal da Assembleia de Freguesia;

·        Filipe Manuel dos Santos Amorim, vogal da Assembleia de Freguesia;

·        José Fernando Fernandes Rodrigues, vogal da Assembleia de Freguesia;

·        Porfírio José da Silva Loureiro, Secretário da Junta de Freguesia;

·        Amâncio Barbosa Lourenço, Presidente da Junta de Freguesia de Padornelo;

·        Maria Luísa Barbosa de Sá, Tesoureira da Junta de Freguesia;

·        Gorete Fernandes Barreiro, 1.ª secretária da Assembleia de Freguesia;

·        Carla Cristina Soares de Lima, Presidente da Assembleia de Freguesia de Padornelo;

·        Marlene Isabel Vaz Barbosa, 2.ª secretária da Assembleia de Freguesia;

·        Vidal da Silva Dias, vogal da Assembleia de Freguesia.

Fotografia de Fernando Abílio de Sá e Silva.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 10:51
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

ALMOÇO DE SOLIDARIEDADE

22 de Novembro de 2009

 

Domingo, 13 horas

 

Sede da ACRDP,

lugar da Valinha, freguesia de Padornelo

 

ALMOÇO DE SOLIDARIEDADE

 

Ementa:

·        Caldo da matança;

·        Cozido;

·        Rojões com belouras e castanhas;

·        Arroz de sarrabulho;

·        Arroz doce;

·        Vinho maduro tinto;

·        Vinho verde tinto;

·        Vinho verde branco;

·        Cerveja; refrigerantes;

·        Águas.

 

Preços:

·        Adultos: 15.00 €;

·        Adolescentes (dos 10 aos 15 anos): 7.50 €;

·        Crianças até aos 9 anos inclusive: Gratuito.

 

Inscrições:

·        Até ao dia 15 de Novembro de 2009

 

Informações:

·        918447385

 

Organização:

·        Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo

 

Metade da receita angariada reverterá a favor do jovem Bruno Pereira, natural e residente em Bico, freguesia do concelho de Paredes de Coura, que ficou paraplégico na sequência de um grave acidente de viação. Esta verba destina-se a custear uma série de adaptações num automóvel para que o Bruno possa ser mais autónomo.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 17:02
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Domingo, 1 de Novembro de 2009

MAGUSTOS E FESTEJOS ASSOCIADOS À CASTANHA

    A castanha foi alimento primordial na cadeia alimentar humana em tempos idos, quando a miséria era tanta como os piolhos, sendo gradualmente substituída e marginalizada pela introdução de outros produtos, em especial a batata e o milho. Foi mantimento básico, insubstituível, até ao século XVI, importância que se prolongou nalgumas regiões até ao século XVIII.

                                                                                         

    Dela se fazia o sustento essencial, o caldo substancial, o puré de atulho, a escolta aos demais alimentos e inúmeros pratos, tudo aos punhados. Na mesa do pobre nunca faltava pãozinho de castanhas.

                                  

À falta de pão

Até migalhas vão.

                                                

    Até ao século XVII consumia-se mais castanhas do que pão de trigo e de milho ou batatas, tanto na alimentação humana, como excelente alimento para certos animais, em especial o porco, o carneiro e a vaca leiteira.

                                                          

    Os soutos abrangiam compactas regiões do Norte, em especial nos terrenos graníticos e xistosos de Trás-os-Montes e das Beiras. Na década de 1930 a maior mancha de castanheiros preponderava em Bragança (22.400 hectares), Guarda (15.200), Castelo Branco (12.700), Viseu (10.700) e Vila Real (10.600).

                                                  

    A colheita da castanha decorre de Setembro a Novembro, sendo a apanha feita por homens que varejam as árvores e rapazes que apanham os ouriços, por vezes ajudados pelas mulheres, a esgadanhar na batalha pela vidinha, o estômago precisa tanta pitança como o espírito.

                                               

Se o castanheiro falara

Ele dissera o que viu;

Debaixo da sua sombra

Dois amantes encobriu.

                                                                   

    Hoje a castanha encerra, tão-somente, um carácter simbólico e folclórico residual associado às festas do Outono e nas celebrações dos Santos, Fiéis Defuntos e S. Martinho. Já não é festim à tripa-forra em mesa de cristãos e mouros, nem umbigo do mundo.

                                                    

    O vocábulo magusto tem uma origem controversa, sem certa certeza. Mas virá do latim magnus ustus, «grande fogueira, queimado», e tem correspondência no galego e no asturiano magosto. Magusto, que hoje designa tão-só as castanhas assadas, definia antigamente a própria fogueira onde alabaravam as ditas, o que está conforme com a etimologia.

                                                  

    As tradições que ocorriam por esta altura eram variáveis, embora com algumas pontes comuns, verdadeiras refeições cerimoniais. Outrora, ainda no início do século XIX, em algumas regiões do Norte, os festejos associados à castanha principiavam no dia de S. Simão e S. Judas Tadeu, comemorado a 28 de Outubro, ponto de partida para as merendas prazenteiras de castanhas assadas que se prolongavam até ao S. Martinho.

                                                         

Em dia de S. Simão,

Quem não faz magusto

Não é cristão.

                                                          

    O dia de Todos-os-Santos, igualmente dedicado ao antiquíssimo costume de pedir Pão por Deus, o qual remonta à Idade Média, está, também, relacionado ao magusto, comido à lambardana, a boca a manducar de prazer, masca que masca.

                                                                                                           

A castanha tem uma manha,

Vai com quem a apanha.

                           

    Assim, em muitas localidades de Trás-os-Montes era festejado nesta ocasião o “Magusto dos Santos”, com romarias do poviléu, trupe que trupe virado ao campo, a pilhar castanhas, assando-as de seguida em fogueiras de carqueja, chamiça e sargaço, improvisadas no remanso da pulsação ao ar livre. Tudo bem regado com vinho palhete ou água-pé de canjirão, até tombarem para o lado, no poisar mansinho do torpor da fadiga báquica antes do sol-pôr.

                                                         

Dos Santos a S. Martinho

São onze dias de pão e vinho.

                                                                        

    O magusto de 1 de Novembro era uma quase obrigação social e festiva, um arraial pegado para as populações do Norte de Portugal, a cabriolar como faunos e ninfas, numa alegria indizível que antecedia a solenidade profunda das cerimónias religiosas do Dia dos Finados, a carregar tristeza e borbulhão de lágrimas. O povinho é assim, da alacridade efusiva à mágoa sentida enquanto arde um fósforo.

                                               

Não sei se cante, se chore,

Se qual melhor me será;

O cantar alivia penas,

O chorar as dobrará.

                                         

    Em conformidade com as melhores conjecturas etnológicas aceites, o Magusto dos Santos é a reminiscência de antiquíssimos rituais fúnebres pagãos, do tempo dos deuses farsantes, durante os quais se faziam oferendas em géneros alimentares às almas dos mortos, segundo essa crença arreigada voltavam aos lugares das suas vidas anteriores, não sei se brancos como a cera.

                                

Alma enamorada

De pouco é assombrada.

                                           

    Nessa altura as almas penadas tinham fome de lobo esfaimado e metiam medo adamastórico, apaziguadas com ritos opíparos para retornarem ao limbo e à paz do Senhor, que nestas coisas do fabuloso nada é impossível.

 

    O mandato transcendente da igreja, em parte, apropriou-se desse ritual incarnado no Dia dos Fiéis Defuntos. O cerimonial do magusto, a fogueira e as castanhas, são resquícios residuais de sacrifícios que já foram grandes como a Arca de Noé.

 

Em dia de S. Martinho,

Lume, castanhas e vinho.

                                                                         

    A importância de S. Martinho associado à festa popular das castanhas e como patrono do vinho e dos bêbados cresceu de tal modo e ocupou quase todo o espectro festivo ligado aos magustos, relegando para plano secundário todas as outras tradições e santinhos desta época.

 

    Hoje, como os demais costumes de antanho, é um mero arremedo da pujança festiva que teve outrora, mecanicamente festejado com soberano desdém, meia dúzia de castanhas e larachas de permeio

 

Pelo S. Martinho,

Rabusca o teu soitinho

E apanhas as castanhas

Faz o teu magustinho;

Vai à tua adega,

Encerta teu pipinho

E prova o teu vinhinho;

E, se te apetecer,

Vai ao teu cortelho

E mata o teu porquinho.

 

    Em quase todo o Minho o dia de S. Martinho era celebrado com magustos de castanhas assadas em fogueiras que se acendiam nos eidos e rossios das aldeias. Festividade que se alongava noite adentro até ao cair finíssimo do orvalho, nunca escasseava a malga de vinho verde agulhento, em acenos lampeiros de atmosfera foliona.

 

Pelo S. Martinho

Prova teu vinho,

Ao cabo do ano

Já te não faz dano.

 

    S. Martinho, há que ror de anos, alcançara foros de santo popular com um conteúdo mais profundo pela analogia encavalitada com a vinhaça e a embriaguez, faceta que iremos evidenciar noutro artigo, desde que não seja nas calendas gregas.

 

Do vinho e da mulher

Livre-se o homem se puder.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:11
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