Blogue acerca da terra, das pessoas, dos costumes e da História de PADORNELO, freguesia do concelho de Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo, publicado por JOFRE DE LIMA MONTEIRO ALVES.

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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

CANCIONEIRO POPULAR DO MINHO 3

Adeus fonte da pedra

Que da água fez romance;

Nunca vi solteira triste

Nem casada que descanse.

 

Adeus casa minha

Que te hei-de mandar dourar,

De pedra em pedrinha

Para o meu amor passar.

 

Adeus que me vou embora,

Adeus que embora me vou.

Se queres alguma coisa

Por ora ainda aqui estou.

 

Adeus que me vou embora,

Adeus que embora me vou.

Vou-me embora porque quero

A mim ninguém me mandou.

 

Adorada das estrelas

Anda-me agora falar;

Se as estrelas te adoram

Também te hei-de adorar.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 17:36
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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

CANCIONEIRO POPULAR DO MINHO 2

A cantar ganhei dinheiro,

A cantar se me acabou.

O dinheiro mal ganhado

Água o deu, água o levou.

 

Aceita, meu bem aceita,

Esta pequena lembrança.

Sou firme até à morte,

Só em ti tenho esperança.

 

Aceita tantos beijinhos

Como areias tem o mar;

Já que de ti estou longe

Beijos te não posso dar.

 

Adeus fontes, adeus rio,

Adeus regatos pequenos;

Adeus casa dos meus pais

Até quando nos veremos?

 

Adeus meu amor, adeus,

Até quarta ou quinta-feira,

Que eu não passo sem te ver

Uma semana toda inteira.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 08:30
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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

CANCIONEIRO POPULAR DO MINHO 1

 

A água no monte nasce,
Por copos de vidro desce;
Nem a água torna à fonte
Nem o meu amor me esquece.
 
 
Abre-me a porta morena,
Que estou com os pés na geada,
Se não me abres a porta
Não és morena nem nada.
 
 
Abre-te janela abre,
Se te abres para o bem;
Se te abres para penas
Meu coração penas tem.
 
 
A cana verde me disse
Se eu queria ir com ela;
Vai-te embora cana verde
Que eu não deixo a minha terra.
 
 
A candeia por estar alta
Não deixa de alumiar;
O meu amor por estar longe
Não deixa de me falar.

Padornelo: capela da Casa de Senrelas

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 08:34
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Sábado, 2 de Maio de 2009

CANCIONEIRO TRADICIONAL DO MINHO

 

Este linho é mourisco
 
Letra e música popular do Minho:
 
Este linho é mourisco
e a fita dele namora,
quem daqui não tem amores
pega o chapéu vá-se embora.
 
Ai-a-li-o-lai-o-lai-lalolé
lai-a-ró meu bem,
regala-te o meu amor
regala-te e passa bem.
 
Ó minha mãe dos trabalhos
para quem trabalho eu,
trabalho mato meu corpo
não tenho nada de meu.
 
Mondadeiras lá de baixo
mondai o meu linho bem,
não olheis para o portelo
que a merenda logo vem.
publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 10:15
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Sábado, 28 de Junho de 2008

HISTÓRIA DA NAU CATRINETA

Notas e fonética de Jofre de Lima Monteiro Alves

 

(Versão minhota do século XIX, com exacta transcrição fonológica)

                                                                           

Istória da Nau Catrineta

Eu bo-la qéro còntar;

Trinta anos e um dia

Séimpre à beira do mar.

 

Nũ[1] habia qe comer

Néim tampouco que gastar;

Butáro[2] solas de môlho

Pra domingo jêintar.

 

As solas éro[3] tão rijas,

Não nas pudéro[4] tragar;

Butáro sortes a ber

Qáis[5] s’habia de matar,

Caiu a sorte prumeira[6]

No capitão-general:

 

«Arriba[7], arriba, gàgéiro,

Àqele tope[8] real!

Ber[9] se bês terras de Espanha,

Ou aréias de Portugal!»

 

«Àlbiças[10], meu capitóum,

Já béijo[11] terras de Espanha

E aréias de Portugal.

Taméim[12] béijo três donzelas

À sombra dum laranjal;

A mais noba ‘stá a coser

E a tchigante[13] ‘stá a bordar,

E a mais bela d’elas todas

Por seus páis ‘stá a tchorar.»

 

«Todas três sóum[14] minhas filhas,

Todas três t’as hei-de dar:

Uma pàra te bestir,

Òitra pàra te calçar,

E a que mais bonita fôr,

Pàra còntigo casar.»

 

«Nũ quero as tuas filhas,

Deu’las[15] deixe béim fadar[16]

 

«Darei-te[17] tanto dinheiro

Qi o não possas contar.»

 

«Eu não qero o seu dinheiro,

Qe le[18] custou a ganhar.»

 

– «Dou-t’o meu cabalo branco

Pàra tu o felutriar[19]

 

«Eu não quero o seu cabalo,

Qi é de bòcê passiar,

Qero a Nau Catrineta

Pàra no mar nabegar.

Q’assim cumo ‘scapou desta,

Doitra há-de ‘scapar».



[1] Não.

[2] Deitaram.

[3] Eram.

[4] Puderam.

[5] Quais.

[6] Primeira.

[7] Acima.

[8] Mastro.

[9] Por «a ver».

[10] Alvíssaras.

[11] Vejo.

[12] Também.

[13] Chigante, àquela que está próxima, imediata.

[14] São.

[15] Deus as...

[16] Deus as deixe com bom destino.

[17] Dar-te-ei.

[18] Que o.

[19] Fazer folias a cavalo.

                                                      

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
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