FIM (DE ALGUNS) DOS MEUS BLOGUES
Os meus blogues COURA: magazine, COURA: magazine – FOTO, COURA: magazine – HISTÓRIA, HERÁLDICA DE COURA e TERRAS DE COURA chegaram ao fim.
De todos dedicados ao concelho de Paredes de Coura, somente restará este, PADORNELO, o filho dilecto e acarinhado.
A decisão foi pensada e profundamente maturada. Alguns desses blogues já tinham artigos pré-programados e inseridos para aparecerem em datas futuras, os quais foram definitivamente apagados.
Para memória vindoura, ficam a jazer na blogosfera 3518 artigos e fotografias, fruto duma indiscutível dedicação, capacidade de trabalho, pesquisa e amor evidente à terra dos meus antepassados.
Um trabalho feito com imenso gosto e ternura, onde se abordou a mais variada temática: fotografia, linguística, história, heráldica, genealogia, biografias, efemérides, poesia, Aquilino Ribeiro, cancioneiro popular, culinária, provérbios, freguesias, notícias, divulgação, vídeos, património humano e paisagístico, etc.
Sempre com o pensamento e o coração em Paredes de Coura, sem nada exigir em troca, tão-somente por mera devoção e a esperança lisonjeira de ser digno. Sem qualquer inofensiva vaidade.
Vejo-me na situação aflitiva de fechar os blogues. Uma porta que se encerra de forma tão penosa, que não existe ninguém capaz de avaliar e dimensionar a dor que me leva a ter esta atitude.
Mas quem não se sente, não é filho de boa gente. E eu sou filho da cepa dos Inocêncios, gente séria e honestíssima: não engulo sapos, não lambo as botas, não admito insultos infames.
A todos, o meu sentido bem-haja. Ao Eduardo Bastos uma palavra de carinho pela sensibilidade sempre manifesta.
Acima de todos, um particular gesto do mais profundo apreço para o amigo Eduardo Daniel Cerqueira, o qual incessantemente me incentivou e ajudou na missão de levar bem longe e mais alto o nome de Paredes de Coura, nobre apoio desinteressado e persistente, com ideias e material.
Não há insubstituíveis e nada se perdeu. A não ser a vontade de levar este projecto mais além. Ninguém carrega uma cruz, se não tiver vontade plena ou vocação de mártir.
Depois de trinta e seis meses, uma aventura que começou em Março de 2005, tudo acabou. Tudo, tudo, não: continuará aqui nas colunas do blogue PADORNELO. Obrigado.
