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PADORNELO

Blogue acerca da terra, das pessoas, dos costumes e da História de PADORNELO, freguesia do concelho de Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo, publicado por JOFRE DE LIMA MONTEIRO ALVES.

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07
Nov08

A PROPÓSITO DE PADORNELO: Ensaio de Toponímia

 

Por Jofre de Lima Monteiro Alves
 
         As minhas raízes mais próximas são oriundas de Padornelo, daí ser um imperativo moral que me impele a divagar sobre a terra dos meus avoengos. Mas somente para abordar na perspectiva linguística o respectivo topónimo.
                                   
    Padornelo é nome de terra pouco comum e mesmo assim tão-só no Noroeste da Península Ibérica, como aponta o dr. José Pedro Machado (“Dicionário Onomástico, Etimológico da Língua Portuguesa”, terceiro volume, p. 1115): Amarante, Paredes de Coura, Felgueiras, Guimarães, e no outro lado do Rio Minho, na Corunha, Ourense e Lugo; a variante Padornelos encontramo-la em Montalegre, e em Felgueiras temos também Padronelo.   
Padornelo: canastro no lugar do Sobreiro                                                           
    A maior parte dos autores diz secamente que Padornelo é um diminutivo de padrão. Será, mas não estou de acordo, pois se assim fosse teriam que haver mais localidades com este nome, e elas estão somente localizadas no perímetro que já referi, espaço da antiga latinidade que tem um léxico comum e toponímico de Entre-Douro-e-Minho e Galiza, isto é, o antigo reino bárbaro dos Suevos, e que favoreceu o extremo noroeste peninsular.
                                                         
    Durante anos li e investiguei, porquanto a dúvida, mesmo a mais fútil, é absolutamente necessária, e foi força motriz do progresso e do conhecimento.
                                                            
    Se o vocábulo Padornelo vinha de padrão, e padrão é fenómeno vulgarizado em todo o lado e mais algum, como se justifica que tão-somente num delimitado e pequeno espaço haja este topónimo? E tornava para mim que Padornelo não podia vir de padrão.
                                                                 
    Nessa premente dúvida percorri pistas, folheei os abalizados ensaios, consultei as mais doutas obras, revirei as estantes da minha biblioteca, andei no rasto de eminentes tratadistas tais como José Pedro Machado, Antônio Geraldo da Cunha, Joseph-Maria Piel, Aurélio Buarque de Holanda, Joseph Huber ou Carolina Michaelis de Vasconcelos. E nada de substancial era acrescentado: ou repetiam que era diminutivo de padrão, ou faziam um surdo silêncio.
                                                            
    Um dia nesse afã topei com salvador ensaio lavrado por Joan Corominas, eminente sábio de muitos estudos da filologia, intitulado “Elementos Prelatinos En Los Romances Hispánicos”, inserido nas «Actas del I Coloquio Sobre Lenguas y Culturas Prerromanas de la Península Ibérica» (1974). Eis o que ali bebi sobre a matéria versada.
                                              
    A etimologia de Padornelo é pré-latina, isto é, é palavra muito antiga e anterior à presença dos romanos na península, com origem no dialecto que era falado antes das tropas imperiais de Roma terem conquistado a Hispânia, terra dos nossos antepassados.
                                                                                       
    Vem de petruono, e nessas línguas celtas petru queria dizer quatro, e portanto significava a quadrícula, ou quadrado onde se cruzavam quatro caminhos, a encruzilhada.
                                                                      
    As terras assim chamadas eram os locais onde se encontravam em cruzamento as linhas de comunicação, e não onde se colocava o padrão militar que os Romanos usavam para marcar as suas vias de duas em duas milhas.
                                                     
    O elemento Celta parece ter-se conservado na costa da Galiza e no Norte de Portugal, mas em quatro ou cinco gerações os povos deixaram de falar as suas línguas nacionais, visto que os Romanos impunham imperiosamente a sua.
                                                             
    Desses arcaicos falares celtibéricos entraram na língua romana somente uma dúzia de palavras, das quais Ibéricas são esquerdo, veiga e arroio, e Celtas são, por exemplo, braga, camisa, légua e vassalo.
                               
    Mas foi a base desse elemento celta e depois a existência do Reino dos Suevos que permitiu a continuidade duma unidade étnica, que perseverando determinadas características, deu origem a Portugal.
                                                                                       
    Foi nesse espaço que sobreviveu o topónimo Padornelo, aqui com o sentido de encruzilhada, e não de padrão de reduzidas dimensões.

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