
Está patente ao público, na sala de exposições do Centro Cultural de Paredes de Coura, uma belíssima exposição de pintura da autoria de Luísa Manuela Soares da Cunha Barbosa.
Luísa Soares da Cunha, filha de Artur da Cunha e Maria Alice Soares, nasceu a 21 de Janeiro de 1974 em Padornelo, freguesia do concelho de Paredes de Coura, onde também reside.
Muito jovem começou a pintar, numa fábrica de miniaturas de borracha, sedeada na vila de Paredes de Coura, onde trabalhou durante dois anos.
Seguidamente foi trabalhar para uma fábrica de cerâmica e faiança, sedeada na zona industrial de Castanheira, onde permaneceu durante quinze anos.
A partir de 2004 e em virtude das dificuldades financeiras que afectaram a referida fábrica, começa a pintar por conta própria, tendo já expostos os seus trabalhos em Braga, Exponor, Fil, Batalha, entre outros.
Na cerimónia de abertura da exposição, além dos Senhores Presidentes do Município de
Paredes de Coura e das Freguesias de Padornelo e de Paredes de Coura, do reverendíssimo padre José Meira, membros e colaboradores da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, outras individualidades, muitos foram os amigos e conterrâneos, que se quiseram associar a esta singela mas bela cerimónia.
Da autora recordo-me que foi baptizada a 27 de Janeiro de 1974, sendo seus padrinhos Manuel de Jesus Soares e Maria Alice da Costa e Silva. É irmã de Maria Susana, Maria da Conceição, José Manuel, Armando, Cristina, Manuel e Maria do Céu Soares da Cunha, moradores em tempo no lugar das Angústias, alguns deles hoje emigrados nos Estados Unidos da América.
Não sendo crítico de Arte, falo somente com o coração, maravilhado perante tanta beleza e tanta estética saída da paleta desta artista, de manifesto bom-gosto, capaz de despertar o gosto e a sensibilidade no visitante.
A cor vertiginosa – são deliciosas aquelas transições das cores – e o traço preciso indicam lampejos duma Arte sublime, um pulsar ardente e fervoroso desta nossa ilustre conterrânea pelo seu mimoso dom imanente. Tudo iluminado pelo brilho do talento.
Aqui vemos a doutrina da beleza e da estética com todas as suas implicações nesta obra pictórica importante. Vale a pena ser de Padornelo, lindíssima terra que alberga em si tal talento, uma artista a quem desejo e auguro um futuro auspicioso.
As fotografias são do Fernando Abílio de Sá e Silva, a quem agradecemos.