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Dentro de quatro anos terá fim, em Paredes de Coura, um caso raro de longevidade na liderança de um órgão autárquico. Amâncio Barbosa comanda a Junta de Freguesia de Padornelo desde o 25 de Abril de 1974 e até agradece a lei que o impossibilita de se candidatar a um novo mandato.
Foi com uma Comissão Administrativa que começou a longa maratona de gestão autárquica de Amâncio Barbosa. Passados 35 anos, o poder continua nas mesmas mãos e nas últimas eleições a vitória foi ainda mais expressiva do que em 2005.
Para o autarca, o segredo está «no trabalho, na dedicação e na insistência em realizar os projectos apresentados para a freguesia». «Mais uma vez o eleitorado depositou confiança nas propostas da minha equipa», disse.
Aos 66 anos e com mais de metade da vida dedicada à Junta de Freguesia, Amâncio Barbosa refere que nunca se cansou porque entrou «de alma e coração», mas confessa que já anda a tentar afastar-se há alguns anos e só não o conseguiu devido à insistência da população.
«As pessoas não me largam, vêm ter comigo e dizem-me que, enquanto eu mexer com as pernas, tenho que continuar», testemunhou. Contudo, o autarca terá mesmo de deixar a Junta de Freguesia de Padornelo por imposição da lei que não permite mais do que três mandatos consecutivos.
Amâncio Barbosa agradece precisamente à legislação. «Felizmente, a lei obriga-me a passar a bola a outro no fim deste mandato e acho bem que haja outras pessoas a contactar com estas experiências e a entrar na vida activa da freguesia para continuarem o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido», observou.
Quanto à sucessão, o presidente da Junta de Freguesia de Padornelo eleito pelo PS diz que «há sempre pessoas interessadas» em ocupar aquele lugar. Além disso sublinha que, apesar de ter sido reeleito tantas vezes, sempre teve concorrência e que «sempre houve democracia em Padornelo».
Três décadas e meia depois, Amâncio Barbosa recorda também o estado em que encontrou a freguesia em 1974, quando estava «carenciada de acessos, água e luz» e conta algumas das peripécias vividas nesse tempo.
«Chegámos ao ponto de às duas horas da manhã andarmos com tractores a demolir muros para alargar caminhos, alumiados por um por um petromax porque ainda não existia corrente eléctrica na freguesia», lembrou.
Para o próximo quatro anos, as propostas do autarca courense são acabar com os acessos em terra batida, adquirir equipamentos para parques infantis, fazer um livro de honra da freguesia, atribuir números de polícia a todas as habitações e remodelar a rede pública de electricidade.
Márcio Silva
Jornal ALTO MINHO, n.º 810, 2 de Novembro de 2009