. PADORNELO NAS JANEIRAS DE...
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Foi, sem dúvida alguma, mais uma feliz iniciativa da nossa sempre diligente Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo. Casa cheia, a transbordar para todos os lados, a encher literalmente a sala, a ocupar inclusive o palco.
Multidão que respondeu de pronto ao apelo em levar um pouco de solidariedade, a mitigar o infortúnio, acudir aos consternados, gesto de grande nobreza da direcção e demais pessoas de Padornelo, prestável e dadivosa, gente que já roçou os cotovelos pelos tampos da banca do humanismo.
Não cintilava o sol, abafado pela neblina e chuva, mas calor humano não faltou, uma estradinha directa ao coração de cada um e de todos. O que ali se via e completava era uma composição profundamente humanista, aquele jeito vivo e comunicativo do minhoto, que de geração em geração insiste em dar, dar sempre sem olhar a quem.
O minhoto nunca deixou que o infortúnio batesse à porta alheia sem levar uma palavra e gesto de conforto e que não fosse socorrido, em piedosa esperança.
Como disse a poetisa Amélia Janny (1838+1914):
A ti, que eu vejo sempre, se a doença
Me entristece, me abate e curva a fronte,
Junto de mim, qual brilha, em noite densa
Uma estrela surgindo no horizonte.
Neste Minho, de terra amena e entufado de verde, naquela quietude da Natureza serena, correu a solidariedade em torno dum objectivo e da boa mesa, levada a cabo por boa gente. Gente, assim, é dum carácter extraordinário, duma bondade sublime, o enlevo dos felizes.
Serve este arrazoado para introduzir o essencial. No passado domingo, 22 de Novembro de 2009, na sede social da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo, na Valinha, lugar desta freguesia do concelho de Paredes de Coura, realizou-se o Almoço Solidário.
Metade da receita reverteu em benefício do jovem Bruno Pereira, da freguesia de Bico, que ficou paraplégico em consequência de um lamentável acidente de viação, nos impenetráveis ocultos da Providência.
A riquíssima ementa, confeccionada e servida por dezenas de voluntários padornelenses, num esforço hercúleo, era de fazer crescer água na boca: caldo da matança, cozido à portuguesa, arroz de sarrabulho, rojões à minhota, belouras à moda de Coura, arroz-doce, vinho maduro tinto, vinho verde branco, bebidas e café.
O repasto, esse era opíparo, manjar selecto dos deuses em mesa farta de príncipe, não era possível seguir o assisado conselho de comer somente um bocadinho, impossível resistir à comida, uma delícia em quantidade pantagruélica, de comer e chorar por mais, regados com o tonus capitoso do vinho verde.
Mais uma vez a distintíssima direcção e associados da colectividade padornelense estão de parabéns, eles que não correm atrás das palmas vãs e ociosas, pois o que os move é a benignidade do seu coração e a singular capacidade de saber fazer e saber estar.
Um trabalho absorvente e esgotante que se faz com um sorriso nos doces lábios, em quilates de bondade e aptidão. Nunca é demais ser grato e dedicado, como tão bem o sabem ser os distintíssimos directores da Associação. Um bem-haja a todos.