Blogue acerca da terra, das pessoas, dos costumes e da História de PADORNELO, freguesia do concelho de Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo, publicado por JOFRE DE LIMA MONTEIRO ALVES.

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Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011

MEDICINA POPULAR DO MINHO I

Abcessos – O fel do porco macho, em especial, mas doutros animais ainda, era convincente no tratamento dos abcessos, misturado com um pouco de mel. Para fazer emolientes e pomadas, com as quais se friccionava o abcesso, fazia-se um preparado das enxúndias – gordura das aves – das galinhas, mas também papas de batata com leite, papas de farinha de pau ou um fortíssimo unguento à base de sabão amarelo, gema de ovo, açúcar mascavado e folhas de amieiro[1].

 

Agulhas – As agulhas de coser eram temidas, pois uma vez espetadas bem fundo no tecido muscular, entravam na corrente sanguínea em direcção ao coração, com resultados funestos. Aplicava-se sobre o ponto da picada, uma língua de raposo macho[2], a qual também é empregue para expulsar espinhas cravadas no corpo.

 

Alopecia – A perda ou ausência de cabelos, resultante de alterações fisiológicas, efeitos das enfermidades, distúrbios endócrinos e factores hereditários, era tratada com cozimento de tormentelo (Thymus Coespititius), um subarbusto indígena do Norte de Portugal, aromático e medicinal.

 

Amenorreia – A ausência, diminuição ou supressão do fluxo menstrual, exigia o uso miraculoso do chá da erva das Setes Sangrias ou do chá da Sargacinha dos Montes (Lithospermum diffusum), que habita os pinhais e os matos entre Dezembro e Setembro, conforme esta quadra popular:

À sargacinha do monte

Eu devo-lhe obrigações.

Que encobre meus segredos

Em certas incasiões.

 

Na região do Baixo Minho usavam o chá de nêveda (Clinopodium ascendens), ou, melhor ainda, o pitéu raríssimo de caldos de galinha preta.

 

Anemia – Em Paredes de Coura, quando as crianças ou adultos sofriam de “fraqueza” ou de “sangue fraco”, davam-se as famosas gemadas feitas com gemas de ovo, açúcar amarelo e vinho fino – hoje designado por Vinho do Porto – queimado. Por vezes era colocado um prego nessa infusão a marinar uns dias. Para as crianças mais pequenas o vinho fino era substituído por leite muito quente. Noutras regiões minhotas a terapêutica mandava administrar bolos de pão de milho untados com azeite, receita que não repugnava o sentido.

 



[1] Alexandre Lima Carneiro e Fernando Pires de Lima, Medicina Popular Minhota, 1931, p. 231.

[2] Alexandre Lima Carneiro e Fernando Pires de Lima, Medicina Popular Minhota, 1931, p. 231.

 

Canastro e casa na Bazanca, lugar da freguesia de Padornelo, concelho de Paredes de Coura.

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 09:01
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