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PADORNELO

Blogue acerca da terra, das pessoas, dos costumes e da História de PADORNELO, freguesia do concelho de Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo, publicado por JOFRE DE LIMA MONTEIRO ALVES.

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05
Set06

CAPELA DO SENHOR ECCE HOMO: História, Fundação e Descrição Artística

Padornelo, capela  de Ecce Homo

FUNDAÇÃO E FUNDADOR

 

    A fundação da capela deve-se à iniciativa e devoção do padre António Pedro Alves, que «promoveu uma subscrição importante, visto não haver fundos disponíveis para ela», e obteve as licenças necessárias do Arcebispo Primaz de Braga, Senhor D. Gaspar de Bragança (1716+1789).

 

    António Pedro Alves nasceu no Sobreiro, lugar da freguesia de Padornelo, a 26 de Agosto de 1745, filho de António Alves, de Padornelo, e de Ana Maria dos Santos, da freguesia de Paredes, concelho de Coura.

 

    Foi pároco encomendado da igreja matriz de Santa Marinha de Pa­dornelo durante 11 anos, por espaço de tempo intercalado, de 1782 a 1789, em 1803, em 1805, e, por fim, em 1815-1816.

 

    Faleceu no lugar do Sobreiro a 17 de Janeiro de 1828, com 82 anos de idade. Era irmão do padre José Luís Alves dos Santos, cura da paroquial igreja de Santa Maria de Paredes, do concelho de Coura.

 

OBRAS

 

    Em 1776 principiaram as obras, levadas a cabo pelo mestre João Rodrigues, da freguesia de Infesta, responsável pela obra de pedreiro e de pedraria. João Rodrigues, foi indiscutivelmente o mais prolixo e o maior mestre pedreiro do Alto Minho daquela época, na medida em que construiu também a igreja matriz de S. Paio de Agualonga em 1786, a capela de S. Sebastião, no lugar de Roriz, Infesta, em 1890, e trabalhou afincadamente na construção do Santuário de Nossa Senhora da Peneda, pelo menos em três distintos períodos: 1784-1788, 1793-1797 e 1802-1808.

 

    Embora as obras se prolongassem ainda por alguns anos, em 1779 foi aberta ao culto. A torre sineira seria acrescentada do lado norte do edifício, durante o século XIX e concluída em 1871 pelo mestre-pedreiro António Manuel Góes de Melo, de Lanhelas, com o significativo preço de 1.495$000 réis, e na realidade, não desmerece do restante complexo arquitectónico.

 

    Um pára-raios foi colocado em 1891, o qual custou, então, 161$000 réis.

 

ESTILO

 

    Caracterizada durante bastante tempo como um templo Barroco, é hoje definido como fruto da transição do estilo Barroco para o Neoclássico, próximo do exuberante estilo Rococó.

 

 

DESCRIÇÃO ARTISTICA

 

Escadaria

 

    O exterior do templo é contemplado com uma imponente escadaria frontal, formada por vários lanços e patamares, ornamentada no seu comprimento por balaustradas e pináculos, imitação, em ponto pequeno doutros escadórios típicos do Norte de Portugal.

 

Fachada Principal

 

    A frontaria, com rica ornamentação da fachada alicerçada na robustez do granito, prepara o visitante para o seu esbelto interior, em cuja fachada se destaca o corpo central, com uma altura mais elevada que a restante estrutura, e é, sem dúvida a obra prima da capela, e assim resulta ser o mais esbelto monumento religioso do concelho, segundo a comum opinião dos especialistas.

 

    O portal central é marginado por ondeantes motivos ornamentais de configuração vegetalista, e possui na pardieira a inscrição “ECCE HOMO”, sendo completada por uma cimalha. Acima desta temos duas pilastras equidistantes rematadas por capitéis compósitos, onde a sobressair do harmónico conjunto, destaca-se um frondoso e elegante janelão cujo caixilho com exuberante decoração faz a simbiose perfeita com o restante complexo.

 

    A coroar, e num contexto heráldico perfeito, assenta sobreposto a pedra de armas do Senhor D. Gaspar de Bragança, um dos “Meninos da Palhavã”, sagrado Arcebispo Primaz de Braga em 1757 e que aí morreu em 1789, filho natural reconhecido do Rei D. João V, e patrono do empreendimento.

 

    No topo do frontão repousam duas urnas e ao centro uma cruz. Na parte mais lateral da fachada descrita, vemos de cada lado do magnífico portal, um medalhão.

 

Torre Sineira

 

    A torre sineira é formada por três distintos corpos, sendo que no primeiro temos uma estreita porta suspensa sobre um varandim, sendo o segundo corpo enfeitado por um relógio, os sinos situados na terceira porção são visualizados através de quatro ventanas, e a terminar, assente numa balaustrada quadrangular marcada por quatro urnas de cantos, vemos, por cima a rasgar o céu, uma cúpula bolhosa de formato esguio, a sobressair em altura ao demais conjunto.

 

Interior

 

   Construída na segunda metade do século XVIII, merece uma visita cuidada. A capela é composta por uma nave única, semeada por retábulos, aonde sobressai um coro-alto bastante admirável, assente num imponente arco apoiado em grossas pilastras, decorado com talha dourada e pincelado por uma cor marmórea policromada de belo efeito.

 

    Logo na parte direita, sob o coro e encostado a uma porta cega, o Senhor dos Passos, imagem equilibrada, saúda o visitante. Encostados às paredes laterais, situam-se dois púlpitos virados um para o outro, encavalitados em carga sobre volumosas bases graníticas, cujas caixas são rectangulares e decoradas com talha dourada e ornatos vegetalistas.

 

    Seguem-se os quatro altares laterais, igualados dois a dois, enquanto do lado do Evangelho, identificamos os altares de Nossa Senhora da Assunção, onde figura também a Santa Rita, e o de Nossa Senhora das Dores. No sentido oposto, o da Epístola, simbolizam os altares da Imaculada Conceição, ao qual está anexado a Santa Bernardete, e o do Senhor da Cana Verde.

 

    Os altares são dum apreciável sentido estético e artístico, adornados com talha dourada onde predominam os ornamentos vegetalistas e rendilhados profusos, assentes contra um fundo branco.

 

    Situados entre os altares laterais aparecem pequenas mísulas adornadas com figurações de reduzidas dimensões de S. Bento, este da banda do Evangelho, e juntos aos altares opostos, o Senhor Ecce Homo.

 

    O retábulo do altar-mor e o seu frontão estão profusamente semeados por rendilhados decorativos, onde as colunas, entablamentos, urnas e degraus do trono são decorados com talha duma beleza ímpar.

 

    A guarnecer a estrutura retabular, já graciosa, dois anjos tocheiros banhados a talha dourada fazem a guarda de honra, onde predomina, ainda, um grande Cristo Crucificado. Ao fundo, a ladear as colunas do retábulo, mais duas mísulas, para o visitante repousar o olhar e ver as figuras da padroeira Santa Marinha e Santo António.

 

      Para completar o conjunto artístico de notável beleza, falta ver as sanefas da capela-mor com talha mariana, o sanefão do arco triunfal de feição rococó e talha de D. Maria, as sanefas da nave, tudo talha dourada dos finais do século XVIII, e de deslumbrante qualidade.

 

    A nave é coberta por uma abóbada decorada com pinturas, que representam a Nossa Senhora da Assunção, esta no âmbito da capela-mor, e junto ao arco triunfal figuram emblemas da Paixão de Cristo, tais como a escada, lança, dados, cordas.

 

    Ao centro da nave temos o “Ecce Homo”, e ao fundo nova demonstração da emblemática da Paixão de Cristo, desta feita, a cruz, cana com esponja de vinagre, coroa de espinhos, torquez, lança e manto, e que assim enquadram a temática com a própria evocação do templo.

 

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