Blogue acerca da terra, das pessoas, dos costumes e da História de PADORNELO, freguesia do concelho de Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo, publicado por JOFRE DE LIMA MONTEIRO ALVES.

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Terça-feira, 19 de Dezembro de 2006

LUÍS SÁ, O SENHOR ATLETISMO DE COURA

“Agora preocupo-me mais com o dinheiro das provas”

 

Desde há mais de uma década que o nosso entrevistado é uma das figuras mais destacadas do desporto concelhio, tendo atingido um nível de excelência a que muito poucos se poderão comparar.

 

A uma carreira que mantém ainda num rendimento muito elevado, terão faltado apenas os títulos nacionais absolutos (foi campeão nacional militar) e a representação da Selecção Nacional, patamar qualitativo que chegou a rondar e que só não terá obtido em virtude da chegada, algo tardia, à competição mais exigente e aos clubes mais poderosos. De resto, títulos regionais e vitórias em provas prestigiadas, quer nacionais, quer internacionais, alcançou diversos.


Luís Sá conta no currículo com mais de uma centena de vitórias entre provas de meio-fundo e fundo, assinalando-se os excelentes tempos nos 5000m (14.15); 10000m (29.10) e na meia-maratona (1.04.42). Garante-nos que tem pautado a sua permanência no Atletismo pela honestidade, consigo próprio e com os outros (sem o recurso tantas vezes visto às substâncias ilegais), e com isso conseguirá manter-se num nível elevado mais alguns anos.

 

O futuro desportivo será dedicado à formação de novos talentos no concelho, sendo já, há alguns anos, o responsável pelos treinos na secção de Atletismo, agora, do Clube Natação e Cultura (C.N.C.), antes, do SC Courense.



Como se dá a entrada do Luís Sá no Atletismo?


O Joaquim Sá foi o principal culpado, ao transmitir-me o “bichinho” do Atletismo. Tudo começou com a prova do Mártir S. Sebastião que ele organizou em Padornelo, pouco tempo depois de regressar de França e que eu ganhei, no escalão de Juvenis.

 

A partir daí, foi criada a secção da modalidade na Associação de Padornelo e eu comecei a treinar e a competir com ele. Inicialmente, fiz muitas provas cá em Coura, numa fase em que havia provas em muitas freguesias, por ocasião das festas locais. E ganhei-as quase todas.


O Luís leva já mais de 20 anos de carreira. Faz um balanço positivo de tão longo percurso?


Levo 21 anos de Atletismo, 15 dos quais na alta competição, ou seja, desde essa altura que ando nos cinquenta lugares cimeiros, ao nível nacional. O ano do salto qualitativo dei-o no último ano que estive no Atlético de Valdevez, ao qual se seguiu o ciclo mais positivo na minha carreira.

 

Foram oito anos no Núcleo de Atletismo da Silva, fase em que só não fui cem por cento profissional porque não quis (era militar e a vida profissional permitia-me treinar e repousar à medida das minhas necessidades).


Neste momento os seus objectivos passam apenas pela escolha de provas nas quais possa arrecadar o maior número de prémios monetários possível?


Sem dúvida. Já lutei por atingir os mínimos para os Jogos Olímpicos (fui sexto e havia lugar para quatro). Actualmente, com 36 anos, interessa-me facturar o mais possível e esqueço as marcas. Até porque a vida profissional já não permite o quase profissionalismo que mantive durante os 10 anos que estive nas Forças Armadas.

 

Com esta idade, já não consigo manter a forma durante tanto tempo como quando tinha 28/29 anos. Agora faço dois meses em grande forma, se calhar num pico ainda mais elevado do que quando era mais novo (foi assim de Setembro a Novembro deste ano, meses muito proveitosos) e depois tenho obrigatoriamente de repousar.

 

Estou, neste momento, numa dessas fases. Ando tão cansado que nem me apetece treinar. Este ano já não devo voltar a correr. Vou atacar depois com força as provas de S. Silvestre na primeira semana do novo ano.


As marcas, isto é, os recordes, sempre estiveram num plano secundário na sua carreira?


Tenho tempos muito razoáveis em todas as distâncias, excepção feita à maratona, na qual as 2.24H ainda poderão ser melhoradas quando apostar numa prova plana. No entanto, quando o fizer sei que me arrisco a entrar numa maratona em que apanho quenianos e arrisco-me a não ganhar dinheiro nenhum.

 

Contrariamente a isso, há algumas semanas fui correr a Tuy [Tui] a maratona do Baixo Miño, venci-a com 2.40H e arrecadei 1200 euros. A organização não arriscou em ir buscar atletas estrangeiros de maior nomeada, que exigem cachê fixo, mas que é uma estratégia para tentar dar maior nome às provas. Se assim tivesse sido, não sei se teria valido a pena lá ir.


Já perdeu a conta às vitórias, Luís?


Não, porque tenho tudo anotado. São 118 vitórias, em perto de 2000 provas, tendo sido sete vezes campeão nacional das Forças Armadas. Houve provas que gostei de ganhar pelo prestígio das mesmas, como por exemplo o Troféu Internacional de Cangas (Espanha).

 

Esta prova em concreto deu-me grande gozo porque competi com os melhores atletas de Espanha. Gosto de ganhar as provas, mas o certo é que passada uma semana, digo para mim: “foi mais uma!”. Daí eu dizer que me preocupo mais com os prémios monetários.


Porque corre essencialmente as provas espanholas?


As provas portuguesas não dão dinheiro e as que dão levam muitos quenianos e marroquinos, alguns já radicados em Portugal. Os prémios, se for preciso, prolongam-se até ao 15º ou 20º mas são quantias irrisórias, ao passo que em Espanha, só atribuem prémios monetários aos primeiros quatro ou cinco mas em contrapartida, prémios bem mais altos.

 

Neste momento, nas provas galegas só perco com dois atletas, nunca apanho os dois ao mesmo tempo numa corrida, que são campeões nacionais espanhóis. Por outro lado, há mais respeito, não por nós portugueses em concreto, mas por todos os atletas e pagam-nos as despesas todas.

 

Cá, é ao contrário, ainda se dão ao desplante de cobrar inscrição aos atletas de competição. Já se vê muitos portugueses a correrem no estrangeiro, não só na Espanha. E só não há mais gente porque não descobrem as competições.

 

Diria que ir às provas em que corro, só não compensa àquela meia dúzia de atletas que estão nos bons clubes, com bons contratos, o que lhes permite participar apenas nos campeonatos em que entram os seus clubes.


Quer então dizer que o Luís está actualmente sem clube por opção?


Neste momento é o melhor para mim, compensa-me mais porque nos clubes existe a obrigatoriedade de fazer algumas provas que não me interessaria muito fazer. Matar-me-ia nesses compromissos (6 ou 7 provas de corta-mato), quando em contrapartida, poderia ganhar muito mais dinheiro indo às provas que eu escolhesse.

 

O subsídio que me pagariam teria que ser de modo a não precisar de me preocupar em ganhar prémios monetários em provas-extra! E a maioria dos clubes é cada vez menos fiável. Tenho ainda dinheiro a receber de contratos relativos a anos anteriores. Mas na verdade, poderei assinar nos próximos dias por um clube espanhol, mas ainda existem algumas arestas a limar.


Atingi os objectivos que tinha para a minha carreira, isto é, passei pelos bons clubes nacionais e fiz marcas de topo a nível nacional. E por outro lado, neste momento, dá-me mais gozo o Atletismo do modo como o encaro, podendo eu definir completamente toda a planificação, quer do treino, quer das provas em que entro.


Sente ainda longe o final da carreira?


Enquanto puder correr para andar nos lugares da frente, continuarei. Quando o não conseguir, desistirei completamente! Nessa altura, dedicar-me-ei em absoluto ao treino dos miúdos! Por falar nos miúdos, existe neste momento um atleta no CNC que poderá atingir ou até ultrapassar o meu nível.


Digo isso porque faz aquilo que eu fazia quando era juvenil mas tem a grande vantagem de estar a ser comandado em termos de treino, algo que eu apenas conheci aos 23/24 anos.

 

José Miguel Nogueira

 

Entrevista do jornal NOTÍCIAS DE COURA, página 31, da edição n.º 84, de 12 de Dezembro de 2006

 

http://www.noticiasdecoura.com/index.php?pag=noticia_detalhes&recordID=1556

 

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 00:42
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