Blogue acerca da terra, das pessoas, dos costumes e da História de PADORNELO, freguesia do concelho de Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo, publicado por JOFRE DE LIMA MONTEIRO ALVES.

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Segunda-feira, 2 de Abril de 2007

RIFONEIRO DE COURA: a Sabedoria Popular - XIII: ABRIL

      

A água que no Verão há-de regar, em Abril e Maio há-de ficar.

 

A geada de Março tira o pão do baraço e a de Abril nem ao baraço o deixa ir.

 

A sardinha de Abril é vê-la e deixá-la ir.

 

A ti chova todo o ano e a mim Abril e Maio.

 

A três de Abril o cuco há-de vir e se não vier a oito, está preso ou morto.

 

Abril chove para os homens e Maio para as bestas.

 

Abril chuvoso, Maio Ventoso, fazem o ano formoso.

 

Abril e Maio são as chaves de todo o ano.

 

Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.

 

Abril frio traz pão e vinho.

 

Abril mete a ovelha no covil.

 

Abril molhado, ano abastado.

 

Abril, Abril, está cheio o covil.

 

Abril, abrilete, é o mês do ramalhete.

 

Abril, águas mil, cabem todas num barril.

 

Abril, águas mil, coadas por um funil.

 

Abril, águas mil, quantas mais puderem vir.

 

Abril, ora chora, ora ri.

 

Abril, tempo de cuco, de manhã molhado e à tarde enxuto.

 

Água que no Verão há-de regar, em Abril há-de ficar.

 

Águas de Abril são moios de milho.

 

Altas ou baixas, em Abril vêm a Páscoa.

 

Antes a estopa de Abril, que o linho de Março.

 

As manhãs de Abril são boas de dormir.

 

Aveia até Abril está a dormir.

 

Borreguinho de Abril, tomaras tu mil.

 

Do grão de rei contai que em Abril não há-de estar nascido nem por semear.

 

Do pão te hei-de contar, que em Abril não há-de estar nascido, nem por semear.

 

É próprio do mês de Abril as águas serem mil.

 

Em Abril a Natureza ri.

 

Em Abril abre a porta à vaca e deixa-a ir.

 

Em Abril águas mil que caibam num barril.

 

Em Abril águas mil, coadas por um funil.

 

Em Abril águas mil, coadas por um mandil.

 

Em Abril cada pulga dá mil.

 

Em Abril corta um cardo, nascerão mais de mil.

 

Em Abril deita-te a dormir.

 

Em Abril guarda o teu gado e vai onde tens de ir.

 

Em Abril pelos favais vereis o mais.

 

Em Abril queijos mil e em Maio, três ou quatro.

 

Em Abril queimou a velha, o carro e o carril; e uma cambada que ficou, em Maio a queimou.

 

Em Abril rês perdida, recobra vigor e vida.

 

Em Abril sai a bicha do covil.

 

Em Abril sai a velha do seu covil, dá uma volta e torna a vir.

 

Em Abril vai a velha onde quer ir e a sua casa vem dormir.

 

Em Abril, mau é descobrir.

 

Em Março merenda o pedaço; em Abril merenda o merendil.

 

Entre Março e Abril o cuco há-de vir.

 

Entre Março e Abril se o cuco não vier, está o fim do mundo para vir.

 

Enxame de Abril para mim e de Maio para o meu irmão.

 

Enxame de Abril vem para o covil e o de Março para o regaço.

 

Enxame de Março apanha-o no regaço, o de Abril não o deixes ir, o de Maio deixai-o fugir.

 

Frio em Abril, nas pedras vai ferir.

 

Guarda pão para Maio e lenha para Abril.

 

Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.

 

Janeiro geoso, Fevereiro nevoso, Março mulinhoso, Abril chuvoso e Maio ventoso, fazem o ano formoso.

 

Lama por Abril vale por mil.

 

Luar de Abril, come renovos aos mil.

 

Manhãs de Abril, boas de andar e doces de dormir.

 

Março amoroso, Abril ventoso, Maio remeloso, fazem o ano formoso.

 

Março ventoso e Abril chuvoso, do bom colmear farão astroso.

 

Março ventoso, Abril chuvoso.

 

Mau é por todo o Abril ver o céu a descobrir.

 

Não há mês mais irritado do que Abril zangado.

 

Negócios no mês de Abril, só um é bom em mil.

 

No fim de Abril ninguém gabe madressilva, nem desfolhe malmequeres.

 

No princípio ou no fim, costuma Abril ser ruim.

 

Nódoa de Abril, não há mês que a tire.

 

O grão de Abril, nem por semear, nem nascido.

 

O que Abril deixa nado, Maio deixa-o espigado.

 

Páscoa e Pascoela em Abril, ditoso de quem a vil.

 

Por Abril, corta um cardo, nascerão mil.

 

Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.

 

Quem em Abril não varre a eira e em Maio não racha a lenha, anda todo o ano em canseira.

 

Rês perdida, em Abril cobra vida.

 

Se não chove em Abril, perde o lavrador couro e quadril.

 

Se não chover entre Março e Abril, venderá o rei o carro e o carril.

 

Seca de Abril deixa o lavrador a pedir.

 

Sono de Abril, deixa o teu filhote dormir.

 

Uma água de Maio e três de Abril, valem por mil.

 

Vento de Março e chuva de Abril, fazem o vinho florir.

 

Vento de Março, chuva de Abril, fazem o Maio florir e sorrir.

 

Vinha que rebenta em Abril, dá pouco vinho para o barril.

 

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 18:32
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