Blogue acerca da terra, das pessoas, dos costumes e da História de PADORNELO, freguesia do concelho de Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo, publicado por JOFRE DE LIMA MONTEIRO ALVES.

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Quarta-feira, 4 de Abril de 2007

Amâncio Barbosa Lourenço, o Amigo, o Presidente

Por: Jofre de Lima Monteiro Alves

 

    Quando há alguns anos atrás a ignorância de braço dado com a prepotência bronca quis cortar as ramadas e algumas árvores da carvalheira das Angústias, tal indigno atentado foi impedido por conjugação de diversos esforços de pessoas que se uniram para conter este brutal sacrilégio ecológico.

 

    Entre elas, a marcar a sua postura, encontrava-se na primeira linha de acção o Amâncio Barbosa Lourenço. E hoje a centenária carvalheira ali está, impoluta e airosa para usufruto de toda a comunidade.

 

    O episódio não está esquecido na minha memória. Este facto, importante na defesa dos interesses da freguesia, é marcante para demonstrar o carácter de homem e de autarca. Vinca de forma positiva o seu modo empenhado.

 

    Mesmo assim, é-me difícil falar dele, essencialmente por dois motivos: é sobejamente conhecido de todos, e tenho por ele sincero respeito e profunda estima.

 

    Amâncio Lourenço deu à sua terra e ao seu povo o melhor do seu espírito abnegado e do seu coração, podendo e devendo considerar-se um dos maiores expoentes do poder autarca. A História dos Municípios assim o demonstra de forma exuberante. Mas daquela parte pura e cristalina do poder local, que não está ainda infectada.

 

     Na altura em que Amâncio Barbosa Lourenço tomou conta da pasta administrativa da Junta de Freguesia de Padornelo a realidade era substancialmente diferente daquela que usufruímos e vemos hoje.

 

    A localidade, a exemplo do Portugal de então, estava totalmente desprovida de estradas, caminhos capazes, e desconhecia na generalidade o conforto e benefício da água ao domicilio, da iluminação pública, da electricidade adentro de portas, do saneamento básico, e duma incomensurável lista tão extensa que a imaginação de hoje não alcança a penúria de então em relação aos equipamentos mais básicos. É preciso não esquecer que muito do actual desenvolvimento se deve verdadeiramente ao poder democrático local.

 

    Com ele na presidência, período de combatividade activa, marca um dos mais notáveis ciclos da vida da freguesia, devido à sua dedicação inquebrantável, capaz de remover montanhas de dificuldades.

 

    Foram construídos parques acolhedores, rasgadas novas acessibilidades, os caminhos pavimentados, a água levada aos domicílios, tal como a electrificação doméstica, inúmeras fontes e fontanários cresceram, equipamentos desportivos, uma moderna sede da junta, e tantos outras inovações e obras que seria delongada a sua listagem. Tudo sem desfalecimento da sua rígida vontade, com uma constância ilimitada.

 

    Destacámos o facto de saber estar próximo das prementes necessidades das populações, o estar atento tanto às pequenas como às grandes obras, juntamente com os predicados duma grande capacidade de trabalho, dedicação total, honestidade, idoneidade e experiência, tudo factores absolutamente fundamentais para o sucesso que perdura há 33 anos.

 

    Sei, de fonte segura, que ele levanta a voz perante os poderes camarários instituídos, exercendo a soberania de reclamar e exigir os direitos augustos que entende merecer a freguesia, intervindo sem subserviência nas questões de fundo connosco relacionadas, prerrogativa da qual não abdica para defender de maneira tenaz as intransigentes atribuições de Padornelo. E a prova disso, é o progresso latente que beneficia a nossa terra, airosa e bonita. Foram, de factos, notáveis os melhoramentos conseguidos.

 

    Nenhuma razão pessoal, nenhum sentimento de presunção dominam o seu amor por este rincão de terra minhota, que ele como ninguém ama e adora. Tem, indiscutivelmente, a religião do culto do dever e a tudo se entrega com grande dedicação, passados mais de trinta anos.

 

    Consagrou-se inteiramente à administração pública, de modo que soube evidenciar-se com grande brilho – sem se envaidecer –, e a contento duma enormíssima maioria, merecendo sempre a sua acção os mais justos elogios.

 

    Venceu dez processos eleitorais de forma conclusiva, desde aquele longínquo ano de 1974 quando triunfou nas primeiras eleições para eleger uma Comissão Administrativa, então em plenário de moradores. O sucesso eleitoral repetiu-se em 1976, 1979, 1982, 1985, 1989, 1993, 1997, 2001 e 2005. Sempre com maiorias confortáveis e claras.

 

    Porém, o Amâncio não é somente o político e o autarca, é também o cidadão participativo e pleno dos seus deveres, exercendo acção importante na vida local, de modo que foi regedor interino (1974), juiz substituto do Julgado de Paz de Pador­nelo (1975), deputado na Assembleia Municipal de Paredes de Coura (1977), tesoureiro da Junta de Agricultores da Levada das Laceiras (1987), vogal da direcção da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária de Paredes de Coura (1988-1990), 1.º secretário da Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura (1999), etc.

 

    E claro, aquela que é a menina dos seus olhos, a Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo da qual foi presidente e sócio fundador n.º 1, hoje plena de vigor, onde uma dinâmica e nova direcção dá continuidade a uma obra iniciada a 17 de Março de 1987.

 

    Lembro-me agora dos versos dum poeta, o António Gedeão:

 

Numa qualquer manhã, um qualquer ser,

Vindo de qualquer pai,

Acorda e vai. Vai.

Como se cumprisse um dever.

 

    Há uns anos confessou-me que tem um objectivo, e cito: «resolver os pro­blemas de Padornelo. Sempre foi. Estou à frente da freguesia pelos interesses da própria freguesia, pelo seu desenvolvimento, progresso e bem-estar da população. Se não for assim, não vale a pena andar na política, nem concordo.»

 

    Estas palavras, que datam de 2004, estão perfeitamente actuais, na medida em que esse continua a ser o seu sincero propósito, testemunho da elevação do seu espírito apaixonado. Acima de tudo, um homem que cumpre o seu dever para com a sociedade e para com os outros. E por isso mesmo é um ser digno de toda a amizade e respeito.

 

    O seu nome ligou-se indissoluvelmente à história da povoação como o de um paladino vitorioso do nosso fomento, sem degradar o passado e as tradições. Não será possível, sem a mais flagrante das ingratidões, recordar que o seu nome avulte na plenitude do seu prestígio.

 

    Nestas poucas linhas ficam descritas alguns factos da sua vida pública e social e da índole desse homem, que pelo seu talento natural representa os últimos anos da História da nossa freguesia. E apetece-me dizer, para terminar, bendita a terra que tais filhos têm! Bem-haja, amigo Amâncio.

 

Festa de homenagem a Amâncio Barbosa Lourenço 

Amâncio Barbosa Lourenço foi alvo duma justa homenagem de consagração no passado dia 31 de Março de 2007.

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:11
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