Blogue acerca da terra, das pessoas, dos costumes e da História de PADORNELO, freguesia do concelho de Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo, publicado por JOFRE DE LIMA MONTEIRO ALVES.

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Terça-feira, 1 de Maio de 2007

RIFONEIRO DE COURA: a Sabedoria Popular - XIV: Maio

A água que no Verão há-de regar, em Abril e Maio há-de ficar.

 

A erva, Maio a dá, Maio a leva.

 

A melhor cepa Maio a deita.

 

A ti chova todo o ano e a mim Abril e Maio.

 

Abril chuvoso, Maio Ventoso, fazem o ano formoso.

 

Abril e Maio chave de todo o ano.

 

Abril e Maio são as chaves de todo o ano.

 

Água de Maio, pão para todo o ano.

 

Borreguinho de Maio, se to pedirem, dai-o.

 

Chovam trinta Maios e não chova um em Junho.

 

Chuva de Maio faz as novas ranhosas e as velhas formosas.

 

De Maio a Abril há muito que pedir.

 

Deixa lenha para Maio, que a fome de Maio sempre veio e há-de vir.

 

Dia de Maio, dia de má ventura, que ainda não amanhece já anoitece.

 

Dias de Maio, dias de amargura, ainda não é dia, já é noite escura.

 

Diz Maio a Abril: ainda que te pese, me hei-de rir.

 

Do mês de Maio o calor, de todo o ano o valor.

 

Em Abril queijos mil e em Maio, três ou quatro.

 

Em casa vazia, Maio depressa se avia.

 

Em Maio bebe o boi no rego.

 

Em Maio com sono caio.

 

Em Maio deixa a mosca o boi e toma o asno.

 

Em Maio espetam-se as rocas e sacham-se as portas.

 

Em Maio lava-se com a água pelo rego.

 

Em Maio vai e torna com recado.

 

Em Maio verás a água com que regarás.

 

Em Maio, a quem não tem basta-lhe o saco.

 

Em Maio, ainda os bois estão oito dias ao ramalho.

 

Em Maio, as cerejas leva uma a um o gaio; em Junho a cesta e o punho.

 

Em Maio, nem à porta de casa saio.

 

Em Maio, o calor de todo o ano dá valor.

 

Em Maio, o rafeiro é galgo.

 

Em Maio, onde quer eu caio.

 

Em princípio de Maio corre o lobo, voa o gaio.

 

Enxame de Abril para mim e de Maio para o meu irmão.

 

Enxame de Maio, a quem o pedir dai-o e o de Abril guarda-o para ti.

 

Enxame de Março apanha-o no regaço, o de Abril não o deixes ir, o de Maio deixai-o fugir.

 

Favas, Maio as dá, Maio as leva.

 

Fiandeira não ficaste porque em Maio não fiaste.

 

Fraco é Maio que não rompe uma croça,

 

Fraco é Maio se o boi não bebe na pegada.

 

Gato doido, chuva de Maio.

 

Geeira de Maio vale os bois e o carro e a de Junho os bois e o jugo.

 

Guarda lenha para Maio e para Abril.

 

Guarda o melhor saio para Maio.

 

Guarda pão para Maio e lenha para Abril, que quem não veio há-de vir.

 

Guarda pão para Maio e lenha para Abril.

 

Janeiro geoso, Fevereiro nevoso, Março mulinhoso, Abril chuvoso e Maio ventoso, fazem o ano formoso.

 

Jura de Maio vale os bois e o carro, e a de Julho vale os bois e o jugo.

 

Lama de Maio e estrumação de S. João parecem bem, mas pão não dão.

 

Maio às pedradas deita por terra as searas.

 

Maio chocoso e pardo faz o pão vistoso e grado.

 

Maio chocoso, ano formoso.

 

Maio chuvoso torna o ano rendoso.

 

Maio claro e ventoso faz o ano rendoso.

 

Maio come o trigo, Agosto bebe o vinho.

 

Maio comem-se as cerejas ao borralho.

 

Maio couveiro não é vinhateiro.

 

Maio frio, Junho quente, bom pão, vinho valente.

 

Maio frio, Junho quente, tornam o lavrador contente.

 

Maio hortelão, muita chuva e pouco pão.

 

Maio hortelão, muita palha e pouco pão.

 

Maio hortelão, muita palha, pouco grão.

 

Maio jardineiro enche o celeiro.

 

Maio me molha, Maio me enxuga.

 

Maio o deu, Maio o leva.

 

Maio pardo centeio grado.

 

Maio pardo e Junho claro podem mais que os bois e o carro.

 

Maio pardo e Junho molhado fazem o lavrador honrado.

 

Maio pardo e ventoso faz o ano farto e formoso.

 

Maio pardo enche o saco.

 

Maio pardo faz o pão grado.

 

Maio pardo, ano claro.

 

Maio pardo, Junho claro.

 

Maio pedrado destrói o pasto e não farta o gado.

 

Maio pequenino de flores enfeitadinho.

 

Maio que não der trovoada não dá coisa estimada.

 

Maio que não rompe uma croça não é Maio.

 

Maio que seja de gota e não de mosca.

 

Maio sem trovões é como um burro sem orelhões.

 

Maio serôdio ou temporão espiga no grão.

 

Mal vai ao Maio se o boi não bebe na pegada.

 

Março amoroso, Abril ventoso, Maio remeloso, fazem o ano formoso.

 

Mês de Maio, mês das flores, mês de Maria, mês dos amores.

 

Não há Maio sem trovões, nem moço sem calções.

 

Não há sol como o de Maio, luar como o de Janeiro, nem amor como o primeiro.

 

O bom cristão guarda lenha para Maio, pão para S. João.

 

O que Abril deixa nado, Maio deixa-o espigado.

 

Pão tremês não comas nem o dês; guarda-o para Maio.

 

Quando em Maio arrulha a perdiz, ano feliz.

 

Quando em Maio não nado, deixa tudo espigado.

 

Quando em Maio não troa, não é ano de broa.

 

Quem em Abril não varre a eira e em Maio não racha a lenha, anda todo o ano em canseira.

 

Quem em Maio não merenda, aos finados se encomenda.

 

Quem em Maio relva, não tem pão nem erva.

 

Quem semeia depois de Maio, semeia para gaio.

 

Sáveis em Maio, maleitas todo o ano.

 

Trovoada de Maio depressa passa.

 

Uma água de Maio e três de Abril, valem por mil.

 

publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 01:01
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