CHÃO – UM ESPECTÁCULO MUSICAL COM MULHERES DE PAREDES DE COURA em Lisboa: Vídeo
Começo pelo fim: foi sem sombra de dúvida um espectáculo absolutamente extraordinário, tão-cheio de emoção, superior qualidade e talento a rodos, a transpirar em cada poro das mulheres em palco, um momento de bela poesia. Inolvidável, algo soberbo que excedeu as maiores perspectivas e anseios, como aliás seria timbre desta excepcional gente que sabe sentir profundamente a essência das coisas.
A Sala Principal do Teatro Municipal de S. Luiz, em Lisboa, repleta até aos anéis dos camarotes, quando terminou a exibição, levantou-se em uníssono impelida por mola colectiva, a tributar uma monumental salva de palmas, calorosa, sentida e emotiva, todos irmanados na mesma sublime êxtase, como se tivessem acabado de ouvir ferrinhos, raque-raque, pandeiros e trombetas da corte celestial.
A capital teve anteontem, 19 de Julho de 2014, o raro privilégio de assistir a um soberbo musical, onde até os silêncios eram carregados duma intensa carga emocional, dramática e cénica, uma singular riqueza simbólica. Que trinado de vozes esplendorosas aquelas, que corpos dançantes magistrais, que concepção cénica esplendorosa, as luzes, o espaço, isto e aquilo e tudo nos conformes! Maravilha das maravilhas e vitualhas para a alma!
E aquela coisa única, depois de terminado o espectáculo, público e artistas fraternizados numa tertúlia espraiada pela entrada do teatro e às portas da rua, onde mais de uma hora depois centenas de pessoas ainda conviviam como os dedos da mão, rostos luzidios e olhos cintilantes de felicidade, a trocar uma espiral de impressões e sensações ali no plenilúnio de Lisboa!
As mulheres courenses, um tesoiro desta natureza saído do estro de Paredes de Coura, estão de parabéns, e em especial as de Padornelo, ai-jesus dos meus cansados olhos, pessoas duma notável mais-valia, porquanto nas veias lhes corre sangue da arte de bem-fazer e bem saber fazer como as contas dum rosário velho. Bom, chega de conversa e vamos lobrigar o vídeo:
